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Foram encontrados 412 registros para a palavra: Agenor Santos

ARTIGO – NÃO ESCAPA UM...!

Tive a feliz oportunidade de assistir à alegre festinha de encerramento do 1º. Ano do Ensino Fundamental da minha netinha de 6 anos, no Colégio Marista, em Salvador, e fiquei deslumbrado com a seriedade, a organização e o comprometimento demonstrado por aquelas 60 crianças, na apresentação do espetáculo de final de ano para os pais e avós corujas que enchiam o Auditório. O mais importante de tudo, porém, é que aproveitei daquele instante para fazer uma leitura diferente. Estava diante do Brasil do futuro! O desempenho sério, disciplinado e responsável daquelas crianças, ainda que envoltas num universo de inocência e ingenuidade, permitiram-me alimentar a convicção de que nessa geração que se exibia no palco estava a salvação do nosso Brasil do futuro. Isso porque parece cada vez mais verdadeiro o ditado popular que assegura que “o pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto”. E, pelo jeito, essa nossa geração está nos estertores, tristemente maculada e corrompida! Infelizmente isso parece ser a verdade do momento.

Sim, leitor, a palavra correta é SALVAR, porque atualmente é impossível que se chegue ao final de cada dia sem que um novo nome seja erguido do lamaçal da corrupção e da criminalidade dos mais diferentes níveis, dentre os homens que são os responsáveis pela atividade política ou condução administrativa deste país! A essa altura já virou lugar comum a exclamação extasiada do cidadão brasileiro ao ouvir o noticiário diário: “não é possível, NÃO ESCAPA UM...!”  Se serve de consolo para alguns, reafirmo a convicção de sempre de que nessa areia movediça não há distinção de Partidos, embora algumas raras exceções nominais até possam ser localizadas pela idoneidade ainda não afetada, mas, isso é realmente muito pouco e quase nada!..

ARTIGO – FORA... OS PRIVILEGIADOS DO FORO!

Há uma tendência natural no Brasil de tudo virar moda, e por isso estamos atravessando uma fase bastante peculiar no campo dos debates políticos, em que o termo mais comum e popularizado é a sigla PEC, ainda que muitos sequer avaliam o grau de importância que o nome representa, visto que ela se traduz em uma Proposta de Emenda Constitucional, com o poder específico de alterar algo contido na nossa Constituição Federal. São muitas as modificações pretendidas, umas tantas com motivações inspiradas em intenções legítimas, outras manipuladas por interesses subjetivos e pessoais.

Existem PECs apresentadas e que logo são arquivadas por uma boa temporada, ou em definitivo, porque não lograram agradar ou impressionar determinadas lideranças ou Poderes, e assim colocaram uma pedra em cima até a sua oportuna ressurreição, ou nunca mais. Vale lembrar que o falecido Deputado Clodovil Hernandes apresentou a PEC-280/2008 que visava a redução numérica da Câmara dos Deputados de 513 para 250 Parlamentares – um bom número! -, preservando o princípio do Federalismo com o mínimo de 4 e o máximo de 35 por Estado, e um por cada Território, e mantendo a representação igualitária do Senado. O autor morreu e não viu o seu projeto avançar, porque enormes são os interesses ocultos que alimentam essa máquina do empreguismo nacional. E olha que era uma extraordinária ideia! Portanto, seria uma excelente PEC, que em muito reduziria os custos com esses senhores e senhoras que vão para Brasília, muitos sem nem saber o que vão fazer lá...

ARTIGO – MAZELAS DE UM FALSO PROJETO

Os tempos realmente mudaram...! São tantos os acontecimentos que fogem ao padrão da normalidade, daquilo que seria o mais lógico de se esperar nas práticas do dia a dia e que orientariam a compreensão dos fatos, que o cidadão comum se considera, às vezes, “perdido num mato sem cachorro”! É suficiente direcionar o pensamento na busca de explicações para algumas ocorrências, e logo nos deparamos com coisas surpreendentes.

Por exemplo: como imaginar que o Tribunal Superior do Trabalho-TST, esteja realizando Auditoria em 24 Cortes Trabalhistas, ou mais exatamente, investigando atos ilegais praticados por Tribunais Regionais do Trabalho, pelo fato de ter concedido vantagens a 335 magistrados em vários Estados, no montante de R$23,7 milhões, na forma de “indenização por conversão em férias não usufruídas em dinheiro”! Só o TRT de São Paulo gastou, desse montante, a bagatela de R$21,6 milhões! Tudo isso porque o procedimento contraria regras estabelecidas pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho... A própria Justiça, de onde se espera uma conduta exemplar para toda a sociedade, e a quem cabe julgar as demandas trabalhistas entre trabalhadores e empresas, sendo alvo de investigação pelo órgão Superior por práticas de desvios de função! É ou não é inacreditável?..

ARTIGO – AS ELEIÇÕES EM DOIS TEMPOS

O resultado global das eleições de 2016 escreveu uma nova página na história recente do Brasil, pela importante lição que o eleitorado endereçou à classe política, principalmente a uma certa corrente que estava com um choro piegas e um discurso inconsistente invocando a tese do golpismo como bandeira, e que insistia em dizer que o povo daria a resposta nas urnas, a qual foi dada, realmente, de forma contundente e esmagadora. Arrisco a dizer que, com certeza, a mensagem das urnas em nenhum momento teve qualquer vestígio de aprovação ao governo atual que assumiu o país, mesmo porque além de alguns percalços na formação da equipe com vários nomes de possíveis clientes da Lava-Jato, as medidas adotadas visando recolocar o país nos rumos da normalidade ainda não produziram os resultados necessários e ansiosamente desejados pelo povo.

A verdade é que a votação foi sintomática da total desaprovação ao sistema político que dominava o país, corroído no cerne de sua estrutura ética e moral, o que se traduziu como um legítimo referendo popular ao impeachment votado pelo Congresso, e que jogou por terra a frágil e débil tese do “golpismo”. As evidências indicam que até hoje procuram uma nova palavra no vocabulário para substituí-la como mote dos discursos na fase pós-eleitoral!..

ARTIGO – SENADO FEDERAL: “LÁ VEM O RAPA!”

Tenho o hábito, por formação, de dedicar respeito às instituições constituídas, atitude que entendo deva ser uma qualidade inerente a cada cidadão. Naturalmente que a sociedade espera dessas mesmas instituições semelhante e digno exemplo, que possa representar parâmetro a ser por todos seguido. Logicamente que reconheço ser um tema extremamente delicado. Contudo, deixo claro ao leitor, que o alvo da crítica ou da presente análise não é o Senado Federal como segmento importante dentro da estrutura democrática e da instituição Poder Legislativo, que merece todo o nosso respeito, mas os seus integrantes que representam esse Poder, eleitos pelo voto popular para um mandato de oito longos anos, e assim, sujeitos à permanente avaliação pelos seus atos, sejam os praticados no desempenho da função parlamentar ou pelos eventuais desvios negativos de condutas.

Não estaria inventando coisa nenhuma para chegar a um título reconhecidamente chocante como esse, que não fosse embasado no amplo noticiário negativo dos últimos dias, sempre exibindo aquela foto que mostra a abrupta chegada das viaturas ao Senado da República, em missão surpreendente e triste para a imagem da instituição. Uma vez que a missão dos agentes federais, enfileirados em seus carros negros, mais parecia o avanço policial aos Morros do tráfico de drogas nos grandes centros ou num paralelo mais simples, mas igualmente estarrecedor, como quando chegam os fiscais das Prefeituras nas Feiras Livres ou avenidas utilizadas por camelôs ilegais - pais de famílias na luta pela vida -, como mostra a ilustração, situação em que logo ecoa o grito angustiante de aviso aos companheiros: “LÁ VEM O RAPA!”...

ARTIGO – CONTRA TUDO E CONTRA TODOS

A nação brasileira, como qualquer outra sociedade, sente uma natural aflição quando atingida por graves crises, seja diante de inflações galopantes, desvalorização acachapante da moeda, descontrole nas contas públicas ou visível recessão econômica. Os projetos de recuperação de grande impacto, mesmo que as soluções pretendidas possam ser acertadas, só promovem os resultados a médio ou longo prazo. Enquanto os economistas pilotam as medidas na direção correta, mesmo que enfrentando as tempestades de percurso, é o povo que resiste confiante e bravamente a todas as consequências, porque é sempre ele o alvo final dos erros por outros cometidos.

Durante todo esse processo em busca das soluções que possam superar a crise atual, numa Nação democrática e Constitucional, os técnicos da área econômica jamais poderiam prescindir do papel importante que cabe ao Legislativo, pois dele depende o exame, discussão e aprovação final do projeto de recuperação nacional. Obviamente que erros ou acertos acontecem, porque ao longo da implementação as medidas estarão sujeitas às conjunturas e influências de toda natureza, internas ou externas. Questionável é que para a articulação desses parlamentares, seja necessário fazer um “regabofe” no palácio presidencial! Pago por quem? Por quem paga tudo, nós contribuintes. Esse “regabofe” foi uma afronta, pelo que dizem como se encontram os cofres públicos. Certamente, menos custo do que foi gasto na fase pré-impeachment num certo Hotel de Brasília, mas, como já foi dito aqui, eles são mesmo farinha do mesmo saco...!..

ARTIGO – BRASIL: 5.570 MUNICÍPIOS E UM NOVO TEMPO

Ainda que pareça incoerente que um país com tantas dificuldades se dê ao luxo de realizar caríssimas eleições de dois em dois anos – despesa estimada de 750 milhões de reais, em 2016, pelo TSE -, é impossível não reconhecer que se trata de um ato democrático constitucional que deve ser respeitado e valorizado, visto que oferece ao cidadão a oportunidade de promover a rotatividade e mudanças de comandos políticos no seu Município, Estado ou Governo Federal, além da possibilidade de modificar a composição das Casas Legislativas nos quatro níveis institucionais.

A compreensão dessa importância, contudo, não invalida a discussão de propostas em andamento no Congresso Nacional (PEC 71/2012 e PEC 45/2016) que defendem a unificação das eleições para um único pleito, do Presidente da República, Governadores, Prefeitos, Senadores, Deputados Federais e Estaduais, e Vereadores, nelas previstas para 2022, com prorrogação dos atuais mandatos e fixação dos futuros mandatos para 5 anos. Só acho inadequado que se alongue a data do próximo pleito para 2022, visto que os eleitos em 2014 passariam a ter, graciosamente, um mandato de 8 anos! Seria uma ideia razoável a unificação dos pleitos para 2020, uma vez que não prejudicaria o direito adquirido nas eleições recentes para um mandato de 4 anos e os eleitos em 2014 não teriam o alongamento para oito anos. Com o fim da reeleição entendo que um mandato de 5 anos seria um tempo justo para todos os mandatos futuros a serem unificados...

ARTIGO 210 – A REFORMA SONHADA

A população brasileira tem sido atormentada nos últimos tempos, 24 horas por dia, com as estressantes notícias sobre a corrupção, esta sobejamente assumida e incorporada como um valor componente da nossa cultura, para tristeza dos brasileiros. Tal ênfase é atribuída pelos que cercam os assim acusados, ao defenderem o desvio de caráter como uma contingência normal e cujos efeitos negativos devam ser minimizados...! Tanto isso é uma deprimente verdade, que os arautos defensores desses indignos “marginais da República” – como os chamou o Decano do STF Ministro Celso de Melo, olhando nos olhos de muitos deles presentes na sessão solene de posse da Ministra Carmen Silva -, já estão com os discursos decorados e frases repetitivas à exaustão, quando entrevistados.

Os nobres e respeitáveis advogados integrantes dos mais famosos Escritórios de Brasília, Curitiba e São Paulo, nunca faturaram tão alto como agora, uma vez que os seus clientes especiais de hoje não mais escondem dinheiro na “cueca” e sim na Suíça...! O advogado do último ex-ministro preso, por exemplo, não conseguia esconder um certo ar de riso ao ser entrevistado. Via de regra, os profissionais defensores já não sabem o que respondem aos repórteres das televisões e se restringem a dizer futilidades, como: “não havia necessidade dessa prisão, foi uma violência, o ministro tem família, endereço certo e não se constitui em qualquer ameaça à sociedade; isso é pirotecnia dos Procuradores de Curitiba, etc....”! Só falta aos doutos juristas acrescentarem que os ministros presos deveriam ter pensado em tudo isso antes de assaltarem os cofres públicos ou se saciarem no propinoduto que se tornou uma peste incurável na nossa República. Mas, nós entendemos o lado deles; afinal, a fatura é robusta!..

ARTIGO – TSUNAMI À BRASILEIRA!

Sempre que uma tragédia ocorre pelo mundo, fruto de uma manifestação rebelde da natureza através dos terremotos, vulcões, furacões e tsunamis, os quais são portadores de destruição de cidades, dor e morte a milhares de pessoas, naturalmente que o sentimento de humanidade e solidariedade inerente à formação do brasileiro está sempre presente e se expressa de todas as formas. Mas, em paralelo à consternação geral, um outro espírito surge do íntimo de cada um revelando orgulho e felicidade, pelo fato de que “graças a Deus no Brasil não acontece isso”!

É verdade que até os dias atuais o Brasil tem sido um território de certa forma privilegiado, porque não há registros de catástrofes de grande dimensão, embora de vez em quando ondas mais fortes e violentas, além de chuvas de grande intensidade, tem trazido consequências e prejuízos em certas regiões brasileiras. Obviamente sem qualquer semelhança aos terremotos e tsunamis que nos últimos tempos atingiram a Ásia, Indonésia, Japão e a América do Norte (Nova Orleans, Luisiana-EUA)...

ARTIGO – E HÁ OS QUE QUEREM ELES DE VOLTA!

Cidade de Cartagena, na Colômbia

A sociedade brasileira espera ansiosa que a depuração dos quadros políticos continue, para o bem da pátria, embora espantada pelo fato de que a assepsia esteja sendo realizada por esse Congresso que aí está, onde a maioria não passa no “Exame de Admissão” da decência e da moralidade. Por outro lado, é difícil acreditar que essa iniciativa parlamentar possa ir muito longe, em razão das muitas denúncias que rolam ou processos em andamento, o que indica que muitos dos juízes no Congresso, que hoje seriam os algozes da Dilma e do Cunha, poderão ser os réus de amanhã...

ARTIGO – COMPRAMOS A NOSSA INDEPENDÊNCIA!

Acima, quadro de Pedro Américo retratando a Independência do Brasil.

Ainda que seja indesejável que a Nação tenha que conviver com um clima político maculado por inseguranças e cruéis incertezas, temos de juntar todas as forças possíveis para a superação de tamanho impasse institucional. Conquanto empossado oficialmente o Vice-Presidente, após a definição do impeachment pelo Senado e sob a Presidência do STF, as sequelas ficaram e permanecerão por um bom tempo...

ARTIGO – ENQUANTO O POVO CHORA... ELES RIEM DE QUÊ?

Foi estafante e cansativo o longo período em que se desenvolveu o processo histórico de impeachment da Presidente Dilma Rousseff, que chegou ao fim no último dia 31 de agosto, com o impedimento aprovado pelo Senado Federal pelo placar de 61 x 20. Embora o desfecho provoque dor e ressentimento a quantos integram a corrente de pensamento da base de sustentação do projeto político-partidário que a conduziu à Presidência da República, posição que democraticamente respeito, o grupo pagou um preço alto por não entender que o exacerbado populismo político não se sobrepõe às Leis do País.

Não tenho qualquer apreço pessoal por esse tipo de transição governamental, ainda que, mesmo devidamente enquadrada em dispositivo constitucional (Art. 85 e 86-Caput, da Constituição Federal de 1988 e Lei 1079/1950), sempre será classificado por aqueles contrários ou diretamente atingidos, com a fantasiosa denominação de “Golpe”. Se houve o rigoroso cumprimento de um rito estabelecido, acompanhado e supervisionado pela mais alta Corte de Justiça do país, o Supremo Tribunal Federal, além dos capítulos finais do processo terem sido conduzidos pelo seu Presidente, como exige a lei, como se interpretar esse processo como um Golpe?..

ARTIGO – FIM DO ENCANTAMENTO... E VOLTA À REALIDADE!

Passado o período apoteótico das Olimpíadas 2016, somente merece aplauso à cidade do Rio de Janeiro e aos organizadores do evento, pela competência com que honraram o país, e resgataram um novo conceito de respeito perante o mundo que nos olhava desconfiado diante da corrupção que campeia e da violência que se alastra no país. As palavras dos atletas e turistas foram de ufanismo e evidente nostalgia por ter de deixar o Brasil ao final da festa Olímpica. A todos quantos assistiram pela televisão às apresentações da abertura e encerramento, as reações eram de emoção pela criatividade dos shows artísticos e de fogos, e pela exaltação da mais fina música brasileira, além da utilização privilegiada dos nossos artistas em todas as etapas dos festejos.

Superada a fase da exuberância e do encantamento, contudo, volta o país a conviver com a triste realidade nacional de convulsão e instabilidade política. Estamos às portas de uma decisão de grande impacto, com o possível impeachment da Presidente da República, o qual, conquanto seja o anseio de grande parte da população, se concretizado, não trará a paz política pretendida ao país, bem como a volta ao desejado ritmo de trabalho, produção e crescimento. Não se recupera a desacreditada economia de um país da noite para o dia, em que empresas comerciais e industriais estão fechando as suas portas, mais de 11,5 milhões de trabalhadores estão desempregados e há visível fuga dos investidores pela falta de confiança nas instituições nacionais...

ARTIGO – MEDALHAS versus TORNOZELEIRAS ELETRÔNICAS

Eventos esportivos da magnitude de uma Copa do Mundo e uma Olimpíada oferecem a quantos comparecem aos Estádios e Arenas, ou assistem pela TV, a oportunidade muito especial de testemunharem as extraordinárias exibições de competência e grande superação de todos os limites pelos atletas, os quais se dedicam a exaustivos treinamentos para a conquista do justo prêmio das medalhas de ouro, prata e bronze, na sua maioria sem terem obtido qualquer ajuda oficial, no caso de muitos brasileiros, salvo alguns que são atendidos por Leis de incentivo ao esporte. Mas, o pódio é a sublimação de todo um esforço e dedicação ao longo de quatro anos de intenso trabalho.

Toda essa vibração durante 16 dias de Olimpíada no Rio de Janeiro fez com que o povo esquecesse, temporariamente, as amarguras que a Nação novamente experimenta na sua história, com um processo de impeachment de um Presidente da República. Esse episódio lamentável, conquanto questionável por muitos quanto ao mérito dos crimes cometidos de responsabilidade fiscal, pedaladas fiscais ou o que mais queira considerar, já merecia a imputação pelo engodo, mentiras, ocultação dos números reais da economia, acobertamento ou omissão diante do assalto aos cofres públicos e quase destruição de um patrimônio nacional como a Petrobrás...! Isso é mais que fato verídico, ainda que alguns queiram fechar os olhos e utilizar o cansativo discurso do “é golpe! ”...

ARTIGO – “TODOS FARINHA DO MESMO SACO”

Nunca se pensou que um simples ditado popular pudesse retratar tantas verdades sobre o momento político de uma Nação, pela proporção de similaridade entre os acontecimentos da vida real e a mensagem contida nessa frase de grande significado e que hoje valorizo como título desta crônica. Para ser didático e facilitar a compreensão, o ditado pode ser traduzido como: “ser da mesma laia, da mesma estirpe. Normalmente utilizado em sentido de reprovação para pessoas de caráter duvidoso”. Esse tem sido o entendimento e a reação que tenho colhido dos nobres leitores que me prestigiam com a sua leitura, sempre de concordância com o sentido da frase e o sentimento de total revolta com o nivelamento por baixo de todos aqueles que são colocados no mesmo saco da falta de ética e caráter.

Para aqueles que acompanham os meus artigos, semanalmente, certamente que tem tido a percepção de uma coerência constante com uma linha de pensamento voltada não para o combate ou defesa sistemáticos deste ou daquele partido político, mas pelo retorno deste país aos princípios e valores perdidos, pela reconquista dos conceitos de dignidade e respeito sepultados nos últimos tempos, cujos efeitos deletérios primeiro se manifestaram em grande parte da classe política e agora já está se disseminando de maneira nefasta e crônica pela sociedade em geral...

ARTIGO – ENTRE O REINO DA FANTASIA E A REALIDADE

Qualquer país relativamente jovem como o nosso, e que pretenda estabelecer as regras e normas básicas para o seu desenvolvimento cultural, tem a obrigação de buscar no mundo os bons exemplos de outras nações com séculos e mais séculos de história, a fim de que nas mais simples atitudes comportamentais sejam sedimentados os bons princípios, desde cedo. O Ministro do STF Luiz Barroso escreveu em artigo: “o Brasil só teve início, verdadeiramente, em 1808, com a vinda da família real. Antes disso, os portos eram fechados, era proibido abrir estradas e não podia haver manufaturas na colônia. Não existiam escolas, nem moeda, 98% da população eram analfabetos e um terço era de escravos”. Nos 308 anos anteriores à chegada da Família Real, quando o país viveu sob a tutela portuguesa, esteve sempre evidente que a preocupação fundamental não era consolidar uma nova nação, nem qual formação cultural teria, mas se beneficiar com a extração das riquezas minerais que a terra descoberta oferecia. Isso não significa minimizar o papel dos nossos colonizadores, mas, na sua maioria, não eram portadores das melhores intenções ou referências, senão servir à Corte de Portugal e buscar o enriquecimento pessoal de cada um.

Assim, aquilo que começa errado fica mais difícil de alcançar a recuperação. É inquestionável que a família representa o mais extraordinário e inquebrantável patrimônio da sociedade, cuja estrutura dá sustentação e sentido à nossa própria existência. Se nos desvios dos costumes e hábitos educacionais uma família enfrenta enormes obstáculos para encontrar os caminhos da reorientação, muito mais difícil é reformular a cultura de toda uma sociedade. Diante dos desequilíbrios sócioculturais ela é vulnerável e sofre as agressivas consequências. E aqui cabe lembrar e questionar: “o pau que nasce torto, realmente morre torto”?..

ARTIGO – QUE JÚPITER NOS SOCORRA...!

“JUPITER é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa e é o quinto mais próximo do Sol. É, em geral, o quarto objeto mais brilhante do céu, atrás apenas do Sol, da Lua e de Vênus embora por vezes Marte seja mais brilhante”. (Wikipédia, a enciclopédia livre).

Dentre os fatos históricos marcantes mais recentes e de influência bastante relevante sobre a humanidade, podemos destacar: a) a SEGUNDA GRANDE GUERRA MUNDIAL, entre 1939 e 1945, em que Estados Unidos (EUA) e União Soviética (URSS), juntamente com os países aliados, se juntaram para vencer a insanidade de Adolf Hitler. Tentaram, mas não conseguiram conviver em harmonia durante o pós-Guerra, visto que, além da necessidade de recuperar e proteger os países semidestruídos em toda a Europa havia a vaidade e ambição de exercer o domínio dos espaços, num mundo fragilizado física e moralmente; b) passaram a viver às turras em outro estado de guerra constante, sendo este de caráter psicológico, crescimento do poderio militar e veladas ameaças, e assim surgiu a: GUERRA FRIA, que teve o seu fim em 1989, após a queda do Muro de Berlim. Duração: 44 anos...

ARTIGO 200 – REDUÇÃO NO NÚMERO DE PARTIDOS: JÁ!

É verdade que não se pode conceber um sistema democrático representativo funcionando na sua plena normalidade sem a óbvia participação dos Partidos, nos quais se aglutinam as diversas tendências ideológicas e políticas. Essas variáveis do pensamento pluralista, todavia, tem de ter os seus fundamentos em princípios, ideias e valores. Hans Kelsen, autor de A DEMOCRACIA (Editora Martins Fontes, 2000), definiu com muita firmeza “que o indivíduo isolado não tem, politicamente, nenhuma existência real, não podendo exercer influência real sobre a formação da vontade do Estado”; e acrescenta que os Partidos “agrupam os homens de mesma opinião, para lhes garantir influência efetiva sobre a gestão dos negócios públicos”.

Assim, diante desses pressupostos, é preciso conter as intenções desse ou daquele integrante que, por aleatórias divergências na discussão de temas internos do Partido, resolve arregimentar militantes para fundar mais uma nova agremiação, caso em que os seus propósitos carecem de legitimidade e deveriam encontrar nas leis que regulamentam a organização partidária todos os obstáculos impeditivos de viabilização desse objetivo. Mas o que vemos, é uma certa facilidade em criar partidos. Basta que apareçam com determinado número de assinaturas e estarão habilitados a obter o registro e, assim, a caírem em campo atrás dos proveitos pagos, por quem? Nem precisa dizer!..

ARTIGO – DESEMPREGO: UMA CHAGA NACIONAL!

Não só na Bahia, mas no Mato Grosso por onde andei recentemente e agora no Espírito Santo, para mim dois problemas ficaram muito evidentes e que estão atormentando a vida do cidadão brasileiro: o alto preço do feijão, e outro drama impactante que afeta a vida de grande número de famílias: os 11.500.000 trabalhadores desempregados! Enquanto tudo isso acontece, em Brasília, o centro das decisões nacionais, parlamentares praticam o vil exercício da defesa de interesses personalistas e lutam pela sobrevivência no cargo desse ou daquele parlamentar!

Como se não bastasse a dimensão trágica que representa o impeachment de um Presidente da República, o nosso Congresso Nacional tem a sua atenção voltada para decidir, também, pela perda do mandato do ex-Presidente da Câmara de Deputados. Mais triste, ainda, é pensar que, neste imbróglio do cassa não cassa, não estão em discussão questões punitivas pelo desempenho da função parlamentar no âmbito da Câmara, mas, motivado por desvios de conduta na omissão de informação, movimento financeiro de origem no mínimo suspeita (trustes!), e contas bancárias no exterior com volume de dinheiro incompatível com os rendimentos da função legislativa...

ARTIGO – O FORRÓ E O “ARRAIÁ LAVA-JATO”

Não se sabe a quem atribuir a ideia singular de estabelecer uma simbiose entre escândalos e festas, no Brasil. Parece uma coincidência até pacífica, porque sempre que o país está atormentado pelo anúncio explosivo de novos crimes contra a honra nacional, em que os cofres públicos são assaltados de maneira violenta e desavergonhada, logo em seguida o calendário sinaliza a chegada providencial de uma grande festa, que tem o poder de amenizar os impactos causados e mesmo conduzir ao esquecimento dos fatos revelados, temporariamente. Louve-se a Operação Lava-Jato que tem superado todas as expectativas e tem sobrevivido às articulações dos políticos - os principais atingidos por sua ação demolidora -, e mesmo judiciais, para impedir e desmoralizar o trabalho corretivo desses jovens juízes e procuradores.

A propósito, muito se fala nessa Operação e o leitor talvez não saiba a razão de ter sido atribuído esse nome às investigações. É que tudo começou num Posto de Gasolina, em 17 de março de 2014, no Paraná, quando a suspeita da existência de um “esquema de desvio e “lavagem” de dinheiro envolvendo a Petrobrás, deflagrou investigações iniciais sobre o doleiro Alberto Youssef, antes preso nove vezes por contrabando de eletrônicos do Paraguai, e em seguida o Paulo Roberto Costa, Diretor da Petrobrás” (Folha de São Paulo). Na sequência, como um rolo compressor, foram arrolados nomes de diretores da empresa, ex-ministros, políticos e empresários envolvidos, atingindo mais de uma centena de mandados de busca e apreensão, de prisão temporária, de prisão preventiva e de prisão coercitiva, cujo suposto montante desviado de 40 bilhões está longe de ser localizado e devolvido aos cofres assaltados! Tenho ouvido das pessoas, a seguinte indagação a cada nova prisão: “E essas penitenciárias ainda cabem tanto político e empresário assim”?..