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ARTIGO – REFORMAS JÁ: UMA QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

Chegou 2016 e com ele mais uma etapa de eleições municipais em cumprimento ao definido pela Constituição de 1988 e pelo Código Eleitoral (lei 4.737 de 1965), para eleger 5.568 prefeitos e vice-prefeitos, e cerca de 57.420 vereadores em todo o país, a se repetir o número ocorrido em 2012. Eleições de dois em dois anos correspondem a custos elevadíssimos e grandes dificuldades de sua realização em algumas regiões, particularmente no norte do país ou Amazônia. Existem grandes controvérsias quanto à unificação em um pleito de cinco em cinco anos – a Câmara rejeitou em 2015 a PEC da reforma que previa eleições Majoritárias e Proporcionais simultâneas para todos os cargos eletivos -, mas essa mudança traria uma substancial redução nas despesas eleitorais. Impossível, contudo, não se avaliar a complexidade de que se reveste uma mudança no processo de votação para o eleitor, ao se dirigir à urna para votar 7 vezes: Presidente da República, Senadores, Deputados Federais, Governadores, Deputados Estaduais, Prefeitos e Vereadores! Ufa! Cansa só em escrever...

Não se trata, absolutamente, de descaracterizar o princípio da legitimidade do processo eleitoral dentro do Sistema Democrático, imprescindível para garantir a liberdade do cidadão no direito de escolha através do voto. Outro passo importante seria extinguir a reeleição para o Poder Executivo em todos os níveis, ampliando-se o mandato para cinco ou seis anos, o que permitiria uma rotatividade no poder, e reduziria os níveis de empreguismo e corrupção às vezes utilizados como instrumentos garantidores de um novo mandato. Se o Prefeito, Governador ou Presidente, se sentem motivados no exercício do cargo, que sejam eficientes, honestos e gestores competentes, e o povo, certamente, se encarregará de brindá-los com novo mandato no futuro. Outro detalhe a ser pensado, é criar obstáculos para a formação dos feudos políticos, quando depois de dois mandatos consecutivos, principalmente na área municipal, o prefeito elege a esposa, ou o filho, ou o irmão ou o tio, e ele próprio assume uma Secretaria Municipal, e assim o comando político da família se perpetua...!..

ARTIGO 175 – UMA HISTÓRIA “LAMBUZADA”

Manifestante joga torta na cara de Genoíno, então Presidente do PT, em 2003, em Porto Alegre

A política brasileira praticada nos últimos 70 anos, cuja trajetória começou ao final da ditadura de Getúlio Vargas ou Estado Novo, em 1945, reservou um lugar especial na história do Brasil pelo extenso volume de variáveis que passou a oferecer a quantos se habilitaram a participar ou a entender o processo político nacional. O conceito preliminar que inspira a constituição de um Partido, tem como pressupostos fundamentais a existência de um Programa definido e a observância das tendências políticas dos cidadãos que se filiam à nova legenda, além, obviamente, de se subordinar ao comando de uma liderança política...

ARTIGO – OPERAÇÃO LAVA JATO: UMA PEÇA DE 20 ATOS

Mesmo com a chegada do novo ano, ainda persiste a perplexidade da sociedade diante do infindável volume de irregularidades e sujeiras que a cada momento são descobertas, visto que todos acompanham com interesse as investigações da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Em cumprimento às determinações do STF, do Juiz Sérgio Moro e Procuradores Federais, as diligências são realizadas com muita eficiência, recolhendo milhares de documentos e equipamentos de informática, além da quebra do sigilo bancário e telefônico dos suspeitos. O juiz federal Moro disse uma verdade, com muita propriedade: "Temos uma grande oportunidade de mudança que não podemos perder [...] O que muda o País são instituições fortes. É preciso promover mudanças políticas, legislativas, culturais. A sociedade tem condições de pleitear isso, muito mais do que os agentes públicos”.

É de estarrecer o quanto os políticos, empresários e lobistas se especializaram na prática de crimes dos mais variados perfis. Segundo depoimentos do delator Cerveró, houve empréstimo de 12 milhões de reais com o Banco Schahin, feito pelo fazendeiro Bunlai, com o fim de comprar por 6 milhões de reais o silêncio de alguém que queria abrir o bico e a outra metade para robustecer os cofres de certo partido...! Em contrapartida, o mesmo Grupo Schahin foi agraciado com a venda de Navio-Sonda para a Petrobrás, com preço superfaturado (quase R$2,5 bilhões), tudo isso com o objetivo unicamente de fazer dinheiro para enriquecimento ilícito dessa quadrilha de safados e gerar caixa para campanhas eleitorais. Pensam que aquele empréstimo do Bunlai foi pago? Nada, a outra operação que beneficiou o Grupo quitou o débito, segundo o delator! Mas o cidadão comum, agropecuarista que produz alimentos ou bens exportáveis e gera divisas ao País, tem a obrigação de pagar os seus financiamentos com juros, exceto se é uma Friboi da vida, para a qual até dinheiro dos Fundos de Pensão é atraído para investimento!..

ARTIGO – “FAMÍLIA, É PRATO QUE EMOCIONA...”

Foram-se as festas de final de ano, deixando um rastro de nostalgia e ainda um pouco do calor dos abraços cheios de afetos, alegrias e emoções. Uns verdadeiros, outros nem tanto... Mas o Natal tem a bela particularidade de ser uma festa que consegue juntar a família, enquanto o Ano Novo traz o entusiasmo dos votos de sucesso, saúde e prosperidade, o que enche a vida das pessoas de novas esperanças,

Neste Natal, quando participava eu de um agradável encontro entre famílias amigas, os convidados agrupados em volta da mesa preparada para a ceia, de repente foram todos surpreendidos com as sábias palavras da dona da casa, que pediu permissão para uma mensagem natalina cujo foco era a família. As suas palavras traziam energia e emoção aos presentes, embora sendo uma pedagoga de reconhecidos dotes, mas exatamente pela sensibilidade como tratou esse importante tema: A FAMÍLIA. Permita-me o leitor, com a devida vênia da autora, reproduzir algumas partes da sua mensagem:..

ARTIGO – TROCAR SEIS POR... MEIA DÚZIA

Nunca ditados populares foram tão autênticos e verdadeiros como esses: “Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come”, ou aquele que diz “é o mesmo que trocar seis por meia dúzia” ou ainda esse que afirma de maneira bem contundente “antes só do que mal acompanhado”. Com um mínimo de esforço, tenho certeza que o leitor já associou cada ditado ao quadro político que se apresenta ao país no momento. Querem tanto a saída da Presidente por algumas justas razões – a mentira lavada e deslavada ao eleitorado já não seria suficiente? -, e outras tantas por motivações políticas, o que através do “impeachment” não seria golpe por ser um instrumento constitucional e legal. Mas, nesse caso, é preciso pensar na frase do poeta português Bocage, que virou ditado popular: a emenda pode sair pior do que o soneto”... e pelo imbróglio que aí está, sairia mesmo....

Imagino que na história do Brasil nunca estivemos como agora, diante de impasse tão tenebroso na ocupação do cargo de comando maior da nação, ante a perspectiva pretendida de eventual vacância do cargo. O substituto constitucional, pela ordem lógica, seria o Vice-Presidente da República. Mas, não se pode invocar legitimidade de um substituto que foi eleito em chapa única e vinculado aos votos da Presidente, da qual se tornou parceiro e beneficiário das mesmas estratégias, vantagens, erros, acertos ou mentiras eleitoreiras, inclusive aquelas “pedaladas” ilegais ainda em fase de julgamento, pelas quais deveria ser também responsabilizado...

ARTIGO – O “RIO OPARÁ” PEDE SOCORRO!

Imagens do Rio – antes e depois

O triste contraste visual que emana das fotos acima, inspira o sentimento de emoção e dor. Na primeira vemos os raios solares refletindo sobre as águas todo o seu esplendor, enchendo de luz o leito soberbo e imenso daquele rio que teima em não chegar até a foz, porque entende que ao longo de sua trajetória há uma fauna e uma flora que dele se alimentam, uma economia produtiva e redentora que oferece milhares de empregos e nas suas margens há uma população ribeirinha que contempla a sua rara beleza e grita emocionada:  “não vá, eu preciso de você!”...

ARTIGO – UM MAR DE LAMA...

O nosso cronista semanal Agenor Santos passou um longo período ausente, em decorrência de procedimento cirúrgico na visão. Ele retorna neste domingo (29) e a gente espera que ele permaneça colaborando com este noticioso durante muito tempo, Agenor foi um dos primeiros a acreditar no potencial do Blog. Confira a crônica de hoje:

ARTIGO  –  UM MAR DE LAMA.....

ARTIGO – “VOLUME MORTO” OU GOVERNO MORTO?

Depois de um agradável giro de uma semana por Belém do Pará, não somente me deliciando com a contemplação de um impressionante volume de água doce – coisa que está ficando rara por nossas bandas -, bem como extasiado com a visão incomensurável de tanto verde, mesclado com a chuva e o calor acima de 33 graus, faço uma rápida transição para o frio intenso da bela “Cidade das Flores”, a tradicional Maracás-BA, próxima a Jequié, com temperatura variando entre 13 e 20 graus. Assim, em curto espaço de tempo convivi com os ritmos do Carimbó paraense e o forró do S. João nordestino.

Naturalmente que, nesse tempo festivo, seria natural um ligeiro afastamento dos noticiários que agitam a vida nacional. Contudo, ao chegar tomei conhecimento de que o tema “VOLUME MORTO” passou a ter nova valorização e ênfase em todos os jornais. Como a expectativa era de mais chuvas em São Paulo e assim o abastecimento e o consumo de água estariam voltando à normalidade nesse grande Estado da Federação, procurei entender melhor o que estava acontecendo. As imagens que nos apresentam dos reservatórios nessa condição, revelam a tristeza de uma barragem que esgotou o seu manancial de água de boa qualidade, que atendam às necessidades básicas de consumo da população. O pouco de água que resta no fundo do seu leito passa a ser uma reserva técnica poluída e imprópria para o uso senão com um alto processo de purificação e tratamento...

ARTIGO – DELAÇÃO OU TRAIÇÃO PREMIADA?

A cultura popular, na sua simplicidade e sapiência próprias, sempre entendeu que a integridade é um fator importante nas relações entre as pessoas. Assim é que a fidelidade a princípios de formação moral, historicamente tem sido pontuada como fundamento básico do convívio humano, jamais se admitindo o descumprimento dos acordos em respeito a uma regra ética. Ora, se essas condições são pressupostos primordiais que valorizam o perfeito relacionamento dentro de uma sociedade, que cobra e exige o respeito à palavra empenhada, como nos bons tempos do “fio do bigode”, tema já abordado em outra crônica anterior, fica difícil entender como a legislação daqui e de outros países criou a “delação premiada” em benefício de mentes criminosas.

A inclusão dessa norma no Direito Penal brasileiro ocorreu a partir da Lei 8.072/90 (Lei dos crimes hediondos), recentemente reforçada pela Lei 12.850/2013 e aperfeiçoada ao longo desse tempo por diversos outros normativos, foi instituída para facilitar a tarefa investigatória das autoridades judiciais, mas tem avaliações positivas e negativas quanto à sua eficácia. Trata-se de procedimento já vigente em países como Itália, Estados Unidos da América, Alemanha, dentre outros, e assim o Brasil apenas copiou o modelo.  No ímpeto do Estado em ser mais ágil na descoberta das ações de uma determinada organização criminosa, no que efetivamente obtém informações que abrem caminhos para o desconhecido, embora se constitua numa temeridade pela “parceria” entre a honestidade e o lado bandido da desonestidade...

ARTIGO – MILAGRE... NASCEU UM NOVO PACOTE!

Se para os analistas e cientistas políticos está difícil digerir a grande variedade de acontecimentos do nosso mundo político-administrativo recente, imaginem os leitores, para o cidadão comum, cujas preocupações estão voltadas para a luta diária pela sobrevivência e a defesa incansável do seu grande patrimônio, a família!

Há particularidades na vida nacional que merecem considerações. Vivemos num país cujo sistema político é Presidencialista, conforme instituído na Constituição Federal. Mas, na prática, convivemos num Presidencialismo capenga com acentuada presença Parlamentarista nas decisões de governo, visto que a maior autoridade da República é submissa a pressões de toda ordem, principalmente dos interesses corporativos de grupamentos de políticos chamados de Partidos (uns altivos, outros nanicos); ou, então, fraqueja diante das imposições dos presidentes da Câmara e do Senado Federal, os quais demonstram interesses mais individualistas do que coletivos...

ARTIGO – SERÁ MESMO UM “NEGÓCIO DA CHINA”?

Há três caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe, não praticar o que se ensina, e não perguntar o que se ignora. (Autor: São Beda, monge inglês, século VIII).

Um amigo assistia comigo ao noticiário da televisão, no qual desfilava um rosário de tristes notícias sobre os fatos que vieram ao conhecimento público somente após as eleições presidenciais de 2014, e que mais parecia a eclosão de uma repentina erupção vulcânica no Brasil. Cada bloco daquele jornal ou em outro canal alternativo, nada mudava, nada era diferente. Era “Operação Lava Jato; prisão do empresário  Benedito Rodrigues, o Bené, em Minas Gerais, por operações suspeitas com o PT desde 2005, envolvendo apenas 525 milhões de reais, inclusive na eleição ao governo de Fernando Pimentel (PT-MG); aprovação de ajuste fiscal; cortes de verbas para a saúde, educação e obras públicas; queda do PIB nacional; nomeações para cargos no segundo e terceiro escalões para influenciar votação no Congresso; e tantos outros rombos na economia” - que atingiram diretamente o bolso do contribuinte -, todos foram religiosamente mantidos ocultos até a apuração final dos votos... Após o dia 3 de outubro outro Brasil ressurgia das cinzas da enganação...

ARTIGO 160 – REPÚBLICA: O CONFLITO ENTRE OS PODERES

O delicado momento da vida brasileira, caracterizado por dificuldades econômicas que surpreenderam pelo irracional e desastroso processo de ocultamento da sua realidade, cuja maquiagem teve como objetivo as conveniências eleitorais, de repente atingiu com violência a vida da população brasileira com efeitos semelhantes ao impacto de um meteoro que se projeta sobre a terra. O aparente mar de tranquilidade que era oferecido ao consumo público, tinha a proteção de um aparato de mentiras oficiais, fatos que encontraram paralelo no diálogo registrado entre a ex-presidente da Petrobrás Graça Fortes e o ex-Ministro da Fazenda Guido Mantega, que presidia o Conselho de Administração da Petrobrás, sobre perdas patrimoniais da estatal da ordem de 88,6 bilhões de reais, em que o ministro desejava ocultar a verdade e ela o contestava, dizendo: "Se não divulgarmos os dados, estaremos mentindo”. Como  transmitir a verdade era uma atitude que contrariava as estratégias oficiais, a Graça Fortes irritou a Presidência da República, que, finalmente, determinou a sua substituição do cargo, como era a expectativa geral.

Esse episódio amplamente comentado na imprensa nacional deve ter sido apenas mais um dentre tantos largamente praticados nos bastidores oficiais, cuja índole era camuflar a verdade dos números e assim, com uma vara de condão, produzir na sociedade brasileira um mundo de sonhos e ilusões. Enquanto potências mundiais viviam em crise econômica, “surpreendentemente” o Brasil parecia ter descoberto a fórmula mágica que o deixava imune aos efeitos externos e assim a nossa economia estava protegida por uma aparente couraça de soluções que a tornava apta a superar todas as tragédias e viver num mar de rosas vermelhas. Maravilha...? Ledo engano! Vencida a etapa eleitoral de 2014, logo o castelo ruiu e mesmo antes da posse da presidente para o seu segundo mandato, as verdades vieram à tona e a nação passou a conviver com uma triste realidade para os próximos anos, com prenúncios até mesmo de uma indesejável recessão econômica...

ARTIGO – A “PÁTRIA EDUCADORA” SERIA UM SONHO?

É inegável que vivemos novos tempos. Não só pelas novidades que nos são apresentadas por um veloz desenvolvimento tecnológico mundial, configurado numa moderna indústria e nas amplas opções da informática em todos os segmentos onde marca presença, bem como nas alternativas de celulares com impensáveis recursos técnicos, e que hoje fazem parte da vida das pessoas. Mas toda essa envolvente modernidade é fruto de estudos, pesquisas, muito trabalho e um constante processo de aperfeiçoamento.

De outra parte o amadurecimento de uma sociedade, de uma nação, de um povo, acontece e se consolida ao longo de muitas gerações e séculos de história, através de um processo educativo que se encarrega de construir o perfil cultural das pessoas e que tem a sua característica sucessória de pai para filho. Dentro desse pressuposto, o crescimento deveria ser uma regra irreversível, não se admitindo que os avanços culturais, éticos e morais conquistados em algum momento da história desse povo, de repente faça uma trajetória marcada pelo retrocesso da evolução conquistada. Por um momento passamos a conviver com a triste sensação de que os valores estão sofrendo uma reformulação histórica neste país: a verdade cedeu lugar à mentira; onde se escreve sim, leia-se não; toda negociação só é verdadeira se estiver presente a fraude, o delito, o suborno; e tantas outras variáveis que caracterizam o engodo e a má-fé...

ARTIGO – OS BONS TEMPOS DO FIO DO BIGODE II

“Ainda bem que a memória não permite que histórias tão pitorescas e que realçam as características de firmeza, caráter, dignidade e honradez de um povo, sejam levadas como pó pelos ventos do esquecimento e depositadas sob a penumbra inexorável do passado ou simplesmente deletadas, como se diria na linguagem moderna dos nossos dias. (Artigo 78 - OS BONS TEMPOS DO FIO DO BIGODE I, do autor - Blog Geraldo José, Edição de 27/10/2013).

Os tempos nebulosos que vivemos nos dias de hoje trazem preocupações de toda ordem à sociedade, seja no campo político, econômico ou social, seja na batalha diária de cada cidadão pela preservação da família e na dedicação incansável para dar aos filhos uma formação inspirada em sólidos princípios éticos e morais...

ARTIGO – UMA BATALHA PELO PODER

Um verdadeiro imbróglio tem caracterizado as relações políticas em Brasília, deixando o eleitorado perplexo e ansioso em encontrar alguma forma de definir o tipo de conduta dos principais atores dessa peça teatral, cujo enredo parece meio confuso: A BATALHA ENTRE O PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E O PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL... Definitivamente, assumiram o papel principal no cenário político e elegeram os demais parlamentares como coadjuvantes, ou meros expectadores, desse grande teatro. Assisti a algumas sessões na TV Câmara e o poder de mando e comando é tão grande que o Presidente da Câmara chega a cortar o som do microfone quando vê que um deputado está falando demais e, no seu entendimento, está atrapalhando o andamento da pauta. Logo passa a palavra a outro orador ou segue a pauta. Transparece que há uma visível carência de outras lideranças políticas no ambiente da casa.

Outro detalhe surpreendente, e que tornou bastante evidente o perfil de uma liderança forte, foi notado pelo fato de que, enquanto outros parlamentares buscam meios e artimanhas para não comparecerem a depor numa CPI, quando convocados, o presidente da Câmara, que foi citado entre os suspeitos da Lava Jato, compareceu ao plenário da Comissão sem ter sido chamado e espontaneamente pediu para depor...!  Em respeito à autoridade do cargo do visitante, o presidente da CPI permitiu que logo fizesse o seu depoimento. Óbvio que numa CPI o normal é que os deputados perguntem e o depoente responda. Inversamente ou estrategicamente, contudo, o que se viu foi o Deputado Cunha sufocar a Comissão com um discurso envolvente e quase sugerindo que a Operação Lava Jato seja a investigada, numa total inversão dos papéis...

ARTIGO – DO AVIÃO AO CAMBURÃO...

           

“Projetar Brasília para os Políticos que vocês colocaram lá, foi como criar um lindo vaso de flores pra vocês usarem como pinico. Hoje eu vejo, tristemente, que Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião, mas sim de Camburão” (OSCAR NIEMEYER).

A partir de rabiscos iniciais que nada diziam quando contemplados por simples mortais, o nosso grande Oscar Niemeyer (105 anos) criou obras de arquitetura fantásticas no espaço e no tempo, que não somente até hoje mas para todo o sempre permanecerão sendo conhecidas como “modernas”, pois a sua concepção foi de insuperável genialidade. Ao longo de uma vida profícua e criativa, deixou um impressionante número de obras de encantamento e beleza tanto no Brasil como em outras partes do mundo, pelas quais recebeu honrarias e homenagens que o consagraram. Das majestosas obras em Brasília (Catedral Metropolitana, Palácio da Alvorada, Palácio do Itamaraty, Memorial JK, Museu da República, Museu Nacional Honestino Guimarães, o Panteão da  Pátria e o Congresso Nacional); ao Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba; o Sambódromo, do Rio de Janeiro; a Igreja São Francisco de Assis, em Belo Horizonte, dentre os principais projetos no Brasil; ao Edifício-Sede da ONU, em Nova York e a Editora Mondadori, em Milão, Itália, possui ele um acervo de impressionar a qualquer mortal...

ARTIGO – QUEM TEM AMIGOS ASSIM...

Recebi sugestão de um leitor, poucos dias atrás, para que selecionasse como tema central de uma crônica, o fascinante assunto sobre o Presidencialismo e o Parlamentarismo, fazendo ele, na oportunidade, o seguinte desabafo para expressar o seu desencanto: Vamos batalhar pelo Parlamentarismo...O presidencialismo, no Brasil, já se esgotou por completo!”. Embora seja sugestiva a ideia, ainda não será hoje que o atenderei. Contudo, há de se convir que a grande instabilidade nas atitudes políticas ora presenciadas no país, onde se vive constitucionalmente num sistema Presidencialista concebido para a convivência harmoniosa entre os três Poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, conduzem ao entendimento de que temos, atualmente, um Poder Legislativo com postura e desempenho de inspiração visivelmente Parlamentarista. É grande a ascendência da Câmara dos Deputados sobre o Poder Executivo, após a presidência de Eduardo Cunha, superioridade que vem debilitando a autoridade presidencial do governo.

O povo brasileiro tem sido quase que esmagado por uma explosiva avalanche de fatos e escândalos que mal dá tempo de digerir e recuperar o fôlego, e logo outro se apresenta, maior ainda. Parece que alguém descobriu, neste país, que nada melhor para esquecer um grande escândalo do que trazer a público um outro, pinçado do submundo da relação perniciosa entre administração pública e empresas. São tantos os registros antigos e recentes, de grandezas tão diferenciadas que até o Ministro Gilmar Mendes, do STF, estabeleceu uma comparação: “Diante do petrolão, o mensalão seria julgado em ‘pequenas causas’!”...

ARTIGO – BRASIL: UMA NAU À DERIVA?

Há uma expressão muito usual e popularmente aplicada para definir grupos de pessoas desorientadas, entidades desorganizadas ou governos sem rumo de gestão: "Está mais perdido que cego em tiroteio...". Com todo o respeito que merece a instituição Presidência da República, pela qual tenho muito respeito, é impossível silenciar diante do momento catastrófico que a nação brasileira assiste de absoluta falta de comando, até mesmo no que seria a mais elementar missão, qual seja a de constituir os quadros de administração e assessoria.

É impressionante como o governo denuncia enorme fragilidade na nomeação de nomes sem o perfil de competência para cargos importantes da equipe ministerial. Recordo-me que em 2012, após tomar posse como Ministro da Pesca e Aquicultura, o Senador Marcelo Crivela deu uma entrevista, entre risos: “Não sei nem colocar minhoca no anzol...”...

ARTIGO – CORRUPÇÃO: “UMA SENHORA IDOSA...!”

Por mais que alguns se esforcem em ocultar essa verdade, é indisfarçável como as práticas democráticas sofreram, nos últimos tempos, uma visceral mudança conceitual. Passou a ser proibitivo alguém assumir postura contrária ou de combate aos princípios nocivos que abastecem a sustentação do Projeto de Poder do partido dominante. Tantas foram as suas justas lutas, no passado, pela liberdade em todos os sentidos, que era de se imaginar que a conquista do poder se revelaria uma forma exemplar de convivência com as divergências e o respeito ao direito inalienável do pensamento livre de qualquer cidadão, sobretudo quando ele se materializa no combate ao crime infiltrado nas instituições públicas. Mas, a verdade tem sido outra com um grande contingente de pseudos-intelectuais que, ao invés de usarem argumentos convincentes que defendam as causas inglórias de uma inepta gestão pública, preferem buscar justificativas de amparo nos erros cometidos por adversários, além de desrespeitarem com expressões de baixo nível aqueles que exercitam o direito de se manifestarem livremente. E, como se não bastassem as atitudes isoladas dos sectários, ainda há correntes do governo que querem aprovar uma lei de controle das comunicações, o que significa instituir um desastroso modelo de censura à imprensa, cuja anomalia é típica das ditaduras que tanto combatem da boca pra fora, a exemplo de Cuba e Venezuela.

Tenho por dogma respeitar as posições contrárias, mas continuarei atento aos fatos que embalam esse barco à deriva.....

ARTIGO – NÓS JÁ VIMOS ESSE FILME...!

Ainda que felizmente pacíficas, as últimas manifestações populares no país desenharam cenários diferenciados para os analistas que escrevem a história política brasileira, cada qual com características próprias e bem definidas. De um lado, uma caminhada bem organizada e rica em acessórios, bandeiras, faixas e camisas de cores vivas, como se estivessem a identificar as diversas alas de um desfile, denominadas de MST, MTST, CUT, CONTRAF, CTB, UNE, entre outras variadas facções e tendências, sob o comando de algumas lideranças bem profissionais no ramo e há anos bem alimentadas por verbas oficiais que transitam através de conhecidas ONGs... Alguém sabe onde trabalha algum líder dessas entidades? Provavelmente, não.

Coincidentemente, o movimento em defesa da imagem desgastada da Presidente Dilma, se realizou no dia 13, o que bem identifica a inspiração partidária do movimento, empenhado na difícil tarefa de defender um governo eleito e em queda descendente no conceito popular, já que atingiu 62% de desaprovação, segundo o Instituto Datafolha! Uma dúvida fica evidente: este país já estava mal das pernas durante o período eleitoral e foram hábeis em ocultar a realidade para milhões de brasileiros, ou conseguiram destroçar essa economia nesses últimos oitenta e dois dias? Foi divulgado pela imprensa que cada pessoa uniformizada recebeu dos movimentos sociais uma contribuição de R$ 35,00 pela “espontânea” participação no evento...! Ora, se verdadeiras essas informações, a manifestação adquiriu um cunho quase que oficial e numa evidente louvação em causa própria, visto que recebem apoio financeiro através de ONGs, e elas através do governo!..