
O vídeo do influenciador @196sonhos, ao propor um comparativo entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), acabou indo além de uma simples análise turística e urbana.
O tom adotado, percebido pormuitos como desmerecedor, acendeu um sentimento forte entre os juazeirenses: o de pertencimento, defesa e, sobretudo, amor pela própria cidade.
Não é novidade que Juazeiro enfrenta desafios históricos. Problemas urbanos, desigualdades e carências estruturais fazem parte da realidade de inúmeras cidades brasileiras e ignorar isso não contribui para o debate. No entanto, o que incomodou profundamente foi a forma como esses
aspectos foram apresentados: sem contexto, sem equilíbrio e, principalmente, sem reconhecimento da riqueza cultural, histórica e humana que Juazeiro carrega.
A reação da população foi imediata. Nas redes sociais, centenas de juazeirenses se manifestaram com indignação, criticando o conteúdo do influenciador. Mas, por trás da raiva, havia algo muito mais potente: um sentimento coletivo de identidade. Juazeiro não é apenas um território comparável em métricas frias, é um espaço de memória, de resistência, de cultura viva às margens do Velho Chico.
Esse episódio revela algo importante: o povo de Juazeiro se reconhece em sua cidade. E isso é poderoso. No entanto, esse sentimento não pode se limitar à reação momentânea nas redes sociais.
Ele precisa ser canalizado em ações concretas. Amar Juazeiro é também cuidar dela no cotidiano, cobrar políticas públicas, participar da vida comunitária, preservar espaços, valorizar a cultura local e fortalecer iniciativas que promovam desenvolvimento sustentável e inclusão.
Nesse contexto, ganha destaque a postura do prefeito Andrei Gonçalves, que respondeu publicamente ao vídeo em defesa da cidade. Como juazeirense, confesso que senti uma alegria genuína ao ver o chefe do poder executivo se posicionando com firmeza e respeito, representando o
sentimento de muitos de nós. Sua fala não apenas rebateu as críticas, mas reafirmou o compromisso da gestão com a reconstrução da autoestima do povo juazeirense. Ao longo de sua administração, há um esforço visível em resgatar o orgulho de ser de Juazeiro, investindo em ações que dialogam com identidade, pertencimento e valorização do território.
Mais do que entrar em uma disputa sobre qual cidade é “melhor”, o momento convida à reflexão: que cidade queremos construir? Juazeiro não precisa ser comparada para ser valorizada. Ela precisa ser reconhecida por aquilo que é, uma cidade de potência cultural, de gente forte e de história profunda.
Se o vídeo trouxe incômodo, que ele sirva também como ponto de virada. Que a indignação se transforme em mobilização. Que o orgulho se traduza em cuidado. E que cada juazeirense se perceba como parte essencial na construção de uma cidade mais justa, bonita e viva.
Porque defender Juazeiro não é apenas responder a críticas, é agir diariamente para que ela seja, cada vez mais, um lugar de pertencimento e futuro.
Clarice Ferrari Normanha-Produtora Cultura/ Agente de Transformação Social - Juazeirense apaixonada por minha cidade e pelo Velho Chico
Espaço Leitor Foto arquivo PMJ



2 comentários
18 de Apr / 2026 às 12h54
Na minha opinião a resposta do prefeito seria com ações e nao com discurso.o prefeito se empolga com o cargo e os serviços básicos não existe .ruas cheias de matos,esgotos estourados,uma catástrofe nossa cidade.ai o povo fala :Petrolina tem esgoto,igual a petrolina.essa conversa já deu!
19 de Apr / 2026 às 12h27
Eu também Clarice, pertença a minha Juazeiro, porém a crítica desse digital influencia é muito pertinente. O Andreyé um despreparo, Juazeiro está abandonado, os sendo fechado canal com esgoto a céu aberto eo prefeito é aliado do atraso , geronimo pinoquio. , gedel mala cheia pai de lulinha que gosta de dinheiro dos aposentados e por ai vai , você conhece o bairro centenário e coutry clube , mas precisa ir p periferia, sol levantei, sovaco da cobra ,quidé , alto da aliança, , tabuleiro, as pessoas vivm em situação desumana , Andrei fechou o psf do suvaco da cobra