Nos últimos anos, com o avanço da inteligência artificial, foi possível criar vídeos, imagens e áudios extremamente realistas. Conhecidas como deepfakes, essas montagens sintéticas têm preocupado especialistas, principalmente em períodos eleitorais, por conta da disseminação de desinformação e da dificuldade cada vez maior de diferenciar o que é verdadeiro do que é falso. O alerta está aceso para as eleições de outubro próximo.
Com a circulação rápida desses conteúdos nas redes sociais e aplicativos de mensagens, vídeos manipulados podem influenciar a opinião pública e gerar dúvidas no eleitorado. Para o especialista em Direito Eleitoral, Luiz Eugênio Scarpino Júnior, pós-doutorando da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP, identificar esse tipo de conteúdo tem se tornado um desafio até mesmo para usuários mais atentos. “Esta é uma tarefa cada vez mais desafiadora. Até porque aquilo que nós conhecemos como fake, na verdade, é adulteração sintética de vídeo, imagem ou som de forma realista.”
O especialista também alerta para conteúdos que circulam apenas em aplicativos de mensagens, sem qualquer confirmação em veículos jornalísticos ou agências de checagem. “Montagens geralmente com manchetes bastante sensacionalistas, é aquele conteúdo apenas circular por meios de comunicadores instantâneos, WhatsApp, Telegram e sem que isso esteja refletido dentro da grande mídia.”..