Espaço do Leitor
Espaço do Leitor: Quando uma rede de televisão reduz uma cidade a uma rampa, o problema não é a imagem - é a intenção.
Juazeiro não é moldura de ninguém: quando a imagem vira desrespeito.
Há um limite entre escolha editorial e distorção da realidade. E a forma como a TV Bahia vem retratando Juazeiro já ultrapassou esse limite faz tempo...
Espaço do Leitor: Salitre, para o seu povo
Cuidem de mim, já não sou mais como antes;
Já não sou mais aquela perna de mar, de quando os exploradores aqui chegaram;
Cuidem de mim, pois ao longo do caminho fui perdendo forças;
No meu percurso tenho encontrado entulhos, barramentos, assoreamento e seca ;
No meu percurso, por séculos a fio comecei a secar;
Hoje, o que me resta são águas paradas pela força humana;
Minhas nascentes vivas, já não são como antes;
Minhas cachoeiras secaram em vários pontos;
O tal progresso retirou de mim o direito de correr;
Sinto saudades dos guris e das gurias que bailavam em minhas águas ;
Sinto falta das lavadeiras que quaravam suas roupas em minhas margens;
E acreditem, sinto falta até mesmo da batida dos motores ao longo do caminho;
Ao longo das minhas margens possuo uma diversidade de povos, cada cultura de forma diferenciada e lindamente rica;
A juventude no meu percurso precisa de mais atenção por políticas públicas de pertencimento;
A cultura precisa ser fortalecida pela educação contextualizada;
Somos uma nação negra Indígena e precisamos fortalecer a caminhada, defender o meu Salitre é obrigação de tod@s…
Cuidem mim, cuidem do meu povo, estou morrendo! ..
Artigo - Quando o mundo entra em crise, confiança vira a principal moeda do marketing B2B
Guerras, choques econômicos e crises globais costumam ser analisados pelo impacto nos mercados financeiros, no preço da energia ou nas cadeias de suprimentos. Mas existe um efeito menos discutido e profundamente relevante para empresas de tecnologia e marketing B2B: em momentos de instabilidade, compradores e decisores deixam de escolher apenas produtos e passam a escolher relações de confiança.
Esse fenômeno fica ainda mais visível quando conflitos internacionais ou turbulências geopolíticas elevam o nível de incerteza global. Nessas horas, decisões corporativas deixam de ser apenas racionais e passam a ser profundamente humanas...
Artigo - Dia do Trabalhador: Temos o que comemorar?
O 1º de Maio, Dia do Trabalhador, é símbolo de grandes conquistas históricas, como a luta pela jornada de 8 horas e por melhores condições de trabalho.
São lutas antigas, mas ainda profundamente atuais, especialmente quando, quase 200 anos depois, grande parte da população brasileira ainda não reivindica apenas a efetivação de direitos, mas o próprio direito ao trabalho, a uma oportunidade de emprego e a uma chance de sobreviver com o mínimo de dignidade...
Crônica - La Havana, Cuba: Uma noite que não deveria ter existido
Houve um tempo em que uma frase seca pesava mais do que qualquer carimbo: “NÃO É VÁLIDO PARA CUBA”. Ela repousava nos passaportes brasileiros como um veto silencioso, um limite político que, curiosamente, aguçava ainda mais o desejo. Afinal, poucas coisas são tão sedutoras quanto aquilo que nos é interditado.
Foi nesse tempo de peregrinações comerciais pelo exterior que me encontrei, certa vez, em Nova Iorque - a cidade que nunca dorme, mas que também abriga os sonhos de quem foi obrigado a acordar cedo demais...
Artigo - Bioma Caatinga em alerta
Neste dia 28 de abril, comemora-se o Dia Nacional da Caatinga, uma data criada em homenagem ao ecólogo pernambucano Vasconcelos Sobrinho, pioneiro no estudo da região semiárida. Neste dia, todos devem aproveitar para refletir e se mobilizar em luta pela preservação deste bioma.
Preservá-lo é garantir a base da produção sustentável para as famílias agricultoras residentes no meio rural. No entanto, isso requer iniciativas da sociedade, bem como compromissos governamentais, como o incentivo a políticas públicas conservacionistas para os solos e para a vegetação, do ponto de vista econômico, social e ambiental...
Juazeiro: Moradora denuncia a situação do canal remanescente do Mulungu do bairro Dom Tomaz; prefeitura responde
A leitora da REDEGN Elizangela Araújo enviou foto e denunciou a situação do canal remanescente do Mulungu do bairro Dom Tomaz, em Juazeiro.
"Completamente sujo cheio de mato taboa e baronesa. Precisando de ação mais efetiva por parte da Sesp-Secretaria Serviços Públicos de Juazeiro no envio de uma máquina para limpar e desobstruir o canal urgentemente". ..
Crônica - A tentação da generalidade: Por Que Todo Mundo Odeia o Chris?
Há perguntas que chegam prontas demais - e, por isso mesmo, devem ser recebidas com desconfiança. Em conversas informais, especialmente aquelas que misturam opinião e improviso, não é raro surgirem afirmações iniciadas por “todo mundo” ou “quase todo mundo”. São fórmulas que sugerem consenso, como se traduzissem a voz difusa da humanidade. No entanto, essa aparência de universalidade costuma esconder uma simplificação perigosa.
Foi nesse contexto que, em meio a uma conversa casual, alguém questionou “Pr que todo mundo odeia os judeus”. A frase, lançada com a leveza das certezas fáceis, não se apoiava em análise histórica nem em reflexão sociológica consistente. Ainda assim, carrega peso - não apenas pelo conteúdo, mas pelo modo de pensar que revela...
Artigo - Revolução verde no Cerrado: novas cultivares de forrageiras garantem pastagens produtivas
A pecuária moderna e eficiente exige uma mudança de paradigma urgente: abandonar práticas e tecnologias ultrapassadas para adotar o rigor técnico e agronômico e assim tratar a pastagem como uma lavoura.
O alicerce dessa transformação é a atualização das cultivares de forrageiras, substituindo capins obsoletos por cultivares modernas disponíveis no mercado...
Leitor reclama de pó de brita nas vias de Juazeiro (BA); Secretaria de Obras responde
Em mensagem ao blog Rede GN um leitor reclama da Prefeitura de Juazeiro que está colocando pó de brita em algumas vias da cidade e provocando vários acidentes.
Confira:..
Artigo - Pessoas, propósito e lucro: a nova equação da competitividade
Empresas brasileiras operam sob pressão crescente por eficiência, reputação e capacidade de resposta e, hoje, o desempenho depende diretamente da qualidade das decisões tomadas diariamente pelas equipes.
Nesse cenário, a gestão de pessoas assume dimensão de variável econômica, já que o desafio vai além da contratação de profissionais qualificados e envolve a construção de ambientes capazes de sustentar resultados no longo prazo...
Crônica - O dia que não houve amanhecer: Tudo se transforma segundo Lavoisier
A manhã havia despertado bem dentro de mim, embora eu mesmo ainda não tivesse percebido esse lânguido despertar. Sentia tão somente um denso vazio, uma espécie de entorpecimento interior que conseguia me manter suspenso entre o sono e a vigília.
Muito mais que de repente, dei-me conta de que não havia qualquer tipo de ruído no interior de mim mesmo nem no exterior, à minha volta. Nem mesmo aquele zumbido habitual que, todas as manhãs, parecia soar em meus ouvidos para me alertar de que chegara a hora de levantar e seguir a labuta, cumprindo os vários ofícios do quotidiano...
Jararaca-da-seca, a cobra que fala ‘oxente’ e traduz a Caatinga
Subvertendo a imagem popular, eu gosto mesmo é da Caatinga noturna. Gosto da sensação da temperatura caindo no entardecer, quando o tom do céu que dizem ser laranja e vermelho – eu não poderia saber, são cores que meus olhos não traduzem – é substituído pela escuridão crepuscular. O Sol dessa terra me castiga, mas a Lua me favorece.
Foi neste paraíso que escolhi viver. Nele, os pequenos são grandes e eu adoto para mim a característica que virou sobrenome do bioma: resiliente. Da Caatinga, ganhei o apelido jararaca-da-seca, mas, assim como ela, sou muito mais do que uma pequenina cobra, de aproximadamente 60 centímetros, fadada à secura. Confira texto na integra AgenciaEcoNordeste..
Agencia Eco Nordeste Foto Francisco Rogerio NascimentoArtigo - Quando a ignorância ganha microfone, a verdade precisa ganhar voz
Hoje não é sobre uma cidade.
É sobre respeito.
É sobre pertencimento...
Crônica - O Concílio de Niceia: O Início da Teocracia Cristã
A convocação do Concílio de Niceia, em 325 d.C., representou muito mais do que uma simples reunião de bispos. Foi a tentativa do imperador Constantino I de preservar a unidade do Império Romano num momento em que o cristianismo crescia rapidamente e deixava de ser uma fé perseguida para transformar-se numa força política e social.
No centro dessa controvérsia estava Ário, presbítero de Alexandria. Para ele, Jesus Cristo - o Logos, o Filho - não era eterno como o Pai nem partilhava da mesma substância divina...
Artigo: Quando a música é esperança
Há momentos em que as palavras falham. Quando tudo ao nosso redor se desmorona, as certezas, os planos, as ilusões que nos sustentavam, não há discurso que repare o vazio, não há explicação que preencha o abismo. Nessas horas, quando a razão se mostra insuficiente e a lógica nos abandona, resta buscar refúgio em algo que transcenda a linguagem racional.
Albert Camus conhecia esse silêncio. Chamava-o de absurdo: o encontro entre nosso desejo de sentido e a indiferença muda do universo. O mundo não nos deve explicações. Não há propósito cósmico à nossa espera. É justamente nessa constatação que reside a verdadeira condição humana: estamos sós num universo que não responde...
Artigo - Não é a proteção da mulher que dificulta sua contratação
Escrevo como homem, e justamente por isso procuro tratar esse tema com a cautela de quem reconhece seu lugar de fala. Não vivo na pele o medo, a violência, o assédio e a desconfiança que tantas mulheres enfrentam todos os dias. Mas, como homem, como cidadão e como profissional, também entendo que não posso assistir a isso em silêncio.
Tenho visto crescer um discurso perigoso: o de que proteger demais a mulher acabaria criando barreiras para sua contratação e permanência no mercado de trabalho.
Sinceramente, penso que essa lógica está errada desde a origem e revela muito mais sobre o preconceito estrutural da sociedade e do próprio mercado do que sobre as mulheres.
O problema não está na licença-maternidade, na Lei Maria da Penha ou em qualquer outra proteção legal. O problema está em um mercado que ainda enxerga a mulher a partir do preconceito, como mais frágil, mais cara, menos disponível ou mais "arriscada" para contratar. Ou seja, o obstáculo não é o direito da mulher. O problema, na verdade, é o machismo disfarçado de argumento financeiro.
Quando uma empresa trata a maternidade como problema, ela revela muito mais sobre sua visão distorcida do trabalho do que sobre a capacidade da mulher. A maternidade, o cuidado e a proteção contra a violência não podem ser vistos como um peso individual da trabalhadora. São questões sociais, que precisam ser enfrentadas coletivamente pelo Estado, pelas empresas e pela sociedade.
É justamente por isso que eu, como homem, não vejo qualquer contradição entre fortalecer a presença da mulher no mercado e preservar, ou até ampliar, sua rede de proteção. Ao contrário: retirar direitos para torná-la "mais contratável" seria apenas sofisticar a injustiça. Seria dizer que, para caber no mercado, a mulher precisa se proteger menos, maternar menos, denunciar menos, existir menos como mulher real. E isso é inaceitável.
O caminho correto é outro. É dividir melhor as responsabilidades do cuidado, combater a discriminação nas contratações, garantir ambientes de trabalho seguros e impedir que direitos fundamentais sejam tratados como privilégios indevidos. Proteger a mulher não cria distorções. O que cria distorções é um sistema que ainda insiste em penalizá-la por ser mulher.
Como homem, o mínimo que me cabe é reconhecer isso com honestidade: durante muito tempo, a experiência masculina foi tratada como regra, e tudo o que fugia desse padrão passou a ser visto como exceção, custo ou inconveniente. Está na hora de romper com essa lógica.
A pergunta, portanto, não deveria ser como proteger a mulher sem atrapalhar sua contratação. A pergunta correta é: por que ainda existe um mercado que enxerga a dignidade da mulher como obstáculo?
Enquanto essa mentalidade não mudar, seguiremos errando o alvo. Porque não é a proteção que afasta a mulher do mercado. É o preconceito...
Chorinho em Juazeiro: uma década de encontros que tocam a alma
Tem som que não é só música… é memória viva. Em Juazeiro, o chorinho virou ponto de encontro, tradição e sentimento compartilhado.
No dia 23 de abril de 2026, a partir das 17h30, o Museu Regional de Juazeiro, localizado na Praça da Bandeira, no centro de Juazeiro-BA, recebe a 10ª edição desse encontro que acontece ano após ano, reunindo amantes da boa música em um momento que já faz parte do calendário afetivo da cidade...
Artigo - O limite das leis e o centro do problema: as masculinidades na reprodução da misoginia
A aprovação da Lei Antimisoginia (PL nº 896/2023) no Senado Federal é um marco importante no enfrentamento da violência e discriminação contra meninas e mulheres no Brasil.
Ao incluir esse crime na Lei do Racismo, o país reconhece que o ódio e o desprezo às mulheres são expressões de uma violência estrutural que sustenta desigualdades históricas e compromete a democracia...
Eu pertenço a minha cidade - Juazeiro, por Clarice Ferrari Normanha
O vídeo do influenciador @196sonhos, ao propor um comparativo entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), acabou indo além de uma simples análise turística e urbana.
O tom adotado, percebido pormuitos como desmerecedor, acendeu um sentimento forte entre os juazeirenses: o de pertencimento, defesa e, sobretudo, amor pela própria cidade...
Espaço Leitor Foto arquivo PMJMorador denuncia escuridão, burocracia em cadastro e cobra Prefeitura de Juazeiro após mais de 45 dias sem solução
A falta de iluminação pública e a dificuldade para obter resposta do poder público voltaram a ser alvo de reclamação em Juazeiro, após um morador relatar que aguarda há mais de 45 dias a reposição de uma lâmpada em via da cidade.
Em e-mail enviado à redação, o morador Fernando Duarte Vianna denuncia a demora na solução de um problema de iluminação pública na Rua Engenheiro Geraldo Viana, n 06, no bairro Country Club, nas proximidades do SETAF...
Redação RedeGNCrônica - As cruzadas vistas pelos árabes: O Reino dos Céus na Terras Levantinas
Amin Maalouf, nascido em Beirute, em 1949, e atualmente radicado na França, é uma voz central da literatura francófona e do diálogo entre o mundo árabe-islâmico e o Ocidente cristão. Em suas obras, ele alia rigor histórico a sensibilidade narrativa, construindo pontes culturais e oferecendo leituras críticas, densas e nuançadas dos encontros entre civilizações.
Embora eu ainda não tenha lido As Cruzadas Vistas pelos Árabes, guardo viva a lembrança de outra de suas obras, Leão, o Africano, na qual o autor descreve a queda muçulmana na Península Ibérica e a diáspora que se seguiu, lembrando também que muçulmanos e judeus nem sempre estiveram em lados opostos, mas muitas vezes compartilharam destinos, convivências e alianças...


