Espaço do Leitor: 10 anos sem Parlim

03 de Jan / 2026 às 23h00 | Espaço do Leitor

Eu, junto de minha família, gostaríamos de agradecer a todos os textos, imagens, e todas as homenagens ao meu pai. Sei que ele era querido por muitos, do norte ao sul de Juazeiro.

Foi, até os últimos instantes, forte e - sobretudo - sublime. Agradeço todo o apoio que nos fora dado pelos amigos e familiares, aos que estavam perto e alguns que estão longe (alguns não poderiam estar mais perto como estão agora). 

Agora o que fica é a fria eternidade, que se acumula nas dobradiças das portas, no canto de casa e no olhar de todos meus amigos. E, como uma vez disse o poeta das montanhas andinas, "tu me deste a fraternidade para o que não conheço, me acrescentaste a força de todos os que vivem, me ensinaste a acender a bondade como o fogo, me deste a retidão que necessita a árvore, me fizeste ver a claridade do mundo e a possibilidade da alegria, me fizeste indestrutível porque contigo não termino em mim mesmo."
Adeusão, meu pai. A matéria se foi, mas a essência ainda pulsa pungente comigo, em minha mãe, meu irmão e em todos os seus amigos. Mesmo sabendo que está comigo, confesso que sentirei falta do teu cabelo grisalho. 

Gostaria de deixar esse poema de Gullar.

"Os mortos vêem o mundo 
pelos olhos dos vivos 

eventualmente ouvem, 
com nossos ouvidos, 
certas sinfonias 
algum bater de portas, 
ventanias 

Ausentes 
de corpo e alma 
misturam o seu ao nosso riso 
se de fato 
quando vivos 
acharam a mesma graça"

DE GABRIEL CRUZ VIANNA. ...

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