RedeGN - ARTIGO - DISCRIMINAÇÃO ENGRAVATADA (DIÁRIO DA REGIÃO, 29 ABRIL 2004)

ARTIGO - DISCRIMINAÇÃO ENGRAVATADA (DIÁRIO DA REGIÃO, 29 ABRIL 2004)

Na miscigenação racial deste imenso tapete verde-amarelo, todo mundo é nagô, estando presente predominantemente o sangue da raça negra. Demonstrar desdém em relação à cor da pele que reveste externamente o corpo humano de cútis branca, parda, preta ou amarela é uma discriminação patogênica manifestada por alguns indivíduos alienados, idiotas e nanocefálicos.

A cor ideal do homem deve acima de tudo, representar seus atos probos, sua conduta ilibada, bem como a prática salutar de ações dignificantes que o possa conceituar. Não há ser humano sem cérebro, pois todos foram dotados pelo Criador de juízo e imaginação. Logo, todos nós temos um centro intelectivo com capacidade de discernimento para praticar condutas que são enxergadas e julgadas pela sociedade quanto ao mérito; jamais, portanto, de conformidade com a tonalidade da cútis.

A pretendida cota preferencial para os negros, os índios e os pardos, além de prioridade humilhante, é prática irracional descabida e vergonhosa, pois se constitui em mais um fator exógeno a alimentar a discriminação quando não leva em conta que o ingresso à universidade é afetado, na realidade, não pela cor da pele, mas tão-somente pelo quadro injusto que nos impõe o modelo capitalista brasileiro. Acima de tudo, a discriminação é contra os pobres.

Confira o texto na íntegra aqui...

Geraldo Dias de Andrade é Cel. PM/RR – Bel. em Direito – Membro da Academia Juazeirense de Letras – Escritor – Cronista – Membro da ABI/Seccional Norte.