Crônica - A escala Kardashev e a involução humana
Enquanto a cidade dorme, eu me debato à procura de um sono reparador. Tudo seria mais simples se eu recorresse aos préstimos de Morfeu, mas desconfio dos atalhos químicos para alcançar a paz. Assim, permaneço desperto, entregue ao antigo ofício de pensar.
Nessas horas silenciosas da madrugada, quando os ruídos do mundo se recolhem e as sombras parecem ganhar voz própria, surgem perguntas que a claridade do dia normalmente afasta: para onde caminha a humanidade? E, mais inquietante ainda, será que realmente caminha?..