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O Brasil, que liderou a emissão de vistos de turismo e negócios (B1/B2) para os Estados Unidos em 2023 e 2024, registrou neste ano a maior queda absoluta no número desses documentos no mundo, segundo levantamento da Folha de S.Paulo com base em dados do Departamento de Estado norte-americano.
De janeiro a maio de 2025, primeiro período sob o governo do presidente Donald Trump, foram emitidos 358 mil vistos para brasileiros, contra 482 mil no mesmo intervalo do ano passado, o que representa uma redução de 25,7%. Com isso, o país caiu para a terceira posição no ranking global, atrás de Índia (461 mil) e China (422 mil).
Não há dados divulgados sobre pedidos negados neste ano, mas especialistas apontam que mudanças recentes nas regras para obtenção do documento podem ter contribuído para a queda. A advogada Ingrid Baracchini, especialista em imigração, destaca que exigências como a obrigatoriedade de entrevistas presenciais para casos antes isentos, menores de 14 anos, maiores de 79 anos e renovações até 48 meses após o vencimento, aumentaram a burocracia e os custos, o que pode ter levado à desistência de solicitantes.
Entre as medidas implementadas por Trump está a criação de uma taxa adicional de US$ 250 (R$ 1.390) para cidadãos de países que precisam de visto, como o Brasil, valor que será acrescido à tarifa atual de US$ 185 (R$ 1.080) quando a permissão for concedida.
Bahia Notícias/Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil



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