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Artigo: "Coragem para dizer não ao aumento de impostos" - Por Rafael Campelo

Em 2024, a carga tributária bruta no Brasil bateu 34,24% do PIB, maior nível desde 1990. Para liberais, isso significa que 1/3 de toda riqueza produzida é capturada pelo Estado para que esse Estado, que é caro e ineficiente gaste dinheiro público obtido do suor do povo brasileiro com todo tipo de irresponsabilidade e dessa forma acabemos pagando impostos equivalentes aos pagos na ¨Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia” e recebamos em troca, serviços públicos de países muito pobres e de péssima qualidade na maioria das vezes. Cada aumento de arrecadação vira mais gasto por aumento de alíquota de imposto ou criação de taxas, contribuições ou alteração em tarifas resultando em arrocho para a classe trabalhadora e produtores rurais que pagam mais e deixam de colocar na mesa para si e suas famílias, alimentos, roupas, remédios, combustíveis para rodar a economia, energia elétrica, água, gás de cozinha entre outros. 

Pegando um pequeno exemplo, o conhecido IPTU, cuja competência de instituir e cobrar é do município e se originou da famosa “décima urbana de 1808, hoje, o conhecido IPTU que é 100% municipal e existe há 216 anos, incide sobre ter casa, apartamento, terreno ou imóvel em área urbana e seu cálculo é sobre o valor de venal do imóvel e seu peso na economia familiar cresce a cada ano, gerando profunda insatisfação entre à população. Em Juazeiro o IPTU deve responder por 2 a 5% da receita total e cerca de 10 a 20 % das receitas próprias do município e aí começam os problemas a atualização depende sempre da Planta genérica de valores – PGV, e tal atualização implica em aumento todos os anos, para uma população que não vê uma regular e eficiente contrapartida em serviços como PAVIMENTAÇÃO DE RUAS, ESGOTAMENTO SANITÁRIO, ILUMINAÇÃO PÚBLICA, ESTRADAS BEM CONSERVADAS e tal situação é a mesma de muitos dos municípios da região do vale do São Francisco e quiça na Bahia e no Brasil...

Artigo: As duas margens do desenvolvimento: O que Juazeiro e Petrolina revelam sobre as urgências do interior

*PETROLINA E JUAZEIRO* – Poucas geografias no Brasil traduzem com tanta vivacidade a complexidade do desenvolvimento econômico e social quanto o encontro entre Bahia e Pernambuco pelas águas do Rio São Francisco. Unidos pela histórica Ponte Presidente Dutra, os municípios de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) funcionam na prática como um organismo metropolitano integrado, moldado pelo dinamismo da fruticultura irrigada e pela força de uma cultura sertaneja pulsante. 

Contudo, a divulgação dos resultados oficiais do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 expõe uma incômoda realidade: a linha invisível que delimita os dois estados desenha trajetórias de bem-estar social flagrantemente desiguais...

Artigo: Neymar convocado: o Brasil comemora o retorno de seu último grande protagonista

A convocação finalmente aconteceu. E bastou Carlo Ancelotti pronunciar o nome de Neymar para que o país futebolístico reagisse quase como em um gol. Nas redes sociais, nos grupos de mensagens, nas redações esportivas, nos bares e nas esquinas onde ainda se discute futebol como se fosse assunto de Estado, houve comemoração. 

Uma comemoração barulhenta, apaixonada e, em muitos casos, até aliviada. Porque, no fundo, boa parte do Brasil queria ouvir aquele nome. A convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026 talvez tenha sido a mais discutida, tensionada e politizada da história recente da Seleção Brasileira. ..

Artigo: O labirinto de 2026 entre a nova renda e o velho custo Brasil

O ano de 2026 pode entrar para a história do Brasil como o ano em que conquistaremos o sexto título de campeão mundial na Copa do Mundo, mas, com certeza, estará nos livros de história como o "ano zero" de uma metamorfose tributária sem precedentes.

Se até o ano de 2025 estávamos vivendo em meio das grandes teses tributária, 2026 é o momento em que a caneta do Fisco tocará o caixa das empresas e o bolso dos contribuintes com novas e complexas regras de apuração...

Artigo: Sem precedentes. Leão (XIV) e Trump

Por que uma foto sem precedentes, uma imagem de Trump à moda de Jesus Cristo, atrai o nosso olhar?

Fotos ou palavras podem sugerir bondade ou maldade, luxúria ou contenção, riqueza ou pobreza. Atrai porque carrega uma novidade, um absurdo, uma ruptura.

Pode ser uma obra de arte, como um urinol exposto em posição invertida em uma exposição (Marcel Duchamp), ou a negação de um fato comprovado, óbvio, como a importância da vacinação ou a existência do aquecimento global...

Artigo: Quando a música é esperança

Há momentos em que as palavras falham. Quando tudo ao nosso redor se desmorona, as certezas, os planos, as ilusões que nos sustentavam, não há discurso que repare o vazio, não há explicação que preencha o abismo. Nessas horas, quando a razão se mostra insuficiente e a lógica nos abandona, resta buscar refúgio em algo que transcenda a linguagem racional.

Albert Camus conhecia esse silêncio. Chamava-o de absurdo: o encontro entre nosso desejo de sentido e a indiferença muda do universo. O mundo não nos deve explicações. Não há propósito cósmico à nossa espera. É justamente nessa constatação que reside a verdadeira condição humana: estamos sós num universo que não responde...

Artigo: as orações de quem faz a guerra não são ouvidas por Deus, Por José Sarney

O presidente dos Estados Unidos tem estarrecido o mundo com suas exóticas colocações, que, no mínimo e no máximo, representam um jogo de faz-e-esconde, o que tem mantido as nações em suspense sem saber por onde ele quer ir e para onde vai.

Parece os versos do grande poeta português José Régio: "Se ao que busco saber nenhum de vós responde, / Por que me repetis: 'vem por aqui'? / Prefiro escorregar nos becos lamacentos, / Redemoinhar aos ventos, / Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, / A ir por aí… […] Ninguém me diga: 'Vem por aqui'! / A minha vida é um vendaval que se soltou. / É uma onda que se alevantou. / É um átomo a mais que se animou… / Não sei por onde vou, / Não sei para onde vou / — Sei que não vou por aí!"..

Artigo: Reforma Tributária: a década será de complexidade para empresas e de diamante para profissionais preparados

Há momentos na história do Direito Tributário em que a leitura apressada conduz a diagnósticos equivocados. A Reforma Tributária brasileira, especialmente no ciclo legislativo de 2025 e 2026, tem sido apresentada, por muitos, como sinônimo de crise, aumento de complexidade e insegurança para o ambiente de negócios.

Essa leitura, embora compreensível sob a ótica do empresário, é incompleta e, do ponto de vista profissional, profundamente míope...

Artigo: Quando os vícios de linguagem escondem o verdadeiro problema

Quando perguntei à Ana qual era o maior desafio de comunicação e oratória que ela enfrentava, ouvi a voz de uma mulher tensa:

“Tenho muito vício de linguagem. Às vezes eu falo e depois fico pensando se poderia ter usado uma palavra melhor.”..

Artigo: Condenado antes de ser julgado - Por Dr. Henrique Rosa

Em texto encaminhado à redação da redeGN, nesta sexta-feira (27), o advogado juazeirense, Carlos Henrique Rosa, manifestou opinião a respeito da cobertura que a imprensa nacional vem dando às investigações e ações de busca e apreensão feitas recentemente contra o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e seus filhos, em Petrolina.

No texto Henrique Rosa destaca que "O direito de defesa é um pilar constitucional no Brasil, que assegura a ampla defesa aos acusados em geral, essencial para um julgamento justo"...

Artigo: O Bioma Caatinga e seus remédios

Essa coisa de médico no interior é relativamente recente. Antigamente, não havia médicos ou postos de saúde. A população, quando adoecia, tinha de buscar alternativas na própria caatinga, com exceção daqueles que tinham recursos e iam para a capital ou para o centro urbano onde houvesse medicina. Mesmo as pessoas que tinham recursos, diante de doenças “menores”, se valiam da farmacopeia disponível.

Quando eu era muito jovem, aí com os dois anos de idade, diziam meus pais que estive muito doente, desenganado. Aí não teve jeito. Eu morava numa fazenda, fui colocado numa rede com um pau atravessado em cada punho, e fui conduzido para a cidade de Canindé, onde havia um doutor, unzinho só, um doido que se encantou do sertão e foi embora para lá. Claro, fui salvo. Acho que as doenças geralmente eram veiculadas pela água. Desnutrição, mesmo para valer, só em épocas de seca. Por isso, fui tratado imediatamente com os chás do sertão, que no entender dos sertanejos obram milagres...

Artigo: Em 2026, o grito de Carnaval veio dos livros

Mais uma vez o brasileiro vestiu a fantasia e saiu pelas ruas, salpicadas de confetes, serpentinas e ventarolas, atrás de um bloquinho de Carnaval.

Para quem prefere acompanhar os desfiles das escolas de samba pela televisão ou na arquibancada, há boas razões para além da folia: em 2026, agremiações do Rio de Janeiro e de São Paulo apostaram em enredos que celebram grandes nomes da literatura, da música e de um movimento cultural que nasceu de um manifesto escrito no papel...

Artigo: No novo jogo, não vence quem sabe mais do imposto, mas quem entende melhor o próprio negócio

Imagine se a Reforma Tributária brasileira começasse a valer amanhã. Sem período de adaptação, sem postergação e sem “depois a gente vê”. Esse exercício mental, embora hipotético, expõe um comportamento bastante real do empresariado brasileiro: a tendência histórica de reagir apenas quando o impacto já chegou ao caixa.

Estudos comportamentais indicam que cerca de 97% das pessoas deixam decisões estruturais para a última hora, enquanto apenas 3% se antecipam, simulam cenários e tomam decisões antes da maioria. No ambiente empresarial, essa diferença costuma separar quem sobrevive de quem lidera...

Artigo: Um Carnaval sem cinzas. Por Joaquim Leão 

Nascido de, e criado por jornalista, deveria saber que não se escreve na primeira pessoa. 

Mas, eu não sou jornalista e tomei gosto por decepcionar meu pai.  Ele há de entender. ..

Artigo: Novos códigos para sobrevivência climática. O velho modelo político não dará conta da tarefa de proteger a sociedade

Novos códigos para sobrevivência climática. O velho modelo político não dará conta da tarefa de proteger a sociedade, assim como o mercado do business as usual, que visa a priori auferir vantagens, se demonstrará inútil. Confira  texto de Carlos Bocuhy-Carlos Bocuhy é presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental

O calor começa a moldar novos cenários nas pragas brasileiras. O bordão de Macunaíma, “Ai que preguiça!…”, que se colocava como reação ao calor e resistência à produtividade desenfreada vista como imposição estrangeira, ganha patamar de risco...

Artigo: Carnaval traz reflexão sobre catadores de recicláveis e Economia Circular

Catadores de recicláveis são essenciais para economia circular, mas seguem sem reconhecimento. Pesquisa mapeou iniciativas no Brasil e no exterior propondo diretrizes que integrem os catadores de material reciclável à gestão de resíduos na transição para economia circular. Confira texto de Ivanir Ferreira:

Apesar de muitas vezes invisíveis e sem reconhecimento social, estima-se que entre 15 e 20 milhões de pessoas no mundo atuam informalmente como catadores de recicláveis, segundo a rede global WIEGO, que apoia trabalhadores do setor informal...

Artigo: Inteligência Artificial  não liberta, substitui

A inteligência artificial não vai nos exterminar com tanques autônomos e raios laser. Isso seria poético demais, cinematográfico demais, respeitoso demais. O fim — ou melhor, a substituição — será bem mais silenciosa. Mais elegante. Menos apocalipse, mais atualização de sistema. Não haverá gritos. Só notificações.

A promessa original era clara: criar máquinas para nos libertar das tarefas repetitivas, dos cálculos tediosos, dos trabalhos insalubres. Um pacto entre engenheiros e o futuro. Mas, como todo pacto humano dentro do capitalismo, acabou corrompido antes de sair da caixa. O que ganhamos, no fim, não foram servos digitais nem mentes brilhantes feitas de código. Ganhamos um exército de simuladores. E pior: passamos a chamá-los de “inteligentes”...

Artigo: Barriga, bolso e voto: os instintos que decidem a eleição

A política costuma ser explicada por ideologias, discursos e estratégias partidárias. Mas, no fundo, o voto nasce em um território mais primário e menos sofisticado: o dos instintos humanos.

A psicologia ajuda a compreender por que, em períodos de crise ou bonança, o comportamento do eleitor muda radicalmente. Antes de ser militante ou ideológico, o eleitor é um ser que precisa sobreviver.

Segundo uma linha clássica da psicologia, o ser humano age movido por quatro instintos básicos: dois ligados à sobrevivência do indivíduo e dois à preservação da espécie. Os primeiros são o instinto combativo e o instinto nutritivo. Os segundos, o impulso sexual e o impulso paternal ou maternal, associados à continuidade da vida, à solidariedade, ao cuidado e ao afeto...

Artigo: Justiça, Graça, Poder e Caráter

Nações verdadeiramente democráticas não executam ditadores quando estes são presos, não por falta de indignação moral, mas por consciência histórica.

Quando uma democracia elimina fisicamente seus inimigos, ela abandona a justiça e adota a mesma lógica de barbárie que sempre denunciou...

Artigo: Kleber Mendonça Filho, Dom Helder Câmara e o Rádio têm em comum

O que Kleber Mendonça Filho e Dom Helder Câmara têm em comum? Muito provavelmente nada, você poderá dizer. Mas, para mim, eles são Pernambuco, e isso é muita coisa. Afinal, Pernambuco é superlativo absoluto, e nem me venham dizer que é exagero.

Minha cidadania (honorária, digo com orgulho) brasiliense não subscreve o estado natal na certidão de nascimento e nem nas minhas memórias afetivas. Estava eu já pensando em falar sobre o filme O agente secreto — do qual já falei e ainda vou falar mais.....