O espaço “Programa Recaatingar e Floresta Viva 2: ações para a Recuperação da Caatinga”, realizado ontem (14), na Zona Verde da COP30, reuniu organizações da sociedade civil, representantes do poder público, do BNDES e do Banco do Nordeste. O encontro expôs tanto avanços quanto lacunas históricas que ainda persistem nas políticas de conservação da Caatinga.
Alexandre Pires, diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, apresentou o Programa Recaatingar, voltado à restauração produtiva de áreas degradadas, à conservação do solo, da biodiversidade e da água, além de fortalecer a resiliência climática e práticas de Bem Viver no bioma. Pires enfatizou que a construção do programa busca diálogo com organizações e movimentos sociais para garantir maior efetividade, um reconhecimento que prova que iniciativas “de cima para baixo” não são e nunca foram o caminho mais assertivo. Ele também destacou que a restauração no Semiárido exige uma lógica própria, diferente dos modelos importados de florestas úmidas, onde a disponibilidade hídrica não é um obstáculo central...