Na noite de terça-feira (23), quem caminhou pela Orla II sentiu que o Natal da Família Juazeirense estava sendo contado pelo próprio povo. No Vaporzinho, a Orquestra de Câmara Som do Coração abriu a programação e, enquanto as notas ecoavam, o público escutava e também se reconhecia. O trecho sobre um Jesus que poderia ter nascido ali no sertão fez muita gente suspirar: era como falar da vida simples, das lutas e da fé que insiste.
"Eu estou achando uma iniciativa muito importante. A gente se sente acolhido pela própria cidade", disse Igor Félix, que mora em Juazeiro há dez anos e foi com a esposa, Lara, e as filhas Antonella e Mavie. Para ele, ver música e teatro assim, abertos, gratuitos, perto das pessoas, é sinal de respeito: "é bom para os adultos e é essencial para as crianças criarem essa cultura desde cedo"...