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Política pública que promove a Convivência com o Semiárido brasileiro é selecionada para prêmio internacional

O Programa Cisternas, do Brasil, é um das seis políticas públicas selecionadas em todo o mundo para receber o Prêmio Internacional de Política para o Futuro de 2017 (Future Policy Award), sendo considerada uma das melhores políticas para combater a degradação do solo. Característica marcante e diferenciada da iniciativa premiada é ter nascido no seio das experiências da sociedade civil, proposta como política pública pelas organizações atuantes no Semiárido e assumida pelo Estado. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (20), em Berlim, na Alemanha.

Executado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o programa promove o acesso à água para consumo humano e produção para populações dispersas do semiárido brasileiro, através do armazenamento da água de chuva. Trata-se de uma política pública de Estado, como considera o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), dado que vários governos têm interagido com ele, o Governo Fernando Henrique, de modo especial os governos Lula e Dilma e, atualmente, o Michel Temer...

Dia do apicultor: Apicultura gera emprego e renda para apicultores do semiárido brasileiro

 
Considerada importante alternativa para geração de emprego e renda, principalmente durante o período de seca, a apicultura vem transformando a vida de milhares de famílias do semiárido brasileiro. Com o avanço da atividade, a qualidade de vida dos produtores melhorou e foi possível gerar inúmeros postos de trabalho e emprego no meio rural. Para marcar o Dia do apicultor, comemorado neste 22 de maio, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) destaca os resultados do apoio aos produtores atendidos em sua área de atuação.
 
Com recursos da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional (SDR/MI), a Companhia investiu, de 2012 a 2015, mais de R$ 43,5 milhões em ações voltadas para o fortalecimento e desenvolvimento sustentável dessa cadeia produtiva. Os recursos fazem parte do eixo de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria, do governo federal. A implantação de kits de produção e beneficiamento de produtos apícolas do Plano Brasil sem Miséria proporcionou melhores condições de trabalho e maior qualidade no sistema de produção e beneficiamento do mel coletado pelos produtores. Os kits são compostos por colmeias, suportes, indumentárias, fumigadores, equipamentos para coleta, beneficiamento e envaze, entre outros itens.
 
Na região do Médio São Francisco baiano, diversas famílias de pequenos agricultores dos municípios de Pilão Arcado, Remanso e Campo Alegre de Lourdes já estão criando abelhas, de forma racional, para extração e comercialização de mel. Os apicultores da Cooperativa dos Apicultores de Campo Alegre de Lourdes (Coapical) foram beneficiados com ações da Codevasf e comemoram o incremento da atividade.
 
"A apicultura é a atividade que mais tem dado suporte ao agricultor familiar na região. Tivemos um período crítico, com poucas chuvas, mas, voltando o inverno regular, a gente tem potencial para produzir. A Codevasf tem dado um apoio muito bom com a distribuição dos kits de produção. A gente já tem notado um retorno para os produtores de baixa renda", conta Gledson Lacerda, tesoureiro da entidade. O apoio da Codevasf possibilitou melhores condições de trabalho a cerca de 629 apicultores, sendo 257 no município de Campo Alegre de Lourdes, 181 em Pilão Arcado e 191 em Remanso. Pequenos agricultores, que antes praticavam só a agricultura de subsistência, começaram a se interessar pela apicultura e puderam melhorar a renda familiar.
 
“Nós tivemos muitos resultados positivos como a inclusão dessas famílias na cadeia produtiva da apicultura. A nova atividade está cumprindo com o papel de retirar essas pessoas da linha de pobreza extrema e colocá-las numa situação mais adequada”, afirma Everaldo Cavalcante, coordenador dos trabalhos na 6ª Superintendência regional da Codevasf, em Juazeiro. Na aquisição de aproximadamente 4,8 mil equipamentos, a Companhia investiu cerca de R$ 20,6 milhões, atendendo a 151 municípios nos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Piauí, Ceará e Maranhão.
 
Unidades de Extração de Produtos da Abelha
 
Outra frente de trabalho da Codevasf que possibilitou melhorias no processo de extração de produtos da abelha é a instalação de Unidades de Extração de Produtos da Abelha (UEPAs). As unidades melhoram a qualidade dos produtos apícolas, além de atender às especificações exigidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pela Vigilância Sanitária.
 
As unidades também garantem aos apicultores a aplicação das boas práticas apícolas, de forma a assegurar a qualidade do produto, além de estar em conformidade com as demais leis e regulamentos aplicáveis ao setor. O diretor-presidente da Associação de Apicultores de Campo Maior (APICAM), Sebastião Costa Melo, conta que a produção melhorou bastante após a construção da unidade de extração de produtos da abelha (UEPA). Hoje, a entidade conta com 88 apicultores dos municípios de Campo Maior, Juazeiro do Piauí e Sigefredo Pacheco, que recebem o apoio da Codevasf.
 
“A Codevasf construiu duas casas de mel, uma na comunidade Bom Lugar e outra em Brejo da Onça, aqui na região, e também entregou pra gente o entreposto de mel, que é onde realizamos nossas atividades. Eu acredito que não existe atividade mais promissora do que a apicultura. Pra você ter uma ideia, todos os nossos produtores também plantam caju, criam cabra e outros animais, mas, quando morre algum animal, ele para de criar. Já a produção de mel, quando um enxame vai embora no período seco, a gente limpa a colmeia e captura outro. A atividade não morre facilmente, ela se reinicia a cada ciclo, e, na minha opinião, a apicultura só tende a crescer aqui na região graças ao apoio da Codevasf” relata. A apicultura está presente em quase todos os municípios do Piauí, especialmente na região do semiárido, e contribui de forma significativa para o desenvolvimento e geração de renda de grande parte dos pequenos produtores. De 2012 a 2015, foram investidos no estado R$ 9 milhões.
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Artigo: Os retrocessos no Semiárido Brasileiro

Vários retrocessos vieram junto com o governo interino desde o primeiro dia. Um ministério do tempo do Brasil Império – só homens de bens e brancos, sem negros, mulheres e indígenas -, o anúncio do corte na saúde, na educação, encolhimento do SUS, desvinculação do salário dos aposentados em relação ao salário mínimo, eliminação do MINC, daí prá frente.

Dentre esses retrocessos os que mais impactam o Semiárido são o da educação, saúde e a desvinculação do salário mínimo, do qual dependem aproximadamente 100 milhões de brasileiros...