Artigo - Marginalidade: Juazeirenses pedem socorro

O custo da criminalidade tornou-se um fardo cada vez mais pesado para os cidadãos de bem. Residências, estabelecimentos comerciais, entidades de classe e templos vêm sofrendo, de forma recorrente, os prejuízos causados pela ação de marginais.

Além do valor dos bens subtraídos, há um custo silencioso e muitas vezes ainda maior: o da reconstrução. Portas arrombadas, grades destruídas, portões danificados, fechaduras substituídas, muros reparados e sistemas de segurança reforçados representam despesas inesperadas que recaem exclusivamente sobre os proprietários.

Em um cenário de elevada carga tributária, o cidadão paga impostos cada vez maiores, mas não percebe o retorno esperado em serviços essenciais, especialmente na segurança pública. O resultado é uma sociedade que vive sob constante sensação de insegurança, obrigada a investir recursos próprios para proteger seu patrimônio e sua família.

É inaceitável que trabalhadores, comerciantes, instituições e templos religiosos sejam penalizados duas vezes: primeiro, pelo peso dos tributos; depois, pelos prejuízos causados pela criminalidade. Enquanto isso, o cidadão permanece à mercê da violência, convivendo diariamente com o medo e a incerteza.

A população juazeirense pede socorro. É urgente que as autoridades competentes se manifestem e envidem todos os esforços necessários para amenizar essa situação, reforçando as ações de prevenção, investigação e combate à criminalidade.

A sociedade espera respostas concretas e eficazes, capazes de restabelecer a sensação de segurança e garantir que o direito de viver e trabalhar em paz seja efetivamente assegurado.

A segurança pública é um dever do Estado e um direito de todos. Quando ela falha, o prejuízo não é apenas financeiro; é também moral, social e psicológico, corroendo a confiança da população e comprometendo a paz necessária ao desenvolvimento da comunidade.

José Antonio Ferreira

Espaço Leitor