
Já se foi o tempo em que candidatos sem recursos não podiam nem sonhar em candidaturas. O contexto foi evoluindo, se modificando e os políticos profissionais foram encontrando maneiras várias de abocanhar dinheiro público para financiarem suas, cada vez mais caras e sofisticadas, campanhas eleitorais.
Primeiro criaram o Fundo Partidário, dinheiro público para sustentação da estrutura dos partidos, sede, manutenção, funcionários, com altos salários para aqueles que perderam mandato, ex-secretários, ex-ministros, etc...
Quando foi proibido o financiamento de campanha por parte do empresariado, entrou em cena a criatividade dos sanguessugas da nação: o que fazermos? Chegaram ao extremo da safadeza, colocaram a criatividade a postos e mais uma vez a viúva, ou seja, a nação, foi submetida ao novo esbulho: o famigerado Fundo Eleitoral, cada vez mais robusto e irrigado com dinheiro público, hoje na casa de R$ 5 bilhões de reais. Vale ressaltar, com aquiescência do centro, esquerda e direita, farinha não muito pouca, meu pirão primeiro.
Nesse contexto entra a rentabilidade do investimento: candidaturas rentáveis desde os bagrinhos, aos tubarões. Cotas raciais e de gênero, subterfúgios que tem sua função a cumprir: preencher com candidaturas fantasmas e sem campanhas. Tivemos recentemente em Juazeiro, suspensão de mandatos pelo uso indevido desses expedientes.
Não para por ai e aparecem também candidaturas de “cabras eleitorais”, com dois objetivos em foco: levar votos para as legendas e eleger as “cartas marcadas” ou testar seu potencial eleitoral para futuras negociatas.
Mas isso é peixe pequeno quando esse mecanismo é utilizado por grandes lideranças, que transformam essas candidaturas em um investimento altamente rentável.
Como funciona? muito simples. Um interesse mútuo entre o partido e o candidato para uso do Fundo Eleitoral, que é calculado de acordo com o tamanho da Bancada Federal. Mais votos para a legenda pode significar a renovação do mandato de uma liderança mais competitiva e ainda abrir mais uma vaga para a legenda na Câmara Federal.
Como não existe um controle efetivo e eficiente sobre esses gastos, essas grandes lideranças recebem os valores do Fundo Eleitoral, gastam 30 % e embolsam o restante, os 70%.
São inúmeros os exemplos, inclusive em nossa cidade em eleições passadas. Puxem pela memória.
Fica a pergunta: É ou não é um grande investimento?
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