O retorno das Ararinhas Azuis para à caatinga é um dos assuntos mais importantes dos últimos dias no Brasil e exterior. Rara, a espécie vivia originalmente numa pequena região do interior de Juazeiro e Curaçá, no norte da Bahia. O assunto é tratado como um marco na história da ecologia.
Com exclusividade a redação da redeGN, mostra ao leitor fotos do Refúgio de Vida Silvestres da Ararinha Azul e a Área de Proteção Ambiental. Estes são os locais destinados à reintrodução Ambiental e conservação do bioma da caatinga, localizado na Fazenda Caraíbas. ..
O início da jornada que trará as ararinhas-azuis de volta ao coração da Caatinga já tem data para acontecer. No dia 3 de março (terça-feira), cinquenta aves vindas da Alemanha desembarcarão no Aeroporto de Petrolina / Senador Nilo Coelho (PE) e seguirão para a cidade de Curaçá (BA), onde um centro de reprodução foi construído para que as aves sejam soltas na natureza.
A data, 3 de março, foi escolhida por ser o Dia Internacional da Vida Selvagem, cujo objetivo é celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para os perigos do tráfico de espécies animais selvagens no mundo. As ararinhas-azuis são consideradas extintas na natureza desde o ano 2000, devido às ações de caçadores e traficantes de animais...
A Ararinha-Azul, ave considerada como uma das mais raras do mundo, vai voltar ao seu habitat natural, no sertão baiano, mais precisamente a áreas de caatinga, em Juazeiro e Curaçá. A ave, descoberta a cerca de 200 anos, foi considerada extinta em 2000 quando a última espécie, que vinha sendo monitorada, desapareceu misteriosamente para nunca mais ser vista.
Organizações internacionais, com bases na Europa, em países como Bélgica e Alemanha, a partir de umas poucas aves criadas em cativeiro, conseguiram reproduzir a espécie, que em breves dias estarão voltando a habitar o sertão baiano. O Ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, que por coincidência foi um dos ambientalistas que defendiam a espécie quando ainda era vista no sertão, está na Alemanha formalizando as parcerias e logísticas que permitirão devolver as Ararinhas-Azuis ao seu habitat natural...
Ministro Edson Duarte assina, na Bélgica, acordo que garante reintrodução da ararinha-azul no sertão baiano.
O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, assinou, neste domingo (24), em Bruxelas, na Bélgica, memorando de entendimento com organizações conservacionistas da Bélgica (Pairi Daiza Foundation) e da Alemanha (Association for the Conservation of Threatened Parrots) para trazer ao Brasil 50 ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii), espécie que só ocorre no país. A previsão é que os animais estejam em território nacional no primeiro trimestre de 2019. “A assinatura desse documento é um marco histórico da luta pela preservação das espécies”, afirmou Duarte.
A cerimônia aconteceu durante a inauguração de espaço para preservação do animal, no zoológico belga Pairi Daiza. “Eu nasci exatamente na mesma região onde existia a ararinha. Eu vi a última em liberdade, e estar aqui, e ver, tantos anos depois, uma ararinha é uma emoção especial. Por obra do destino, me transformei em ministro do Meio Ambiente do Brasil e estou aqui para realizar o sonho de ambientalistas, não só do Brasil, mas do mundo: trabalhar na reintrodução do animal no seu habitat natural e permitir que ele volte a voar em casa”, disse o ministro.
Para a ministra de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Bélgica, Marie Christine Marghem, o encontro possibilitou uma compreensão de que existe uma relação próxima do povo brasileiro com a biodiversidade. “Tivemos uma troca muito rica, e isso foi importante para iniciarmos uma relação mais estreita com o Brasil, tanto na proteção da biodiversidade, como em outros setores”, avaliou Marghem. ..