
Eu, junto de minha família, gostaríamos de agradecer a todos os textos, imagens, e todas as homenagens ao meu pai. Sei que ele era querido por muitos, do norte ao sul de Juazeiro.
Foi, até os últimos instantes, forte e - sobretudo - sublime. Agradeço todo o apoio que nos fora dado pelos amigos e familiares, aos que estavam perto e alguns que estão longe (alguns não poderiam estar mais perto como estão agora).
Agora o que fica é a fria eternidade, que se acumula nas dobradiças das portas, no canto de casa e no olhar de todos meus amigos. E, como uma vez disse o poeta das montanhas andinas, "tu me deste a fraternidade para o que não conheço, me acrescentaste a força de todos os que vivem, me ensinaste a acender a bondade como o fogo, me deste a retidão que necessita a árvore, me fizeste ver a claridade do mundo e a possibilidade da alegria, me fizeste indestrutível porque contigo não termino em mim mesmo."
Adeusão, meu pai. A matéria se foi, mas a essência ainda pulsa pungente comigo, em minha mãe, meu irmão e em todos os seus amigos. Mesmo sabendo que está comigo, confesso que sentirei falta do teu cabelo grisalho.
Gostaria de deixar esse poema de Gullar.
"Os mortos vêem o mundo
pelos olhos dos vivos
eventualmente ouvem,
com nossos ouvidos,
certas sinfonias
algum bater de portas,
ventanias
Ausentes
de corpo e alma
misturam o seu ao nosso riso
se de fato
quando vivos
acharam a mesma graça"
DE GABRIEL CRUZ VIANNA. ...



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