RedeGN - Grupo Todos por Beatriz reforça cinco argumentos para a criação da CPI do Caso Beatriz

Grupo Todos por Beatriz reforça cinco argumentos para a criação da CPI do Caso Beatriz

Depois de caminhar 700 km, trecho percorrido entre Petrolina e Recife, para cobrar Justiça por Beatriz, os pais da menina Beatriz reforçam também os argumentos para a criação de uma CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito.

Neste final de semana, Lúcia Mota gravou video cobrando da deputada Dulcineide Amorim e também da Mandata Coletiva do Psol, e de delegada Gleide Angelo a assinatura para garantir a CPI DO Caso Beatriz. No audio Lúcia argumenta sobre a importância da CPI e questiona a "tentativa de desarticulação da CPI devido a falta de assinaturas das deputadas do PT e PSOL".

"Deputados vocês representam a vontado do povo. Se manifestem a favor da justiça, da verdade, da vida, assinem a CPI precisamos de vocês", escreveu Lúcia nas redes sociais.

Após o Governo ter apontado Marcelo da Silva como assassino da menina Beatriz Angélica e o suspeito ter negado a autoria do crime através de uma carta divulgada pelo seu advogado, o deputado estadual Romero Albuquerque (PP) decidiu que o episódio exige participação mais efetiva do legislativo estadual. Ele anunciou o pedido de uma CPI para investigar o que, de fato, aconteceu em Petrolina naquela noite, há seis anos.

“Temos, em primeiro lugar, uma mãe e um pai que têm o direito de saber a verdade, toda a verdade. Temos a Polícia Civil, que precisa dar esclarecimentos a essa família e a toda sociedade. Se este homem, agora, diz que não é o autor do crime, mas a Secretaria de Defesa Social garantiu que, após seis anos, identificou o DNA do suspeito na arma do crime, alguém está faltando com a verdade”, disparou. "E a instituição não pode ser ridicularizada publicamente por um criminoso", completou. 

O deputado estadual Romero Albuquerque (PP) repercutiu nas redes sociais e provocou o primeiro debate acalorado do ano na Assembleia Legislativa de Pernambuco, as criticas às colegas Gleide Ângelo e Jô Cavalcanti (PSOL). 

Segundo Albuquerque, as deputadas trabalharam contra a criação da comissão desde que ele deu início à coleta das assinaturas. O deputado pareceu bastante irritado com a mandatária do coletivo Juntas que, segundo ele, vazou a lista dos parlamentares que já haviam assinado e ajudou a pressioná-los a desistir da iniciativa.

Durante uma entrevista, Albuquerque admitiu que a CPI não acontecerá. “Se eu pudesse responsabilizar duas pessoas por não termos criado essa CPI, seriam Gleide e a Juntas”, disse ao jornalista Aldo Vilela, dando detalhes da movimentação “mal-assombrada” nos bastidores.

Para ser protocolado, o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito precisa ter, além da assinatura do autor, o apoio de outros 16 deputados, totalizando um terço dos parlamentares. 

Albuquerque conta ter o apoio oficial de 12 colegas e o compromisso de outros três deputados de situação. Somando, ainda assim faltaria 1 assinatura para alcançar o objetivo. De acordo com ele, Jô e Gleide teriam se esforçado para jogar um balde de água fria nas articulações e argumentado, através de ligações e conversas, não haver necessidade de instaurar uma CPI.

“Não achávamos que seria tão difícil. Esse não é um trabalho de oposição, nem é algo para expor ou duvidar do trabalho da Polícia. Muito pelo contrário. A CPI é uma prerrogativa de qualquer casa legislativa, tem sua legitimidade respaldada pelo regimento interno e, neste caso, tem o único objetivo de agregar às investigações”, disse.

CONFIRA NOTAS DEPUTADA DULCI AMORIM: Deputada Dulci  Amorim declara: "Faço questão de ser a 17ª a assinar pela abertura da CPI do Caso Beatriz"

No fim da noite deste domingo (6), a deputada estadual Dulci Amorim (PT) usou as redes sociais para fazer um anúncio em resposta aos questionamos da mãe da menina Beatriz Angélica Mota, feitos através da imprensa e das redes sociais. Depois de até ser apontada como uma das desarticuladoras da CPI do Caso Beatriz, a parlamentar, que nunca havia se negado a assinar pela abertura da CPI do Caso Beatriz, garantiu que dará sim a assinatura para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

"Diante de vários apelos que recebi, nesse final de semana, da sociedade, da mãe de Beatriz, como também do colega deputado Romero Albuquerque, onde houve todas as explanações dizendo que para a CPI só falta uma assinatura. Diante dessa informação, deixo aqui o pedido para que, até amanhã, dia 7, no pôr do sol, se Romero me enviar o documento digitalizado com as 16 assinaturas, estarei assinando a 17ª", assegurou a deputada sertaneja, acrescendo que é uma questão de honra atender aos apelos da população.

Além disso, Dulci Amorim também anunciou o cancelamento da Audiência Pública, até então marcada para a próxima quinta-feira (10). "Com a CPI sendo realizada, é mais viável concentrar os esforços nela, otimizando os trabalhos em busca das respostas que toda a sociedade brasileira espera", justificou a parlamentar.

Vale destacar que a Audiência Pública foi solicitada no dia 20 de dezembro  de 2021 e mantida em sintonia com a vontade manifestada pelos pais da criança, que foi assassinada de forma brutal em dezembro de 2015, no colégio particular que estudava em Petrolina.

Nota da Deputada Dulci Amorim sobre as declarações da mãe da menina Beatriz

Para conhecimento da imprensa e da população pernambucana, o pedido de realização de uma Audiência Pública sobre o Caso Beatriz na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), foi feito à Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular no dia 20 de dezembro de 2021. Essa, foi apenas mais uma das iniciativas do nosso mandato em apoio ao movimento Somos Todos Beatriz.

Eu e o ex-deputado estadual Odacy Amorim sempre nos colocamos como facilitadores do diálogo entre a família da menina e o governo estadual, e cobramos esclarecimentos, inclusive levando esse debate para a Alepe. Além disso, esse tema nunca foi pauta das campanhas eleitorais que participamos.

É importante frisar que, no dia da coletiva de apresentação dos detalhes sobre o indiciamento do suspeito do homicídio, 12 de janeiro no Recife, conversamos com os pais da menina e os consultamos sobre a manutenção da audiência pública diante dos novos fatos. Assim, foi acordado com eles de que o encontro na Alepe deveria ser mantido.
    
A Audiência Pública sobre o Caso Beatriz, marcada para o próximo dia 10 de fevereiro, está mantida e é vital a participação de todos os envolvidos. Diante disso, salientamos que o resultado dela será determinante para vislumbrar a necessidade da realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), inclusive podendo contar com o nosso voto favorável.

Considerando o nosso cuidado e a nossa atenção à luta da família da criança, lamentamos e recebemos com surpresa as declarações sobre um suposto boicote à CPI do Caso Beatriz , uma vez que transformar o assassinato de uma menina a facadas, dentro de uma escola, em capital político é, no mínimo, desumano. 
 
Por fim, reforçamos que a busca por justiça da família da menina é legítima, que nenhuma família merece ocupar esse lugar de sofrimento e dor que está, desde 2015, a família da pequena Beatriz. No entanto, é importante manter a serenidade e o respeito às pessoas que verdadeiramente estão no lugar de colaboradores e parceiros solidários nessa caminhada. 

Redação redeGN