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Artigo – As eleições em dois tempos (II)

Fiquei sensibilizado com um dos comentários à crônica anterior, no qual um estimado leitor manifestou o seu desejo de que “gostaria de ler análises e notícias de um cenário nacional menos ruim e com foco só em fatos positivos”. Isso significa, no seu entendimento, de que há coisas boas acontecendo e que não são vistas, no que, em parte, concordo, e tenho reafirmado aqui, várias vezes. Respeitosamente, contudo, diria que fazer as coisas certas e corretas, é uma obrigação inerente ao cargo ocupado pelo gestor público, e que essas não podem acobertar as eventuais atitudes de insensatez, omissão e abuso no exercício do poder. Por isso não podemos silenciar...

E, pelo jeito, silêncio é coisa do passado, porque as ferramentas tecnológicas do momento nos animam, quando não a botar a boca no trombone, mandar ver nas redes sociais que atingem o mundo todo! E nisso “aqueles meninos” são especialistas!..

ARTIGO – AS ELEIÇÕES EM DOIS TEMPOS

O resultado global das eleições de 2016 escreveu uma nova página na história recente do Brasil, pela importante lição que o eleitorado endereçou à classe política, principalmente a uma certa corrente que estava com um choro piegas e um discurso inconsistente invocando a tese do golpismo como bandeira, e que insistia em dizer que o povo daria a resposta nas urnas, a qual foi dada, realmente, de forma contundente e esmagadora. Arrisco a dizer que, com certeza, a mensagem das urnas em nenhum momento teve qualquer vestígio de aprovação ao governo atual que assumiu o país, mesmo porque além de alguns percalços na formação da equipe com vários nomes de possíveis clientes da Lava-Jato, as medidas adotadas visando recolocar o país nos rumos da normalidade ainda não produziram os resultados necessários e ansiosamente desejados pelo povo.

A verdade é que a votação foi sintomática da total desaprovação ao sistema político que dominava o país, corroído no cerne de sua estrutura ética e moral, o que se traduziu como um legítimo referendo popular ao impeachment votado pelo Congresso, e que jogou por terra a frágil e débil tese do “golpismo”. As evidências indicam que até hoje procuram uma nova palavra no vocabulário para substituí-la como mote dos discursos na fase pós-eleitoral!..