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Política

Espaço do Leitor

Artigo: a legalização do porte de armas no Vale do São Francisco: uma questão de vida e morte

"A arma na mão do cidadão de bem não mata ninguém". A frase do engenheiro e político brasileiro Rogério Peninha Mendonça, é um pensamento comum entre os defensores do direito à posse e ao porte de armas no Brasil, ao qual, em minha perspectiva, se torna contraditório, uma vez que a criminalidade não deixaria de existir só porque o "cidadão de bem" possui o domínio sobre a posse do objeto. Ao contrário, haveria ainda mais violência.

Colocando em exposto e discutindo sobre esse mesmo termo, como seria possível distinguir quem seria ou não um "cidadão de bem"? Isso seria, praticamente, impossível...

Espaço Leitor

Juazeiro e o mito da “certidão de nascimento”:  O bairrismo, como obstáculo ao futuro

Afinal, quem pode administrar e representar Juazeiro? 
Juazeiro não nasceu como cidade no sentido clássico; foi, antes, uma contingência geográfica, uma solução logística que ligou a menor distância da parte navegável do Rio São Francisco ao porto de Salvador, então capital da Colônia: 87 léguas. Era, portanto, a porta fluvial mais próxima entre o coração do semiárido e a então capital da Colônia, Salvador, o que a transformou, desde cedo, em entreposto natural entre interior e litoral, sertão e império. Juazeiro.
Em 1833 Juazeiro foi elevada à categoria de Vila, e era conhecida como o pomar do São Francisco. Petrolina, pelo menos até 1840, sequer era habitada.
Contudo, Juazeiro não se fez apenas de águas e caminhos. Tornou-se, também, território de convergência étnica e cultural. Não apenas os flagelados das secas nordestinas aqui aportaram. Vieram também povos distantes, tragados pelas convulsões geopolíticas do século XX. Após o colapso do Império Otomano, ao final da Primeira Guerra Mundial, quando tratados foram firmados entre tapeçarias mouriscas e minaretes em ruínas, exilados do Oriente, sírios, libaneses e judeus lançaram-se ao mundo. E, como se seguissem constelações invisíveis, encontraram no sertão baiano uma improvável Jerusalém do comércio e da resistência.
Ainda assim, por algum mecanismo inexplicado da psique coletiva, o juazeirense passou a desenvolver uma espécie de xenofobia política. Criou-se a ideia, quase dogmática, de que apenas os filhos da terra poderiam legitimamente governá-la ou representá-la, prefeitos e deputados deviam nascer sob o mesmo sol que seca nossas caatingas. Uma fidelidade geográfica que, paradoxalmente, ignorou a história de seus maiores benfeitores.
Manoel Novaes, por exemplo, não nasceu em Juazeiro: era pernambucano de Floresta, e, no entanto, foi o deputado federal com maior legado na história da cidade. Desde seu primeiro mandato em 1933 até 1987, defendeu com vigor os interesses da região. Foi por suas mãos que se sustentou a construção da Ponte Presidente Dutra, mesmo quando ameaçada de paralisação (1). A ele se deve também o imenso prédio dos Correios, e a atuação decisiva na Comissão do Vale, embrião da atual Codevasf, além dos projetos experimentais de irrigação que transformaram paisagens e destinos.
Na outra ponta, temos Jorge Khoury, juazeirense de nascimento e ex-prefeito. Foi deputado federal entre 1991 e 2011. No entanto, ao consultar sua biografia oficial na Câmara dos Deputados, observamos um curioso padrão: sucessivas licenças para exercer cargos no executivo estadual (2):
“Licenças:
Licenciou-se do mandato de Deputado Federal, na Legislatura 1991-1995, para exercer o cargo de Secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, de 2 de janeiro a 31 de janeiro de 1995. Licenciou-se do mandato de Deputado Federal, na Legislatura 1995-1999, para exercer o cargo de Secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, de 3 de fevereiro de 1995 a 3 de abril de 1998. Licenciou-se do mandato de Deputado Federal, na Legislatura 1999-2003, para exercer o cargo de Secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia de 2 a 31 de janeiro de 2003. Licenciou-se do mandato de Deputado Federal, na Legislatura 2003-2007, para exercer o cargo de Secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia, de 4 de fevereiro de 2003 a 14 de fevereiro de 2006 e a partir de 21 de fevereiro de 2006. Licenciou-se do mandato de Deputado Federal, na Legislatura 2007-2011, para tratamento de saúde, por 30 dias, a partir de 8 de novembro de 2010, e de 8 de novembro a 8 dezembro de 2010.”
É possível que alguém refute meu exemplo com Jorge Khoury e sustente que ele contribuiu significativamente para com Juazeiro por meio dos cargos que ocupou nas secretarias do Governo do Estado. Contudo, quem reconhece esse mérito provavelmente também concordará que Juazeiro carrega uma contradição peculiar, um veredeiro paradoxo: cobra, com veemência, que seu representante na Câmara Federal possua certidão de nascimento juazeirense, como se o vínculo geográfico fosse mais importante que o compromisso efetivo com a cidade.
No fundo, sabemos, racionalmente, que o essencial é o comprometimento com os interesses de Juazeiro. Apenas isso. O padrão-ouro do investimento público deveria ser, e em outros tempos foi o das obras estruturantes: universidades, polos de irrigação, instituições de ciência e tecnologia. Nesse campo, destaca-se Osvaldo Coelho, também juazeirense, ao propor a criação da Universidade Federal de Petrolina. E mais: não hesitou em apoiar a transformação do projeto em Universidade do Vale do São Francisco, garantindo que Juazeiro fosse incluída no campus multicampi, o que angariou o apoio da bancada baiana no Congresso. 
Pera aí. Osvaldo Coelho, deputado federal juazeirense? 
Pelos nossos padrões políticos paradoxais, sim. Nasceu aqui, embora tenha feito carreira política em Pernambuco. (e fez muito mais do que outros também nascidos aqui. Juazeiro deve uma homenagem a Osvaldo Coelho).
Bruno Reis, ex-deputado estadual na Bahia, prefeito reeleito da cidade do Salvador, nunca foi atacado por ser um pernambucano, nascido em Petrolina.
Precisamos abrir a mente e aceitar que não temos um juazeirense viável ou mesmo tempo hábil para encampar uma candidatura para deputado federal. Não é problema de nomes, que temos. Mas de conseguir romper a estrutura vigente de emendas parlamentares que sequestrou o orçamento da União, transformando deputados e senadores com mandatos e naturais reeleitos.
 Nesse cenário asfixiante, Juazeiro precisa refletir sobre sua identidade política. O bairrismo, que outrora pareceu virtude, tornou-se um obstáculo à expansão do horizonte cívico. É hora de repensar a representação parlamentar não com base na certidão de nascimento, mas na capacidade concreta de transformar a cidade com ideias, projetos e coragem política.
Precisamos estabelecer diálogos viáveis com quem, juazeirense ou não, possa trazer recursos para o Município.
Porque Juazeiro, que nasceu do rio, dos caminhos e dos encontros improváveis, não pode se permitir morrer afogada em suas próprias fronteiras imaginárias.
(1) ((https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=170109)
(2) (https://www.camara.leg.br/deputados/74552/biografia)

Professor  Dr. Luiz Antonio Costa de Santana Doutor em Direito (UNLZ) Doutor em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental (UNEB) Mestre em Dinâmicas do Desenvolvimento do Semiárido (Univasf) Professor da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) Professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Presidente da Comissão de Direito Constitucional da OAB/Petrolina...

Espaço do Leitor: Ah, que vida é essa... é a vida!

Certa música diz: "deixa a vida me levar..." Que vida, que tipo de vida, pergunto eu? Parece que houve uma mudança radical na vida e na forma de viver...

parece que o sentido da existência foi deturpado de maneira tal que o Ser Humano ficou em segundo plano, quando deveria ser o primeiro e o maior protagonista.....

Juazeiro: "Situação é crítica na Casa de Apoio do TFD em Salvador, diz comunitário. Prefeitura responde

"A Situação crítica da Casa de Apoio do TFD em Salvador". a denucia é de João Marcos, comunitário e acompanhante da mãe, paciente do TFD. "Venho denunciar o estado deplorável da Casa de Apoio de Juazeiro em Salvador, onde estou neste momento. Hoje, segunda-feira, 14 de julho de 2025, véspera do aniversário de Juazeiro, encontrei:
     Ventiladores com fios pendurados e presos por fita adesiva;
      Mesas e bancos com ferrugem, partes quebradas e madeira podre;
    Grades das camas do quarto masculino quebradas;
      Colchões rasgados e mal conservados.

É inaceitável que pessoas em tratamento de saúde — como minha mãe — passem por isso. Esse descaso é responsabilidade direta do prefeito Andrei Gonçalves, do vice-prefeito Tiano Félix, e da Câmara de Vereadores, representada pelo presidente conhecido como "mito do sindicato"...

Espaço Leitor

Artigo: Comemorar o quê?

Há muito tempo Juazeiro não tem o que comemorar. O  aniversário da cidade é um acontecimento importante; não pode e não deve passar em branco.

O que dizer aos munícipes, que a data de aniversário, da emancipação de nosso município, vai passar em branco?..

Texto João Chaves - Médico Foto Ilustrativa freepik

artigo: O Brasil Não Pode Pagar a Conta da Briga Pelo Poder

O recente embate envolvendo a taxação entre Estados Unidos e Brasil revela, mais uma vez, que o povo está sendo colocado em segundo plano pelas disputas políticas.

De um lado, o presidente Lula adota um discurso provocativo e ideológico contra os Estados Unidos, colocando em risco acordos comerciais importantes e tensionando uma relação que exige pragmatismo...

Cesar Miller 

PARABÉNS CAFÉ COM BLOG! PARABÉNS JUAZEIRO PELOS SEUS 147 ANOS!

Hoje (doming )  me "enfeitei" para retornar à academia que funciona até o  meio dia. Achei de dar uma olhada na entrevista de Luis Antônio Costa ao Café com Blog pelo YouTube, que até então, não havia assistido.

Resultado, não consegui parar e fui até o final, a academia ficou para o velho se houver amanhã...

Artigo - A esperança por dias melhores: O esperançar!

A virtude de saber esperar com confiança é a definição mais simples da esperança. Aguardar com fé muda, absurdamente, a forma como lidamos com a vida e enfrentamos os desafios mais tenebrosos dela.

Por outro lado, a desesperança potencializa o desespero e anula a confiança em dias melhores. Por essa causa, necessitamos compreender com mais propriedade o esperançar (agir com esperança).  Você sabe o que é?..

O Vale do São Francisco perde um mestre da odontologia

O Vale do São Francisco amanheceu mais triste nesta quarta-feira, 9 de julho de 2025, com a súbita partida do Dr. Eduardo Numata, um profissional exemplar e um ser humano de grande valor.

Reconhecido pela excelência e pioneirismo na implantodontia, Dr. Eduardo dedicou sua vida ao cuidado de seus pacientes com rigor técnico e um olhar sensível, que ultrapassava a simples prática clínica para construir relações de confiança e amizade...

Por Pastor Teobaldo - Foto arquivo pessoal

Artigo: A direita precisará aprimorar sua visão social para retomar o poder

Enquanto alguns da Esquerda incitam a luta dos pobres contra os ricos, mesmo vivendo na riqueza, é visível, por outro lado, uma sensibilidade social frágil, meramente retórica ou pontual, entre muitos agentes políticos da Direita. Com isso, perdem oportunidades cruciais de estabelecer diálogo e promover construção política.

Falta-lhes uma visão mais profunda e estratégica das necessidades das classes D e E, quase sempre ignoradas ou interpretadas sob visões ideológicas que desprezam o sofrimento...

Texto: Teobaldo Pedro é pastor, teólogo, educador, filósofo e psicanalista. Foto gerada por IA

Espaço do Leitor: Morador denuncia que não consegue marcar consulta com cardiologista em Juazeiro

Morador denuncia que não consegue marcar consulta com cardiologista em Juazeiro. De acordo com Paulo Ribeirom"O motivo da manifestação se refere ao que será dito: palavras da minha sogra "em fev/2025 fui ao CAIC do bairro Argemiro (porque o posto de saúde na Avenida Cristalina está em reforma).

"Fui atendida pela médica, contei sobre os meus problemas crônicos, a mesma encaminhou algumas guias para que possa ser consultada por médico cardiologista e médico de tireoide.  Até hoje não consegui a consulta com cardiologista, e preciso ser acompanhada por essa especialidade. Consegui a consulta com médico de tireoide e há três meses aguardo a autorização de exames de sangue e um ultrassom",

"A agente de saúde do bairro, fica responsável por entregar no endereço do paciente as guias e comunicar sobre o agendamento, porém  as notícias não são boas. Preciso passar pelo Cardiologista e nada até agora, não sei mais o que fazer, não tenho renda alguma e a única que tinha que era o bolsa família foi cortado. Sou idosa, moro sozinha, mas não consigo o benefício de amparo do idoso por não ter 65 anos".    ..

Espaço Leitor

Artigo - Ilha do Fogo: de quem é o chão onde arde a história?

1. Entre as inúmeras ilhotas que pontilham o leito vigoroso do rio São Francisco, poucas reúnem, com tamanha densidade simbólica e material, os traços geológicos, históricos e sociais que convergem na Ilha do Fogo. Não se trata apenas de um acidente geográfico. Composta, segundo levantamento publicado na Revista Estudos Geológicos (Potencial geoturístico das ilhas fluviais do Submédio São Francisco1), por afloramentos de fósforo e cianito, uma singularidade mineralógica na vastidão fluvial do Nordeste, a ilha representa um entrecruzamento notável entre natureza e história, ciência e política, memória e conflito.

2. Situada no coração urbano que une Juazeiro e Petrolina, a Ilha do Fogo ostenta a condição única de praia fluvial urbana dotada de condições ideais para o usufruto coletivo pelas populações das duas cidades, aspecto fundamental contido da ação popular a que dei ingresso em 2012, em face do fechamento da ilha pelo Exército, que perdurou entre 2012 e 2015...

Artigo - Embate sobre o IOF: governo, Congresso e a sombra da inflação

A recente investida do governo em aumentar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) por meio de decreto, e a subsequente barragem dessa medida pelo Congresso Nacional, acendeu um intenso debate jurídico e político no Brasil.

A questão transcende a mera disputa orçamentária, levantando sérias preocupações sobre a separação de poderes, a interpretação constitucional e o impacto direto na vida do cidadão comum...

Artigo - A revolução da Inteligência Artificial no sistema bancário

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma necessidade estratégica no setor bancário.

A tecnologia vem impulsionando uma nova era de automação, tornando os bancos mais inteligentes, eficientes e capazes de alcançar resultados financeiros mais robustos, além de melhorar a experiência do cliente...

Espaço do Leitor: Cadeirante não embarca em ônibus da linha do Quidé por motivo de elevador quebrado

Uma cadeirante que procurou embarcar em um ônibus da linha Quidé, da empresa de coletivo desta cidade de Juazeiro – BA, na terça feira, 01 de julho, não conseguiu fazer a sua viagem por motivo do elevador para cadeirantes se encontrar quebrado.

O motorista até tentou fazer com que o mesmo funcionasse, mas não obteve êxito na sua tentativa. Ao verificar a porta elevatória via-se nitidamente a ferrugem que provavelmente é falta clara de manutenção...

Artigo: O imponderável na política

Na política há um fator incontrolável que não pede licença para entrar no saguão eleitoral e mudar o mapa dos votos. É o imponderável. Pode ocorrer a qualquer momento em qualquer lugar. Acidentes ou incidentes graves, eventos de grande impacto, borrascas inesperadas se escondem na caixa das coisas imponderáveis.

Começo contando o caso do jumento no Piauí. Eleições de 1986, comício de encerramento de Freitas Neto, do antigo PFL, na Praça do Marquês. Desde a manhã os carros de som convidavam o povo para o monumental show de Elba Ramalho. Às 18h, praça lotada, a massa urrava:..

Espaço Leitor

Moradores denunciam incêndio em terreno privado com entulho e cobram providências

Em e-mail encaminhado ao Blog nesta segunda-feira (30), moradores de área próxima a um terreno situado na esquina da Rua Sebastião de Paula, com a Rua Toufic Nicola Khoury, no bairro Santo Antônio, denunciam o descaso do proprietário com o terreno. 

Segundo os moradores, reclamações já foram feitas perante a Ouvidoria do município desde fevereiro deste ano...

Redação RedeGN

ESPAÇO DO LEITOR: ELISEU, UM JUAZEIRENSE ALÉM DO SEU TEMPO.

Em 2028 já serão 150 anos da elevação de Juazeiro a categoria de cidade e nessas quase 15 décadas a história de Juazeiro foi escrita por inúmeros juazeirenses nativos ou não e que precisam ser lembrados e relembrados para não parecer que somos apenas resultado de um presente recente que dispensa comentários. 

Pelo Instagram fui despertado nesse 29 de junho por um texto singelo de Cláudia Morikawa, filha primogênita de Eliseu, homenageando o seu saudoso pai na data que completam 32 anos do seu precoce e repentino falecimento...

Artigo - Metadados: a chave para vencer o caos informacional

 

Estamos vivendo em uma era exponencial de crescimento de dados: a previsão de que até o final desse ano o volume de dados digitais no mundo alcance 175 zettabytes...

Morador denuncia esgoto estourado no centro de Juazeiro (BA)

Em e-mail a Rede GN morador revelou enorme descontentamento com a gestão do SAAE - Serviço de Água e Saneamento Ambiental que ainda não resolveu o problema de um esgoto estourado no centro da cidade.

Confira: "Esgoto Estourado na rua Antonio Pedro, não tenho mais palavras para cobrar uma resposta do SAAE. Sou Rosemario, morador da rua Antônio Pedro, já abrimos reclamação por mais de quatro vezes e desde 05/05/2025, que estamos esperando e convivendo com mau-cheiro, e o SAAE nada" pontuou o denunciante...

Da redação Rede GN

WALDECK ORNÉLAS – A VOLTA DA NAVEGAÇÃO NO SÃO FRANCISCO

O São Francisco, outrora conhecido como rio da unidade nacional – pela importância e relevância que teve no processo de colonização do país, – terminou esquecido e abandonado como via de transporte, papel que por longo tempo exerceu com grande eficiência e significânciaeconômica e social.

Era, então, praticamente a única alternativa de comunicação existente entre as várias comunidades ribeirinhas. Sucumbiu ao rodoviarismo, ideologia do setor de transportes que predominou a partir de meados do século passado...

Fonte: Bahia Econômica

Artigo: Lembrando Luiz Gonzaga, antes que seja tarde

Porque hoje é dia 22 de junho de 2025, vou recontar esse momento sutil. Enquanto descia de Santa Teresa, Tio de Janeiro, num tempo bem passado, com o ator Beto Quirino, com o saudosíssimo poeta Chico Salles e com o também poeta Ivamberto Albuquerque, eu procurava na imaginação o disco gonzagueano no qual o Rei do Baião encantara para a eternidade suas versões para canções completamente estranhas ao seu repertório tradicional.

O Canto Jovem de Luiz Gonzaga veio e vem, de certa forma, contrapor-se ao discurso segregador. Procurando um melisma que também avoasse pelo dissonante, a sanfona e a voz do bardo encaixaram-se com certa delicadeza, mastigando mansamente as notas quase deslocadas da bossa nova e do tropicalismo...

Espaço Leitor Foto arquivo Ney Vital