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Foram encontrados 396 registros para a palavra: Agenor Santos

Artigo: A GUERRA FRIA QUE DEU VIDA À ESQUERDA-DIREITA

Assim como eu, certamente um elevado número de leitores deste Blog foi, também, contemporâneo nos tempos da Guerra Fria, iniciada após a 2ª. Guerra Mundial e que durou todo o período de 1949 a 1989. Mal a guerra acabou no ano de 1945, depois de ter trucidado mais de 50 milhões de vidas, e já os principais parceiros que se uniram e comandaram as forças militares contra o nazismo alemão de Adolf Hitlher, logo começaram uma nova disputa pelo poder: RÚSSIA e ESTADOS UNIDOS. Os russos, após a Revolução de 1917, invadiram alguns territórios do antigo Império Russo e ajudaram os comunistas a conquistarem o poder, formando, a partir daí, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. O Império Socialista se corporificou em torno do partido único ou Partido Comunista, sem democracia e uma economia sob o comando total do Estado. Enquanto isso, do lado oposto, e com políticas totalmente divergentes, estava a nação americana como defensora de uma economia de mercado, sistema democrático e a defesa da propriedade privada. A polarização desses princípios entre as duas potências gerou a luta permanente pela hegemonia política, econômica e militar no mundo.

Todas as nações que participaram da guerra mundial, inclusive o Brasil, sentiram dolorosamente as suas consequências e, obviamente, conviviam com um estado de dependência que inspirava a necessidade de estar do lado das potências capazes de oferecer segurança, principalmente pelo poderio militar que evidenciavam. Assim é que dois blocos militares foram formados, sendo que os Estados Unidos e os países da Europa Ocidental se uniram (1949) em torno da OTAN-Organização do Tratado do Atlântico Norte (integrado por Estados Unidos, Canadá, Itália, Inglaterra, França, Espanha, BélgicaDinamarca, Alemanha Ocidental, Suécia, Holanda, Áustria e Grécia), enquanto o Leste Europeu criou (1955) o PACTO DE VARSÓVIA (formado pela Rússia, e mais os aliados ChinaCoreia do NorteRomênia, Alemanha Oriental, Albânia, Polônia e Tchecoslováquia, além de Cuba). O confronto militar, conquanto sempre esperado, deu lugar a uma guerra mais psicológica em que cada qual procurava exibir o seu potencial bélico e impressionar os seus aliados. A prova mais contundente nessa batalha pelo poder, ficou evidenciada na divisão do troféu herdado na vitória sobre Hitler, quando dividiram a Alemanha, inicialmente em quatro partes, ficando três com os Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, com o nome de Alemanha Ocidental - posteriormente unificadas numa só - e a outra parte com a Rússia, à qual foi dado o nome de Alemanha Oriental...

Artigo – BRASIL: O DIREITO DE CONTINUAR SONHANDO

Não teria, jamais, a pretensão de que o nosso Brasil se transformasse no País das Maravilhas dos Contos de Fada, visto que a realidade vai muito além dos sonhos infantis. Mas temos o direito, como cidadãos, de ter os nossos próprios sonhos de adultos, que não são envolvidos pelos encantos da fantasia, mas, sim, revestidos das expectativas próprias do mundo real onde há alegria e tristeza, amor e ódio, sorrisos e lágrimas, mentiras e verdades, certezas e incertezas, e tantos outros matizes que se contrapõem a todo instante.

Embora não exista um normativo que defina os diversos estágios do crescimento de uma nação, assim como ocorre com o ser humano que desenvolve etapas desde o pré-natal, passa pela infância, adolescência, juventude e a esperada idade adulta, um país vai se formando e se estruturando a partir da sua descoberta. O seu perfil inicial como nação lhe é atribuído, gradativamente, pelos seus descobridores e o seu amadurecimento vai se consolidando ao longo das décadas e dos séculos de sua trajetória histórica, período em que o seu povo e as suas lideranças vão assimilando as influências permitidas pelo tempo, formando pouco a pouco o seu próprio perfil e definindo o tipo de nação que deseja ser. Obviamente que grandes acontecimentos históricos promoveram desvios de rumos, como os traços culturais deixados por invasores colonialistas externos no início, duas guerras mundiais arrasadoras, além da luta pelo poder que promove as revoluções e os golpes internos...

Artigo - ELEIÇÕES 2014: DÊ O VOTO PARA UMA NOVA SOCIEDADE

O cenário político nacional e regional se redesenha a cada novo dia, atribuindo aos ânimos e discussões notáveis graus de aquecimento entre os milhões de eleitores interessados em ver algo de novo e de bom acontecer à sua volta, sempre esperançosos de que alguma mudança possa surgir no horizonte na forma de se exercer as práticas político-administrativas neste nosso país. O prenúncio das coisas erradas que irão acontecer no futuro pós-eleitoral já se vislumbra, precocemente, com muita evidência na fase pré-eleitoral, bastando se analisar o elevado número de atitudes sem escrúpulos que se sucedem na formação das coligações partidárias e os frequentes rompimentos de acordos políticos não honrados. São tantos os fatos negativos que infestam esse universo político, que o eleitor fica mesmo baratinado em meio a um turbilhão de incertezas que afetam a sua tomada de decisão. Basta ver a quantidade de comentários encaminhados aos Blogs quando é abordado qualquer tema de natureza política, para se avaliar o elevado nível de ansiedade e dúvidas que dominam o eleitor, alguns até pedindo sugestão sobre nomes em que deveriam votar!

O mais deplorável em tudo isso, e que vem ao longo do tempo destruindo a imagem dos nossos políticos e até mesmo das pessoas comuns, é a concepção predominante do “vale tudo” ou comportamentos inspirados na ideologia pregada pelo italiano Nicolau Maquiavel do “relativismo da ética e da moral”, em que os fins justificam os meios”, práticas que hoje vem sendo comuns entre as pessoas, empresas e, principalmente, na política...

Artigo – HORA DE REPENSAR O HORÁRIO POLÍTICO, QUE NÃO É GRATUITO...!

A tradição nos traz à lembrança um tempo em que a campanha eleitoral era algo esperado com ansiedade pelos simpatizantes das correntes políticas então existentes, quando o pensamento dos candidatos e aquilo que realizaram ou que deixaram de realizar quando no exercício de cargos públicos faziam parte das discussões amistosas ou acirradas entre as pessoas no dia a dia. Era um tempo em que as partes brigavam na defesa dos seus pretendentes políticos. Os eleitores viviam numa ansiosa expectativa em participarem dos comícios e se empolgavam com os discursos vibrantes dos seus candidatos, após o que sempre aconteciam as alegres carreatas, que, ao final, levavam o seu líder até a residência ou terminavam na sede do Comitê do Partido. Embora a paixão fosse maior nas eleições para Prefeito Municipal, havia, também, uma grande emoção quando das eleições para Governador e Presidente da República, reconhecendo uma natural hierarquia no grau de importância dos pleitos.

Sem nenhuma dúvida, os tempos mudaram. Novas regras e novas leis deram um novo perfil ao processo eleitoral alterando diametralmente toda uma sistemática histórica de fazer política. As inovações introduzidas pelos novos recursos tecnológicos sofisticaram a elaboração do material de campanha, substituindo as ideias do político pela criatividade dos técnicos. Hoje, após o resultado de cada eleição, ao invés de se dar importância ao pensamento político do candidato, o destaque e os méritos são atribuídos ao marqueteiro que preparou a sua campanha, pelas estratégias usadas, as frases de efeito que criou etc. O advento da internet trouxe modernidade à comunicação direta com os eleitores, tanto das coisas boas de uma campanha quanto das maldades que infestam as redes sociais e que destroem a imagem dos candidatos, deixando marcas extremamente negativas à forma de se pugnar por novas conquistas na administração pública em todos os níveis...

Artigo – UMA NAÇÃO PERPLEXA!

Nos últimos tempos ou mais precisamente nas últimas décadas foram tantos os acontecimentos nacionais mais tendentes em manchar a nossa história política e econômica do que enobrecê-la que, de repente, a sensação de ufanismo que já dominava o sentimento de patriotismo do cidadão brasileiro passou a dar lugar a um espectro tenebroso de que “há algo podre no reino da Dinamarca” ou “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”, como afirmou o grande Shakespeare, em sua obra Hamlet. O espaço reservado pelo Blog para um artigo ou crônica não poderia, jamais, absorver a impressionante lista de escândalos sucessivos que vem envergonhando a Nação, nem o leitor teria paciência para dedicar um pequeno tempo de leitura a tão inesgotável manancial de sujeiras de toda natureza. A cada autor fica reservado um mínimo de mérito por chamar os leitores à reflexão, na tentativa de que novos conceitos e princípios sejam multiplicados, porque somente através da transformação cultural essa sociedade irá se salvar, uma vez que a punição de culpados - coisa que quase nunca acontece – tem se mostrado uma medida inócua para o resgate de nossa história.

São tantos os personagens e atores que integram esse teatro nefasto para a vida brasileira, que o melhor é que não fossem citados nominalmente até mesmo para não valorizá-los. Mas para fazer justiça aos justos, que são poucos nesse cenário, seria melhor que os titulares desse time fossem escalados nominalmente... As gerações que tiveram o dissabor de viverem entre 1990 e 1992, período de governo do Presidente Fernando Collor de Mello - apenas dois anos e seis meses de governo! - presenciaram não somente as experiências desastrosas de tantos escândalos em tão curto tempo, como o fato inusitado de ter sido o seu próprio irmão Pedro Collor de Mello o principal denunciante, o que já indicava a alta gravidade do caso. Não somente em razão dos atos de governo como o congelamento dos salários e preços, e o confisco de todos os recursos em Depósitos Bancários de toda a população, mas, principalmente, pelo esquema de corrupção montado pelo seu assessor financeiro de campanha Paulo César Farias, o “PC”, ainda assim, certamente que a comparação com os escândalos da atualidade está levando à conclusão de que o “Escândalo Collor” foi “fichinha” diante dos fatos dos dias de hoje. Todos os envolvidos naquele episódio tinham apenas o Grau de Graduação na bandidagem pública e tanto é verdade que a assessoria de Collor inventou ter obtido um empréstimo externo de 5 milhões de dólares para cobertura dos gastos com a Casa da Dinda, o que não existiu, denominada “Operação Uruguai”. Chama a atenção de qualquer um a atitude primária adotada pelo seu assessor Cláudio Vieira, à época. Resumindo essa época Collor, o Congresso afastou o presidente através da votação do seu “impeachment” ou impedimento, afastando-o do cargo. O que surpreende e salta aos olhos, é o absurdo do Supremo Tribunal Federal ter julgado 14 processos que existiam contra o Collor somente em 2014 ou 22 anos depois e ainda ter declarado a sua inocência total! Pasmem! Não se surpreendam se o ex-presidente entrar com um pedido de indenização ao Estado por prejuízos e danos morais, e nós, os eternos idiotas contribuintes é que iremos pagar a conta! E olhem que o ex-presidente voltou à política como atual Senador pelo seu Estado de Alagoas!..

Artigo – BRASIL - REFORMA POLÍTICA, URGENTE!

As centenas ou milhares de placas espalhadas ao longo das vias públicas anunciando os nomes dos pleiteantes a cargos eletivos nas próximas eleições sinalizam que o país apenas acabou de sair das naturais excitações da Copa do Mundo e já convive com uma nova efervescência coletiva. Alguns nomes indicados nas placas se salvam da ira popular porque tiveram certo peso político num determinado período da história recente, seja na esfera municipal, estadual ou federal, e olha que não são muitos os que escapam! Outros tantos, todavia, se enquadram muito mais nos grupos de políticos apelidados com muita felicidade pelo professor e escritor Otoniel Gondim, em recente crônica, como “PREDADORES DO POVO” e “ESTRUPÍCIOS POLÍTICOS!”. Certamente que nesses dois grupos, em nível nacional, encontram-se milhares de candidatos, todos com perfil inadequado à atividade política por diversos fatores em razão de históricos de corrupção, improbidade administrativa, criminalidade, usurpação do dinheiro público, inescrupulosos, desonestos e ante-éticos, e muitas outras mazelas.  Alguns têm os nomes já podados pela lei da “Ficha Limpa” (são 14.000 políticos!) e desses já estamos livres, mas outros ainda sobrevivem amparados pelas liminares que lhes dão sobrevida. Nessa fase da campanha eleitoral até a natureza se rebela e mostra o seu protesto, porque existem placas de candidatos que o vento insiste, teimosamente, em não deixá-las em pé, deitando-as como se fossem a nocaute ou arremessando-as pelas calçadas.

Toda a ansiedade que domina o eleitor neste momento eleitoral, diante do desejo de estabelecer alguma mudança no cenário político, em todos os segmentos, e que lhe ofereça a oportunidade de sonhar novamente com um Brasil sério e depurado dessas pragas que vem destruindo as nossas instituições, de repente é atingida pela descrença e o abatimento. O estrangulamento dos conceitos básicos que constituem os princípios formadores do caráter do cidadão, também atinge no cerne da sua credulidade, destruindo as esperanças num monte de conquistas relevantes que espera alcançar para o fortalecimento de nossa sociedade...

Artigo – “AVÓS SÃO O MÁXIMO!”

Uma declaração muito frequente, a qual tem o meu completo endosso, é a de que “não há coisa melhor do que ter neto” e que me perdoem os filhos por essa verdade verdadeira, com redundância e tudo! Certamente que não cabe aos filhos terem qualquer parcela de ciúme porque os filhos de hoje terão netos amanhã e nós seremos duplamente ainda mais felizes: PORQUE TEREMOS BISNETOS!

Obviamente que, como um feliz avô de quatro netas, não seria ético ser o autor dessa crônica de homenagem a todos nós avós, mas fico muito feliz em fazer esse pequeno texto na reprodução dessa belíssima mensagem (da autoria de  Vanézia Alves), que homenageia os avós no seu dia que ocorreu nessa semana, em 26 de julho, cuja pérola a minha neta Larissa (9 anos) trouxe da sua escola, e alegremente entregou toda feliz aos seus avós. Eis o texto:..

ARTIGO: QUEM VAI PAGAR A CONTA?

É comum se dizer que “depois da tempestade vem a bonança”, afirmativa quase sempre verdadeira. É muito difícil, contudo, que os males produzidos sejam imediatamente esquecidos ou superadas as sequelas deixadas, principalmente quando entre as vítimas alcançadas pela tragédia se encontram crianças envolvidas. Os adultos, mais calejados com o sofrimento na luta pela vida, sentem, esbravejam, explodem a sua indignação de várias formas, mas, depois, superam com galhardia essas decepções. No dia do trágico jogo Brasil x Alemanha, a cada gol tomado todos viram que as câmaras eram focalizadas nas crianças que choravam entristecidas no estádio e cujas lágrimas rolavam tristemente em suas faces. Como era difícil aos pais explicarem a humilhação que estava acontecendo em campo! Era como se alguém tivesse o compromisso de escrever uma história e de repente mudou o seu curso, inexplicavelmente! Não somente nos estádios isso aconteceu, pois em cada lar onde filhos e netos se espalhavam pelas salas, devidamente ornamentados com as cores da pátria na espera ansiosa da festa final, envoltos em bandeiras e comendo pipocas alegremente, subitamente os soluços de um choro triste transformaram o ambiente doméstico, anunciando que o sonho acabou! Pela segunda vez em casa, e agora no Mineirazo! Só mudou o algoz, até mesmo para dar um descanso ao Uruguai e seu jogador Ghiggia!

Após o impacto inicial e a tentativa de superação da catástrofe, vêm as explicações nem sempre muito aceitáveis ou compreensíveis. Uma reformulação geral, profunda e profissional terá de ser feita, mas não será completa se não atingir o modelo de gestão vigente na Confederação Brasileira de Futebol, cujos presidentes, desde o tempo do Sr. João Havelange, a administram como se fosse um feudo ou Capitania Hereditária...

Artigo – BRASIL PERDE A COPA, MAS GANHA ALGUMAS LIÇÕES

Esse é um momento realmente difícil para a abordagem de qualquer tema que não tenha relação direta com o tufão ou tsunami que está varrendo o país de norte a sul, de leste a oeste, mexendo violentamente com as emoções de todo brasileiro. Nenhum cidadão, em sã consciência e no mais íntimo de suas reflexões, encontrará explicações convincentes para a catástrofe que se abateu sobre o esporte nacional. Perder é uma contingência natural do esporte, mas da forma que aconteceu goleado por 5 x 0 diante da sua torcida em apenas 29 minutos de jogo, é impensável e inadmissível! Um legítimo massacre! Contudo, deixo essa tarefa de comentar a tragédia do jogo com o companheiro Hebert Mouze, articulista especializado em Esportes, e o Bruno Lopes que aqui já comentou a catástrofe com muita propriedade, em UMA DERROTA ANUNCIADA.

A Copa acaba neste domingo – ao fechar o artigo ainda não tinha o resultado final – embora tenha nos restado o triste consolo do quarto lugar... (quarto?!). Nesta segunda-feira o Brasil precisará retornar à realidade do seu dia a dia de convivência com problemas sociais que ainda afligem a sua população, pra não dizer do triste quadro da saúde que é dos mais deprimentes. Pelo menos restou uma ponta de alegria para todos nós brasileiros a não implantação do clima de total anarquia que se anunciava durante a Copa, fato que repercutiria com tremendo impacto negativo para o conceito do Brasil no contexto mundial das nações. A imprensa sempre comentava sobre os cancelamentos de reservas de Hotéis que anunciavam diante da prévia de agitações. Se ainda assim tivemos uma verdadeira avalanche de turistas para os jogos, o sucesso de público seria ainda muito maior se no período anterior ao início dos jogos não tivéssemos convivido com tantas desordens públicas. É de imaginar-se que duas vertentes funcionaram muito bem para a tranquilidade pública durante a realização desse grande evento: a) ou a operação de guerra montada com o Exército, Aeronáutica e todas as demais corporações policiais teve uma eficaz estratégia preventiva; b) ou suspenderam o pagamento aos “Black Blocs” das remunerações que recebem para destruir o patrimônio público e privado deste país! A única dúvida que me resta é a quem está atribuída responsabilidade por esse nefasto patrocínio. Se a oposição, por óbvias razões, ou o próprio governo (através das muitas organizações sindicais com vínculos diretos e indiretos no governo), visto que o que não falta a ambos são discursos e argumentos que justifiquem o caos eventualmente implantado e que rendem dividendos políticos e eleitoreiros de alguma forma...

Artigo – APOSENTADOS: ESSES ETERNOS INJUSTIÇADOS

Num instante em que os sentimentos e emoções de todo brasileiro estão voltados para a grande paixão nacional que é o futebol, diante de uma disputa do nível da Copa do Mundo de 2014, em que os jogos contam com seleções da expressão de Brasil, Colômbia, Argentina, Bélgica, Holanda, Costa Rica, Alemanha e França, para mencionar apenas as que estão na reta das “Quartas de Final”, certamente que alguns leitores poderão censurar quanto ao despropósito do tema do artigo de hoje. Mas, entendo que a Copa acaba no dia 13 de julho e os problemas que afligem os nossos aposentados irão durar sabe lá por quanto tempo ou continuarão varridos para debaixo do tapete. Assim, em paralelo, temos de conviver com a realidade.

É preciso comentar um episódio ocorrido nesta semana que envolve o interesse de milhares de aposentados que contribuíram ao longo da vida profissional para um Fundo de Pensão ou Previdência Complementar, sendo que poucos estão acompanhando os acontecimentos e os riscos a que estão sujeitos por certas medidas governamentais que vem sendo adotadas. Com cerca de 2,5 milhões de participantes os Fundos existentes administram atualmente Ativos no montante de 420 bilhões de reais, sendo que somente a PREVI dos funcionários do Banco do Brasil detém a parcela de 170,0 bilhões desse total. Um valor tão alto como este naturalmente não passaria despercebido das águias que administram as finanças do país e das empresas patrocinadoras dessas entidades. Eis que em 2008 resolveram baixar a Resolução n. 26, disciplinando que os Superávits alcançados com os investimentos dos recursos no mercado, que por norma histórica deveriam ser incorporados ao patrimônio para estabilidade dos Fundos ou transformados em benefícios para os seus associados, deveria reverter 50% para a empresa patrocinadora que, de repente, passou a ser também associada ou beneficiária! Só para breve avaliação, números indicam que nos últimos anos o Banco do Brasil já se beneficiou de recursos da ordem de 40,0 bilhões desses Superávits!..

Artigo – DOIS MOMENTOS NA NOSSA HISTÓRIA: 1950 e 2014

 

          Seleção do Brasil - Copa 1950                         Seleção do Brasil - Copa 2014        

Em razão da marca que representa a Copa 2014, pensei nada escrever, nesta semana, sobre os temas nacionais de sempre, principalmente de natureza política, porque neste momento nada mais interessa ou ocupa as preocupações gerais de todo cidadão brasileiro que não seja viver as emoções naturais de uma Copa do Mundo. Mesmo o autor, que tem opinião formada contra a Copa no Brasil por motivos óbvios já amplamente focalizados, mas, jamais, poderia ser contra a nossa seleção brasileira. Comungo com o grande cronista Nelson Rodrigues, quando afirmou: “O escrete não é outra coisa senão a pátria”...

Artigo 110 - MEDIDAS PROVISÓRIAS: UMA DITADURA DISFARÇADA?

Sempre me causou inquietação, curiosidade e dúvida, como de resto a milhões de cidadãos brasileiros, distinguir qual a real diferença prática entre os DECRETOS-LEIS, instrumentos utilizados pela ditadura militar por 21 anos, e as MEDIDAS PROVISÓRIAS, amplamente utilizadas durante todo o período democrático, desde a sua criação pela Constituição de 1988, há 26 anos!  Ora, se os Decretos-Leis davam ao Presidente, no período militar, os poderes amplos para um monte de ações indesejáveis, que se tornavam legalizadas pela assinatura do Presidente Militar, a Medida Provisória também outorga ao Presidente, eleito democraticamente pelo povo, poderes para alterar regras existentes ou introduzir novas, com efeito imediato! Mas o leitor mais informado vai lembrar que, em ambos os casos, o artigo 62 da Constituição Federal define e prevê que somente nas situações em “que estejam presentes a urgência e a relevância, o que demonstra a excepcionalidade da autorização para que o Presidente da República a edite”.

Não obstante, desde 1988, quando passou a existir a autorização constitucional numa nova versão, já foram editadas, de forma exagerada, mais de 1.230 Medidas Provisórias ou a média de uma por semana, numa total descaracterização do papel do Poder Legislativo. Em quantas dessas edições houve, efetivamente, respeito e observância dos pressupostos fundamentais de “urgência e relevância”? Na medida em que o Poder Civil incorporou a legislação ordinária como regra de conduta usurpou os poderes específicos do Poder Legislativo. Embora após a edição de uma Medida Provisória o Congresso Nacional tenha até 60 dias para a sua aprovação ou rejeição, prazo este ainda prorrogável por mais 60 dias, o que se presencia, quase sempre, são as vergonhosas batalhas entre os dois poderes, onde a arma mais presente é a moeda de troca ou o velho ditado popular do “toma lá, dá cá” para que o governo conquiste a sua aprovação...

Artigo – POR QUE NÃO COPIAR OS BONS EXEMPLOS?

Todas as realizações que encheram de vida e alegria a existência humana ao longo de toda a história, tiveram a marca do ineditismo ou da inventividade de tantas inteligências pioneiras e privilegiadas. Creio ser inimaginável o grau de sacrifícios daqueles que dedicaram suas vidas a criar o novo. Foram tantas as experiências que atravessaram noites e dias, às vezes na solidão dos espaços estreitos dos porões, na luta angustiada para vencer o tempo e na quase descontrolada ansiedade de tornar real uma criação sonhada.

Nos dias de hoje nos damos ao luxo de fazer inúmeras escolhas diante de tantas variáveis existentes no aperfeiçoamento de uma antiga criação, como a fantástica conquista da lâmpada elétrica incandescente. Segundo registro da história, essa foi uma patente vendida pelos verdadeiros inventores canadenses  Mathew Evans e Henry Woodward  a Thomas Edison, em 1879, que aperfeiçoou a invenção e ganhou a fama.  Hoje se pode escolher o modelo mais belo de lâmpada e o que mais economiza energia!..

Artigo – MÃE: EXEMPLO DE DOÇURA E FORTALEZA

A proximidade de uma das datas comemorativas de maior significado na sociedade, ainda que impregnada pelo sentido da exploração comercial que cerca o evento, mexe de maneira profunda com a sensibilidade de todas as pessoas. Não obstante o efeito impactante dos festejos na economia, o que não deixa de ser positivo para o fortalecimento dos segmentos industriais e comerciais, é muito importante saber que o desejo de homenagear as mães foi inspirado nas emoções e carências de uma jovem americana – Anna Jarvis – que sentia muito pela morte de sua mãe e assim no ano de 1905, juntamente com algumas amigas, teve a ideia de sugerir a instituição de uma data no mês de maio para que as mães, com muita justiça, fossem lembradas e homenageadas. A conquista foi se consolidando gradualmente e somente no ano de 1914 os festejos foram unificados em toda a América do Norte. No Brasil só em 12 de maio de 1918 foi realizada a primeira comemoração e somente mais tarde, em 1932, o Presidente Getúlio Vargas oficializou a incorporação da data do “Dia das Mães” no nosso calendário. Embora a ideia tenha se expandido por todo o mundo, a data não alcançou a mesma unificação, comemorando-se em meses como Fevereiro e Agosto em alguns países, e no segundo domingo de maio acontece apenas nos Estados Unidos, Japão, Turquia, Itália e Brasil.

Feito esse enfoque preliminar sobre a criação do “Dia das Mães”, é importante realçar que a data é revestida de particularidades muito especiais, pois desperta a reflexão sobre os valores inerentes à vida e valoriza os sentimentos e laços de amor que engrandecem a família. A incomensurável carga de amor, carinho, afeto e doçura que emana do coração dessa guerreira, transformam-na no maior exemplo de superação diante das adversidades. Os seus momentos de dor não conseguem ser duradouros porque o compromisso do seu íntimo é com o otimismo e a alegria. Fonte inesgotável de tolerância e compreensão. Nada mais belo que o ato de gerar um filho, instante glorioso em que as lágrimas da dor do parto logo se confundem com a explosão de alegria, e os encantos do seu sorriso expressam a felicidade de ser mãe...

ARTIGO – A CAMINHO DAS ELEIÇÕES, MAS DE OLHO NA COPA

Duas datas e dois acontecimentos de grande impacto na vida brasileira. Estamos a exatos 60 dias da abertura da Copa do Mundo e a 175 dias das Eleições para a Presidência da República, Governos Estaduais e o Poder Legislativo Estadual e Federal. Se ocorressem em anos alternados teriam a sua evidente importância, mas não com a mesma dimensão e relevância que ora adquirem, visto que estarão interligados sob a pressão de um conjunto de fatores políticos, econômicos e sociais, cuja expressão transcende a qualquer análise.

Como país do futebol e ainda ferido pela tragédia que recaiu sobre o Estádio do Maracanã em 1950, hoje decorrido 64 anos, quando perdeu a 1ª. Copa do Mundo realizada dentro de casa, esta copa atual, depois de o Brasil ter conquistado cinco títulos mundiais, era para deixar o mundo extasiado diante do esplendor de uma nação que há bem pouco tempo (2011) era classificada como 6ª. potência econômica mundial e em 2014 já está em 9º. lugar! Também estamos descendo a ladeira no ranking classificatório anual emitido pelos órgãos técnicos da ONU em vários itens avaliativos, e de nação líder na América do Sul, estamos hoje abaixo do Uruguai no ranking da Educação da UNESCO, onde este ocupa a 36ª posição, enquanto o Brasil ocupa a 88ª posição. Já no ranking de Desenvolvimento Humano, o Uruguai ocupa o 48º lugar, enquanto o Brasil ocupa o 84º lugar! Na Copa os visitantes não somente terão a visão encantadora do oceano que banha a extensa costa brasileira, mas, também, estarão diante de um mar de escândalos com assaltos aos cofres públicos e de um tsunami violento que tenta destruir essa fortaleza chamada PETROBRÁS, empresa nacional objeto do respeito e admiração no Brasil e no mundo, hoje humilhada e desvalorizada. De outra parte, enquanto é penosa a situação dos nossos hospitais, uma quadrilha assalta o Ministério da Saúde no programa de medicamentos genéricos com a participação de dois deputados (ou mais!...), sendo um deles o André Vargas (PT-PR), Vice-Presidente da Câmara de Deputados e o outro o Vicente Cândido (PT-SP), este bom aluno porque só diz “não vi nada”, “eu acho”, “se não me engano”, “que eu me lembre, não”, etc. O Presidente Juscelino Kubitschek lançou o programa de desenvolvimento “50 anos em 5”, e atualmente o Brasil retrocede 40 anos em 4!..

ARTIGO – MULHER: ESSA GUERREIRA DO NOSSO TEMPO

A luta diária pela sobrevivência tem sido um componente marcante na vida de cada família, que enfrenta com amor, dedicação e coragem todo um elenco de problemas para vencer as dificuldades do dia a dia. É coisa do passado o tempo em que essa luta recaía apenas no grande herói, lider e batalhador de todas as horas, o eterno supridor de todas as necessidades do clã, o “Chefe de Família”. Mas os tempos passaram e um personagem na família adquiriu personalidade própria, venceu tremendos obstáculos e com coragem e determinação conquistou o seu espaço: a mulher, a esposa  ou a companheira. De antiga “dona de casa”, ou melhor, dona dos problemas da casa, pois a ela era reservada a dura incumbência de cuidar de todas as tarefas domésticas, desde cozinhar, lavar pratos, arrumar a casa, lavar e passar roupas, cuidar dos filhos e suas tarefas escolares, além de esposa presente, essa fantástica criatura conquistou o seu espaço no mercado de trabalho e deu o seu grito de independência. Mas esse não foi um grito raivoso, violento, uma ação tipo “black bloc” do lar, de rompimento dos laços que fazem a harmonia familiar, mas de afirmação de que agora não mais existe uma “dona de casa” mas uma “parceira do lar”, uma companheira, uma verdadeira administradora dessa organização chamada “Família”.

Diante de todo esse processo de evolução da mulher, interessante é se observar que, além de essa guerreira ter agregado à sua vida as atividades profissionais externas, ela conseguiu manter o eficiente desempenho nas questões que envolvem o lar, agora evidenciando qualidades da perfeita gestora, que sabe, como ninguém, distribuir as muitas tarefas do dia. Essa extraordinária conquista social, antes de provocar no homem ira e ciúme em razão do seu tradicional comportamento  machista,  mostrou-lhe que essa guerreira ao seu lado não é apenas mulher, amante, esposa, companheira e  mãe dos seus filhos, mas, também, uma legítima professora ou empresária que pode ensinar-lhe como administrar o seu tempo e conduzir com competência a solução de tantos problemas diários dessa empresa chamada “Família”. Sou um admirador inconteste do perfil dessa nova mulher, que sabe ser feminina e empresária, sabe ser dura na hora que as decisões exigem e cheia de doçura e meiguice nos momentos certos!                                                      ..

Artigo 100 – OS DESPERDÍCIOS QUE ENVERGONHAM A NAÇÃO

Ao atingir nesta edição a marca de 100 artigos e crônicas, com pequenas alternâncias semanais no período para não cansar o leitor, permito-me fazer este leve registro comemorativo com algumas reflexões, antes do tema da semana.

Que as primeiras palavras sejam de agradecimento aos editores e leitores pela tolerância e acolhimento ao longo desse tempo, visto que, por melhores que sejam as minhas preocupações em oferecer o melhor texto, a condição humana, contudo, produz a fragilidade do cometimento de falhas indesejáveis e às vezes irrecuperáveis. Quanto à predominância do tema, ele está focado mais objetivamente nos assuntos de interesse nacional, visto que os municipais e estaduais, conquanto também importantes, certamente estão muito subordinados às querelas e disputas localizadas, cujo envolvimento abstenho-me de escrever sobre eles...

Artigo – QUANDO VALE “ATÉ AREIA NOS OLHOS”

Não fosse a transitoriedade da vida, cuja duração não tem o homem o poder de definir ou dimensionar o seu tempo justo, senão quando utilizando o penoso recurso da violência, seria de se imaginar uma sociedade num clima de convivência marcado pela harmonia e pelo agradável reconhecimento do valioso dom da vida. Contrariando, porém, essa expectativa, o que reina é o clima de disputas inconsequentes, constantes atitudes de desrespeitos aos direitos e valores dos semelhantes, verdadeiras lutas fratricidas, filhos matando pais, pais matando filhos, num trágico cenário onde todas as armas são usadas nessa guerra.

É óbvio que, historicamente, o homem tem na sua índole o espírito de conquistador, nunca se conformando com os limites do que possui, ainda que para ampliar os seus espaços tenha que conquistar pela força o território alheio. Assim é que temos na história os exemplos dos grandes conquistadores, destacando-se entre os dez maiores Ciro, o Grande, Alexandre, o Grande, Gêngis Khan, Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler, cujas motivações que os inspiravam tinham a marca do “desejo de poder, rivalidade religiosa, intolerância racial, ganância, loucura... todas essas razões influenciaram gênios das estratégias de guerra a tomar territórios e aniquilar militares e civis, inimigos e aliados”...

Artigo – UMA JANELA PARA O FUTURO

No dia a dia as pessoas são sempre levadas, por alguma imagem repentina, a rever filmes que se passaram em suas vidas, fazendo eclodir lembranças e emoções as mais diversas. Por exemplo, transitou pelo Facebook essa foto, bastante emblemática, mostrando um garoto pobre, entre seis e oito anos, assistindo à programação de uma TV postada na janela de uma casa qualquer. Era o retrato vivo da simplicidade, em sua expressão maior, de um tempo que não volta mais..

A televisão, essa grande novidade que chegou ao Brasil em 1950 através do pioneirismo de Assis Chateaubriand, fundador da hoje extinta TV Tupi, mesmo em preto e branco, encantava a todo brasileiro. A imagem colorida somente chegou ao Brasil na copa de 1970, mas somente poucos e seletivos aparelhos nas três principais capitais do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília tinham a condição de transmitir essa beleza em cores. Mas, como o desenvolvimento tecnológico está a todo vapor, já temos hoje a imagem digital de extraordinária qualidade, destacando-se a televisão brasileira como das melhores do mundo...

Artigo – A EXALTAÇÃO DA QUADRILHA E A “RESSACA” MORAL

Já se tornou regra no país que a cada escândalo ocorrido logo surge outro para abafar e relegar aquele ao esquecimento. No presente momento, inversamente, foi uma festa de caráter nacional, o carnaval, que agitou festivamente a vida de grande número de pessoas e a outras outorgou um longo feriadão. Quero dizer que, se não tivesse uma motivação especial, o escândalo da vitória dos réus “Mensaleiros” no Supremo Tribunal, que motivou a redução da pena atribuída pelo próprio Tribunal, estaria até agora atravessado na garganta das pessoas de bem e com grande dificuldade de ser digerido. No mínimo, a sociedade está curtindo agora uma “ressaca moral”.

Já comentei em outro artigo, e sou induzido a retornar ao tema, pelo sentimento de desaprovação que permanece diante do que me parece uma evidente incongruência do princípio que norteia a composição dos quadros de juízes dos Tribunais, desde os estaduais aos Tribunais Superiores, cujos critérios políticos de indicação ferem qualquer concepção de imparcialidade, independência e integridade que se espera de um juiz na difícil missão de julgador. Como imaginar que um juiz de primeira instância tem de ser aprovado em um concurso público, não importa se o candidato é ou não um renomado, competente e experiente advogado, e para Conselheiro dos Tribunais Estaduais ou Superiores, tenha de passar pela indicação de Governadores de Estado e Presidente da República, respectivamente, prevalecendo os compromissos políticos como peso decisório? Por exemplo, consta que o atual ministro Dias Tóffoli de 2003 a 2005, exerceu o cargo de subchefe da área de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, durante a gestão de José Dirceu (!); foi advogado do PT nas campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1998, 2002 e 2006; em 1994 e 1995 prestou concurso para juiz substituto do Estado de São Paulo, mas foi reprovado nas duas vezes. No entanto, por indicação do governo federal, e graças às articulações da base partidária, foi aprovado no Senado Federal e é hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal! Pode haver isenção nesse voto? No mínimo, deveria se declarar suspeito num processo dessa ordem!..