Espaço do Leitor
Artigo - “Os Invisíveis”
A muito tempo que este autor desejava discorrer sobre esta temática e aqui está. Este texto estará com elementos geopolíticos, filosóficos, econômicos, antropológicos, cultural e sociológicos.
A foto anexada neste texto, que foi tirada por este autor, é de uma pessoa desabrigada, dormindo em frente ao local de trabalho da pessoa que aqui lhes escreve, e serve como uma demonstração dos inúmeros “invisíveis” espalhados por este planeta...
Comunidade do Itamararty clama por água
Em mensagem dirigida à Rede GN o representante dos moradores da Fazenda Itamaraty Rosenilton de Jesus Costa faz um relato sobre o sofrimento da população dada à falta de água.
Confira:..
Crônica - A linguagem como essencialidade ao processo de aprendizado: a abordagem segundo o Método Feynman
Aprender uma língua estrangeira é um desafio que vai além de decorar regras e estruturas: envolve compreender o verdadeiro papel da linguagem.
Durante muito tempo, especialmente até meados do século passado, o ensino de idiomas esteve fortemente voltado à escrita. Bastava conjugar corretamente o verbo to be para demonstrar erudição, enquanto a oralidade era relegada a um segundo plano, vista como prática popular, sem o prestígio da norma culta...
Artigo - Sua Black Friday vai gerar lucro ou só barulho?
A Black Friday deixou de ser um dia de descontos e se transformou em uma temporada de oportunidades. O consumidor brasileiro aprendeu a comparar, planejar e comprar com antecedência.
Ele pesquisa durante todo o mês, e é por isso que quem espera o dia 29 de novembro para começar já começa atrasado...
Artigo - Toque Fantasma: O medo invisível nas transações por aproximação
Algo assustador está acontecendo no universo dos pagamentos digitais.
O simples toque por aproximação, que antes era sinônimo de praticidade e segurança, agora virou uma preocupação de arrepiar a espinha: o “toque fantasma”...
Crônica - O Conflito no Oriente Médio: história com começo e nenhum fim
Uma das ironias mais cortantes de Millôr Fernandes — humorista, escritor e olho clínico sobre as contradições humanas — foi observar que a violência global nos deu uma geografia prática: fronteiras desconhecidas viraram manchetes, mapas escolares se transformaram em mapas de sofrimento, e aprender a localizar um povo passou a ser também aprender onde alguém foi expulsado, massacrado ou esquecido.
Essa lição amarga serve de ponto de partida para pensar o que a história antiga nos diz — e o que ela não pode dizer — sobre as disputas que hoje consumem o Levante...
Morador denuncia três buracos na Rua Quintino Bocaiuva
Morador da Rua Quintino Bocaiuva, Centro, em Juazeiro-BA, próximo ao "Calçadão" e a "A Mercearia do Micael", envia foto para alertar a secretaria responsável por "três buracos que vem provocando transtorno no local".
A REDEGN enviou solicitação de nota a Secretaria de Serviço Públicos...
Espaço LeitorArtigo - Endividamento dos brasileiros cresce e expõe o peso do crédito caro na vida das famílias
O brasileiro está voltando a dever mais, e pior, a pagar cada vez mais caro por isso. Dados do Banco Central mostram que, em julho de 2025, o endividamento das famílias alcançou 48,6% da renda anual, um patamar considerado alto por economistas.
Quando se exclui o crédito imobiliário, esse percentual ainda chega a 30,4%, revelando a dependência crescente de linhas de crédito de curto prazo...
Artigo - A renegociação da dívida do crédito rural
Iniciemos com uma pergunta: a renegociação da dívida do crédito rural será para todos os produtores?
Caros leitores, o produtor rural brasileiro enfrenta hoje um dos momentos mais críticos de sua história recente...
Crônica - A Teoria Akáshica: O DNA do Mundo Desconhecido
A Teoria Akáshica, concebida pela escritora e ocultista russa, Helena Petrovna Blavatsky, persegue verdades enraizadas em tradições espirituais e metafísicas milenares escondidas em um campo universal e não físico, sendo acessíveis a uns poucos iluminados, a exemplo de Leonardo da Vinci, Mozart e William Shakespeare, para ficar somente em três personagens importantíssimas ao conhecimento universal.
Como se vê, essa concepção sugere que, ao acessar esse repositório cósmico, podemos resgatar sabedorias ancestrais e aplicá-las aos dilemas contemporâneos...
Artigo: O silêncio dos Cem Mil
A fotografia de Evandro Teixeira, em minha parede, não é apenas um registro da Passeata dos Cem Mil. É uma presença.
Ela me observa, mais do que eu a observo. De algum modo, ela insiste em me perguntar coisas: o que você vê agora, aos 73 anos, que não podia ver aos 15, quando era apenas um moleque atravessado pela esperança e pelo medo?..
Jornal da UspArtigo - Juazeiro volta a respirar cultura e se reconhecer grandiosa!
Há cidades que nascem com alma. Juazeiro é uma delas, aqui o vento sopra poesia sobre as águas do Velho Chico e a música parece brotar naturalmente das ruas, dos becos, dos mercados, das praças.
É uma cidade que sempre respirou cultura, mas que, por algum tempo, viu essa respiração ficar curta, quase silenciosa. Agora, Juazeiro volta a respirar fundo e o que se vê é um novo fôlego, cheio de cor, arte e esperança...
Foto Ascom PMJArtigo - O agronegócio sob fogo cruzado
O atual governo é muito bom em eleger inimigos e fazer demagogia, jogando o povo contra determinados alvos, como, por exemplo, pobres contra ricos e empregados contra patrões. Nesse rol de adversários, elegeu também o agronegócio como um de seus inimigos.
A razão dessa hostilidade reside no fato de que os produtores do agro não compactuam com as suas narrativas político-ideológicas, suas fake news e seus programas sociais eleitoreiros que apenas mascaram o desemprego.
O setor também se opõe à má administração do dinheiro público, ao gigante déficit estatal e à pregação da ideologia comunista que divide os brasileiros.
O governo elegeu o agro como vilão, independentemente de sua capacidade de colocar comida na mesa do brasileiro e de sua importância na segurança alimentar global, que é crucial. Essa oposição ignora todos os dados positivos e a relevância estratégica do setor, um dos pilares da economia brasileira.
Mas a resistência persiste, porque o nosso agronegócio é corajoso, muito bom e eficiente, contando com excelentes produtores que investem maciçamente em suas terras e em tecnologia. Apesar das dificuldades impostas pelo governo, o segmento luta e prossegue.
É uma força produtiva que “apanha, cai e sempre se levanta”. Obviamente, não existe um setor que seja eternamente incólume a tantos desmandos e pressões políticas e econômicas. Uma hora, o agronegócio sentirá os efeitos de forma mais acentuada. Aliás, já está sentindo, e o pior pode estar por vir com a reforma tributária que se aproxima, trazendo mais incerteza e insegurança.
Já passou da hora de o país ter um governo que esteja alinhado com o agronegócio.
Por ter alta tecnologia e manter a produtividade elevada, o agronegócio ainda consegue absorver a maioria dos impactos adversos. Até quando isso será possível, não sabemos. Existe o risco real de que, em algum momento, o setor do agronegócio entre em colapso.
Vimos nos últimos anos que os resultados para o agro não foram bons, registrando-se um aumento alarmante da inadimplência. Observamos, também, um aumento em percentuais nunca vistos nas recuperações judiciais do agronegócio, com várias empresas tradicionais do setor entrando em dificuldade.
Isso é uma demonstração e um indicativo claro de que o setor não está passando incólume a todos esses desmandos do governo.
A insistência em confrontos com um setor fundamental para a economia e para a imagem do país no cenário internacional demonstra uma grave falha de articulação e de senso de prioridade estratégica.
Em virtude da grande simpatia do atual governo e de integrantes do Judiciário brasileiro por ideologias de matriz comunista, é crucial trazer aqui um pouco da história mundial recente.
A expropriação de terras em Cuba, liderada por Fidel Castro após a Revolução de 1959, foi realizada principalmente por meio de leis e atos diretos do governo. A Revolução Cubana estabeleceu um Estado socialista onde o Poder Executivo (liderado por Fidel Castro e o Conselho de Estado/Ministros) e o Poder Legislativo (Assembleia Nacional) detinham o poder principal.
A primeira Lei da Reforma Agrária em Cuba foi assinada em maio de 1959, apenas cinco meses após a queda de Fulgêncio Batista. Essa lei radical limitou o tamanho das propriedades rurais e nacionalizou grandes latifúndios (inclusive de estrangeiros), visando redistribuir terras e criar fazendas estatais. A expropriação foi possível porque o novo governo revolucionário detinha o controle político e a força total para impor a medida.
No Brasil, o cenário ainda é outro; apesar das várias tentativas de ONGs, do próprio governo e de uma parcela do Judiciário de prejudicar os produtores, há alguma resistência nesse sentido.
A desapropriação só é constitucionalmente permitida em casos estritos: 1) Reforma Agrária (Desapropriação-Sanção), para imóveis rurais que comprovadamente não cumpram a função social (Art. 184 da CF); 2) Utilidade Pública ou Interesse Social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro (Art. 5º, XXIV da CF); 3) Expropriação sem Indenização (Confisco), unicamente para terras com cultivo ilegal de plantas psicotrópicas ou exploração de trabalho escravo (Art. 243 da CF).
O agronegócio é o setor responsável por garantir que o “milagre da multiplicação dos pães” continue acontecendo entre nós, por meio de muito trabalho, alta produtividade e tecnologia, alimentando o Brasil e o mundo. Nesse contexto, a defesa da propriedade privada e da livre iniciativa é essencial; portanto, Deus nos livre dos comunistas e do comunismo!
Eduardo Berbigier é advogado tributarista, especialista em Agronegócio, membro dos Comitês Juridico e Tributário da Sociedade Rural Brasileira e CEO do Berbigier Sociedade de Advogados...
Artigo - Decisão do STF que pode custar bilhões às gigantes do streaming transforma a Netflix no novo ‘plot twist’ tributário do Brasil
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) colocou o Brasil de volta no radar das grandes multinacionais do entretenimento, e não exatamente por causa de sua produção cultural. O julgamento do Tema 914, concluído em agosto e publicado em outubro de 2025, validou a ampliação da CIDE-Tecnologia, uma contribuição de 10% sobre remessas ao exterior relacionadas a royalties, licenças e serviços técnicos.
O impacto foi imediato. A Netflix, ao divulgar seu balanço global, revelou um ajuste contábil de US$ 619 milhões (cerca de R$ 3,3 bilhões) diretamente ligado à decisão do STF. O anúncio sacudiu o mercado, derrubou as ações da companhia em Nova York e reacendeu o debate sobre o já conhecido “Custo Brasil”...
Crônica - A Eternidade no Mínimo: Filosofia da Grandeza que Nasce do Pequeno
Há uma beleza silenciosa nas coisas que começam pequenas. Um gesto, uma nota, uma ideia — quase imperceptíveis, mas carregadas de potência. A história da arte, da filosofia e da vida está repleta de exemplos em que o insignificante se transforma em algo monumental.
Não é preciso necessariamente ser filósofo para perceber que o pequeno é, por vezes, o ponto inicial do pensamento profundo, o que se vai confirmando com o passar dos tempos. E o que se apresenta trivial pode guardar uma concentração de sentido capaz até de desdobrar mundos inteiros, quando recebido com atenção e intenção. Desse modo, valorizar o mínimo não é renunciar à complexidade, mas reconhecer que o essencial pode ocultar-se no ordinário...
Artigo: Agroecologia: o novo mundo em gestação
Chega ser emocionante ver pessoas do povo nos avisando qual será o futuro da humanidade. Melhor, a ancestralidade, que é o futuro, já está presente.
Estive em uma mesa que debatia os Sistemas Alimentares diante das Mudanças Climáticas durante o 13º Congresso Nacional de Agroecologia, em Juazeiro da Bahia. Embora alguns expositores tenham feito de maneira brilhante a análise do movimento do capital mundial, vozes ancestrais como Raquel Tupinambá nos falaram da sabedoria dos povos...
Crônica - A Banca de Juazeiro: Memória de um Muro (quase) Invisível
Com a demolição da antiga Banca, Juazeiro perde mais do que uma estrutura física — perde um marco simbólico que, por décadas, moldou o cotidiano, a geografia afetiva e as dinâmicas sociais da cidade. Localizada às margens do Rio São Francisco, esse ponto de passagem para Petrolina/PE era, ao mesmo tempo, um elo e uma fronteira.
A Banca servia como acesso direto entre duas cidades irmãs, separadas apenas pelas águas do Velho Chico — o rio da integração nacional. Mas, ironicamente, também funcionava como um divisor interno: um verdadeiro apartheid urbano, onde o concreto delimitava mundos distintos...
Artigo: Eleições 2026. Não se assuste. Não estou lançando candidatura, nem venho pedir o seu voto
Não se assuste. Não estou lançando candidatura, nem venho pedir o seu voto.
Estou passando por aqui, apenas para registrar que, à véspera de cada eleição, vejo gente querendo se candidatar em Juazeiro (BA). Parece filme repetido do Cine São Francisco, nas sextas-feiras, nas sessões duplas de antigamente...
Não subestime nenhum vício
Coisas simples do dia a dia, como joguinhos, vídeos, textos, brincadeiras ou outras atividades que provocam prazer imediato, podem iniciar um ciclo viciante sem que a pessoa perceba. No começo, parecem inofensivas, mas quando estimulam picos rápidos de dopamina repetidamente, o cérebro começa a associar essas experiências a recompensas intensas e exige cada vez mais para gerar satisfação, podendo evoluir para comportamentos compulsivos que prejudicam a vida pessoal e emocional.
O vício é um processo neuroquímico profundo que começa com a busca de estímulos que elevam rapidamente os níveis de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer e à recompensa. Inicialmente, essas experiências geram satisfação imediata, mas a elevação é breve e seguida de uma queda rápida, provocando arrependimento e vergonha. Com o tempo, o cérebro passa a exigir doses cada vez maiores de estímulo para atingir o mesmo nível de prazer, estabelecendo um ciclo de compulsão que tende a se intensificar. O indivíduo se vê preso entre culpa e prazer, acreditando ter algum controle sobre seus comportamentos, enquanto na realidade suas decisões estão sendo guiadas pelo desejo neuroquímico de dopamina. Essa ilusão de controle reforça o vício, fazendo com que a pessoa subestime o problema e continue se expondo a estímulos cada vez mais intensos...
Por Dra Martha Izabel e Pr. Teobaldo PedroComunidade rebate nota da Secretaria de Saúde e cobra verdade sobre carga horária, ausência de atendimento e morte evitável de morador da zona rural de Juazeiro
Nesta sexta-feira (17) a Rede GN publicou denúncia de moradores da região da Jazida 7, zona rural de Juazeiro – BA, denunciando a precarização do atendimento odontológico na Unidade Básica de Saúde local.
A Secretaria de Saúde por meio de nota promoveu esclarementos sobre o atendimento o que causou ainda mais indignação da população (veja aqui)...
Da redação Rede GNArtigo - Ruínas...Família: Um organismo não sobrevive sem ser absorvido por outros. É a lei da Natureza
Confira o conto Ruínas. Texto da professora Clarissa Loureiro mestre e doutora em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
É professora na Universidade de Pernambuco (UPE) onde atua nas áreas de Literatura Comparada e Estudos Culturais, com orientações e artigos publicados. Além disso, tem os livros de contos Mau Hábito ( 2010), Invertidos ( 2013) e Náufragos ( 2023) e o romance Laurus(2020). Todos os livros se identificam pela realização de uma prosa poética, representativa da Literatura Feminina...
Artigo: Impunidade parlamentar e a luta pela ética na política brasileira
As grandes manifestações cívicas em todo o País repudiaram veementemente a lamentável decisão da Câmara dos Deputados sobre a PEC da Blindagem dos parlamentares. Na tentativa de burlar o que reza a Constituição, nada menos que 344 deputados, na calada da noite, votaram e aprovaram corporativamente a esdrúxula lei contrária ao interesse público, objetivando proteção legal para realizar toda sorte de falcatruas e crimes que alguns deles pretendem praticar.
Basta ver, por exemplo, nos principais jornais e noticiários televisivos do País, que há com certa frequência o nome de um parlamentar sendo acusado de corrupção ou algum outro ato ilícito semelhante. Isto é rotina no Brasil e não há como negar...
Jornal da Usp


