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Artigo: VIVENDO, SOFRENDO E APRENDENDO...

“Foto de 1996. Meninos de rua tentando se aquecer nos respiradores de saída de ar quente do metrô de São Paulo”.

Quando vi essa imagem acima descrita tomei um sustão. Depois que li do que se tratava fiquei ainda mais chocado, mas essa é a mais pura realidade de quem vive à margem da sociedade, da vida e de tudo... Feliz é você que está lendo esse texto porque milhões estão procurando um pedaço de papel e um lápis para aprender a escrever e não encontram... Feliz somos nós que estamos do lado de cá, tendo, ainda que seja pouco, um bocado para nos alimentar, além de cobertores adequados à intensidade do frio!..

Artigo: Tempo de reinventar e se debuxar

Em momentos de crise econômica especialistas são quase que unânimes em dizer que é preciso se reinventar, seja em uma nova arrumação dos negócios já existentes ou na aposta de um novo nicho de mercado, pois a avalanche da recessão não escolhe suas vítimas, e como uma espécie de efeito dominó atinge do pequeno ao grande e vice-versa.

Diversas áreas são atingidas, sem distinções, provocando os prejudicados a se debuxarem. Muitos têm procurado investir em empreendimentos nunca imaginados serem explorados e um expressivo número de profissionais, de diversas áreas, atuando fora das suas experiências; enquanto ainda, cerca de 14 milhões de desempregados formais peregrinam pelas ruas de cidades de todo o país a procura de um trabalho. Professores viram vendedores, que passam a ser verdadeiros atores para não se transformarem em devedores. Um samba de crioulo doido.

O perrengue econômico não atinge apenas empresas e trabalhadores privados. Os serviços públicos também estão falidos. O fechamento de órgãos e instituições, extinções de projetos e programas sociais, entre outros benefícios cortados são provas desta infeliz realidade. Os municípios que dependem dos repasses oriundos dos governos estaduais e federal para sanarem seus compromissos financeiros estão agonizando e literalmente à beira da falência.

O apocalipse político que vive o Brasil está levando o país e sua população à bancarrota. Denúncias, exposições de corrupções e indefinições jurídicas têm causados prejuízos sem precedentes. A espera por acontecimentos positivos tem levado o brasileiro a conviver diuturnamente com sentimentos de angústia e sofrimentos.

Os poderes agem com lenidade e em causa própria, avessos aos problemas que afetam diretamente e com uma velocidade descomunal a combalida 'Terra Tupiniquim'. Os batedores de caçarolas, chuculateras, penicos e outros recipientes não aparecem mais como outrora, num passado não muito distante; talvez por perceberem que foram enganados, mas também com medo de danificar seus utensílios e a crise não oferecer condições de reposição dos mesmos. O tal do liga e desliga as lâmpadas das salas, dos quartos e das cozinhas não existe mais. O fato deve ser o receio de queimar o aparelho de iluminar e não ter dinheiro para trocá-lo.

No lugar dos adesivos que pregavam o 'fora Dilma' em veículos e janelas de apartamentos e casas hoje existem outros com os dizeres: "vende-se este veículo" ou vende-se este imóvel.

"... Mas eu só quero
Educar meus filhos
Tornar um cidadão
Com muita dignidade
Eu quero viver bem
Quero me alimentar
Com a grana que eu ganho
Não dá nem prá melar
E o motivo todo mundo
Já conhece
É que o de cima sobe
E o de baixo desce ..."
Xibom Bombom - As meninas
Compositor: Rógerio Gaspar; Wesley Rangel

Por Gervásio Lima
Jornalista e Historiador
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Artigo: Joquinha Gonzaga: a peleja do sobrinho de Luiz Gonzaga e neto de Januário para valorizar a cultura das tradições juninas

Apesar da invasão das bandas eletrônicas nos festejos juninos ainda mais evidente neste ano de 2017, principalmente, nos contratos envolvendo prefeituras, o legítimo herdeiro musical de Luiz Gonzaga, o sobrinho Joquinha Gonzaga arruma o chapéu de couro, afina a  sanfona, zabumba e triangulo e ganha a estrada para fazer forró do bom.

A filha de Joquinha, Sara Gonzaga é a atual produtora empresária do sanfoneiro que traz a humildade e o sorriso de Luiz Gonzaga estampado  em cada abraço. Sara diz que durante todo o ano a vida do pai e sanfoneiro Joquinha Gonzaga "é andar por este Brasil, percorrendo os sertões para manter a tradição dos verdadeiros sanfoneiros"...

Artigo: DE DENÚNCIA EM DENÚNCIA, DE MALANDRAGEM EM MALANDRAGEM

Os nossos  corações, assim como todos os nossos sentidos, estão sobrecarregados de tantas denúncias contra antigas e novas lideranças políticas da ” república brasilis”, e, de tantas malandragens que esses homens e mulheres têm feito, que só requerendo a eles um tempo, para digerir essa primeira parte, antes que comece a próxima, a fim de não  nos provocar uma tremenda indigestão.

Terra descoberta por Cabral em 1.500, por acaso, quando tentando desviar o curso de suas naus da intensa calmaria que afligia o Atlântico central, o Almirante Português afastou-se em demasia, com sua frota, do seu curso, vindo a ter nas costas da Bahia,  avistando  a 22 de abril  uma pequena elevação a quem deu o nome de Monte Pascoal, porque estávamos na época da Páscoa daquele ano...

Artigo: O dia em que a hipocrisia perdeu

Finalmente o barco Temer afundou. Uma hipocrisia monumental como essa não tinha como durar, ainda que protegida pela mídia e pela justiça de Curitiba. Se Temer continua aí como um cadáver ambulante, um walking dead, tanto fez como faz. Seu governo morreu e ele também. O estrago é incalculável e só a história dirá em que abismo os golpistas meteram o povo brasileiro.

Aécio suspenso do mandato, irmã dele presa, Cunha silenciado por propina na prisão de Sérgio Moro, com aprovação do atual presidente. Nem o melhor dos escritores, ou cineasta, conseguiria imaginar para a ficção o que é a realidade brasileira...

VALE A PENA LER DE NOVO - ARTIGO: LUAR DO SERTÃO

Publicado em 12 de Outubro / 2011

Embora cearense no sobrenome, foi um maranhense de São Luís que exaltou com singela e rara exuberância as inolvidáveis belezas do Luar do Sertão.  Quem, em algum momento da vida, já não cantou com enlevo e romantismo os versos de Catulo da Paixão Cearense (1863-1943), verdadeiro hino de louvação ao sertão? “Não há, ó gente não há, luar como este do sertão” traz o estigma da paixão profunda pelos encantos das terras semi-áridas do sertão, que não tem as águas verdes do mar a banhá-las, mas tem a noite iluminada pela celestialidade dos astros...

Artigo: A crise econômica e a Reforma Trabalhista

*Paulo Sergio João

A nossa legislação trabalhista teria se desmoronado? Pelos comentários dos que apelam para a reforma trabalhista, o que até hoje se praticou, não serve mais para dar suporte legal às novas relações de trabalho. Para aqueles que não desejam a mudança invocam a preocupação de desproteção da classe trabalhadora. Mas, qual seria, de fato, a ameaça aos direitos trabalhistas fundamentais? A legislação atual de fato protege a classe trabalhadora?..

VALE A PENA LER DE NOVO – ARTIGO: SERIA UMA HERANÇA DOS DEGREDADOS?

(PUBLICADO EM 22 DE DEZEMBRO DE 2013)

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Artigo:TUDO COMO ANTES, NA JUSTIÇA FEDERAL

Em fevereiro de 2016, sob o título COMO DIZIA O ILUSTRE OSVALDO RIBEIRO, narrei, em breves linhas, a situação da JUSTIÇA FEDERAL em Juazeiro, Bahia. Naquela época, reconhecendo a precariedade na prestação dos serviços, anunciei a morosidade na solução dos litígios, na grande maioria compostos por humanos acima de sessenta (60) anos, ou portadores de enfermidades.

Tudo como antes, talvez pior. Sem Juiz desde dezembro de 2016, os Processos eternizam a espera da “sorte” de um dia ser qualificado como URGENTE, haja vista que os magistrados substitutos, responsáveis por Juazeiro, sem prejuízo das atividades desenvolvidas em suas respectivas Varas, só despacham os feitos assim considerados, como se as demandas envolvendo idosos e enfermos não tivessem prioridade.

Concluindo, se antes tinha, na subseção de Juazeiro, uma Juíza que ficava apenas três dias por semana na Comarca, hoje temos Juízes Substitutos que ficam na Capital do Estado, num efetivo desrespeito aos jurisdicionados e aos advogados. Apesar de transparecer, não podemos afirmar que éramos felizes e não sabíamos...

Artigo: Discernimentos para o momento atual

A filosofia nos ensinava que o “bom filósofo sabe distinguir”. Na Teologia o discernimento é um dom do Espírito Santo.

Porém, discernir não é apenas um ato racional como quer a filosofia, mas buscar com reta intenção e reto coração o que é justo e bom...

Artigo: O PODER NÃO DURA PARA SEMPRE

O poder não dura para sempre, um dia ele acaba!

Assim como ele, também acontece com  a imodéstia, a deshumildade, a cumplicidade, a arrogância, a prepotência e a soberba...

VALE A PENA LER DE NOVO (Texto publicado em 25 de Abril / 2011) ARTIGO: UM PRÍNCIPE MIRIM NO REINO DA CORRUPÇÃO

“O que mais me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”. Rev. Martin Luther King Jr.                                                     

Vivemos num mundo de tantas turbulências e tragédias, de tantas angústias e sofrimentos, que às vezes a tristeza e a alegria, o sorriso e a lágrima parecem conviver em momentos de verdadeira simbiose. É preciso ter a percepção exata do sentido de cada instante, com suas intensidades e surpresas, de modo a oferecer à vida a possibilidade de melhor harmonia física e espiritual, com energia necessária à superação de todas essas adversidades que compõem a trajetória de cada um...

Artigo: MARÇO 1964/MARÇO 2017 - A VOLTA DITADURA MILITAR E AS REDES SOCIAIS

Faz 53 anos do início da ditadura militar que se instalou no nosso país e perdurou por duas décadas. Dia 26 de março (domingo) observou-se grupos defendendo o que eles chamam de intervenção militar.

Anda circulando nas redes sociais uma mensagem que aborda a suposta situação de dificuldades financeiras em que ficaram ex-presidentes militares e seus familiares cuja intenção é clara em enaltecer o regime ditatorial e seus Mitos atuais...

Artigo: Dia da água, água de cada dia

Um país que é o mais rico em água doce do mundo

Que tem a maior malha hídrica de rios do planeta..

Artigo: O novo sempre vem

Em 1976, o cantor Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, ou simplesmente Belchior, compôs a música "Como nossos pais", que teve sua interpretação imortalizada em uma das vozes mais marcantes do Brasil, Elis Regina. A música fala das desilusões que um indivíduo tem acerca do sistema social e político do Brasil naquele momento, a descrever traços da ditadura militar e a indignação diante a opressão exercida pelas forças do Estado.

No contexto histórico, a canção retrata a paixão pelo direito de viver, pelo amor e pelas amizades, características do convívio familiar e a expectativa de um futuro melhor, com mais esperanças. Naquele momento o artista já chamava atenção para os ideais da juventude, o de apenas acúmulo de ganhos materiais em detrimento ao sentimento e a participação na luta por mudanças e tempos melhores...

Artigo: Reforma da Previdência segundo um professor de juazeiro

Sou favorável a uma reforma da Previdência, reforma na qual se extinga toda e qualquer possibilidade de pensão vitalícia concedida à classe dos sujeitos que tentam legalizar o desvio (Roubo) de dinheiro público em nosso País.

Poderiam fazer cortes financeiros eliminando os auxílios e benefícios extravagantes pagos a esses sugadores. Atitudes ainda mais simples e eficazes seriam deixar de se apropriar de dinheiro Público, favorecer empresas a troco de propina. Ou seja, parar de roubar mesmo...

Artigo: A justiça tarda, mas não falha

Nada melhor que o tempo e a luz da transparência para trazer à tona as verdades que muitos insistem em esconder. 

Desde que assumiu a Prefeitura de Petrolina, o Prefeito Miguel Coelho tenta convencer as pessoas de que recebeu uma cidade em cenário de terra arrasada. Quem ouve as suas declarações, acha que Petrolina era a pior e mais desorganizada cidade do Brasil.

Mas, como já dito, nada melhor que o sol para trazer luz aos comportamentos obscuros e, porque não dizer, irresponsáveis. 

Essa semana, a revista Exame trouxe uma pesquisa feita pela empresa Macroplan que coloca Petrolina como a melhor cidade do Nordeste para se viver e a 45ª melhor do Brasil. Mais que isso, é importante notar que Petrolina foi a cidade que mais cresceu no período pesquisado (2005-2015), subindo 46 posições, enquanto Recife, nossa capital, perdeu 7 posições, por exemplo.

Tal resultado é fruto de muito trabalho e da consolidação das políticas públicas que o Prefeito Julio Lossio implementou em Petrolina. Conforme mostram os números, Petrolina foi a cidade que mais cresceu na Educação, o que não era de se espantar, considerando que os números do nosso IDEB já mostravam que, na gestão de Lossio, Petrolina teve o maior crescimento do Nordeste, ficando à frente de 21 capitais do país. 

A pesquisa também comprova que Petrolina deu um salto gigantesco na saúde. Mais um fruto do esforço da gestão de Lossio em tirar Petrolina de 13% de cobertura em saúde da família e entregar com mais de 98% de cobertura, quadruplicando o número de exames, consultas e cirurgias e reduzindo drasticamente a taxa de mortalidade infantil.

Outro fator decisivo para Petrolina alcançar esse resultado foi o acesso das nossas crianças em creches. Desenvolvemos o maior programa de educação infantil do Brasil, o Nova Semente, e abrimos mais vagas em creche do que qualquer outro município do país. 

Foi também na gestão do prefeito Julio Lossio que Petrolina alcançou o 6º lugar no ranking de transparência do nosso Estado, outro fator analisado na pesquisa Macroplan. Nas gestões anteriores, a prefeitura não divulgava nem a relação de nomes e salários dos seus funcionários. 

Aliás, é importante notar que Petrolina cresceu em todos os aspectos relacionados à gestão municipal. Os únicos pontos que pioraram, e não permitiram que nossa cidade figurasse em um patamar ainda melhor, foram a segurança e o saneamento, não por coincidência, ambos de responsabilidade do Governo do Estado. 

Posto isso, fica evidente que o discurso do atual prefeito é só uma retórica falaciosa e que não encontra respaldo na realidade. Enquanto ele afirma ter recebido uma “herança maldita”, o Brasil inteiro agora sabe que, na verdade, ele recebeu de herança a melhor cidade do Nordeste para viver e administrar.

Por Julio Lossio Filho ..

Artigo: O PODER NÃO DURA PARA SEMPRE

Dr. Carlos Augusto Cruz

Médico e Advogado..

Artigo: Transposição, a hora da verdade

Há uma certa euforia a respeito da reta final da Transposição de águas do São Francisco para o chamado Nordeste Setentrional. Elio Gaspari, na Folha de São Paulo, disse que a "Transposição de Lula é um sucesso". É compreensível também a euforia da população receptora. Nós aqui, que somos obrigados a olhar a floresta e não só a árvore, mantemos nosso olhar crítico sobre essa obra.

Em primeiro, a água ainda não transpôs o divisor e não chegou aos estados do Setentrional, mas permanece nas barragens do Pernambuco. Houve vazamento na barragem de Sertânia e o município foi obrigado a remover 60 famílias atingidas pelo vazamento. Houve morte de pequenos animais e destruição de bens familiares...

Artigo: "Antes de querer indicar qualquer um, senhores representantes do povo, ouçam os donos da casa"

Eu inicio com uma indagação: por que artistas juazeirenses precisam deslocar-se para outras cidades, incluindo a capital baiana, ou estados para serem reconhecidos? A resposta é apresentada por vários veículos de comunicação do Vale do São Francisco com a manchete: Artistas ocupam o Centro de Cultura João Gilberto (CCJG). Enxergo a situação com uma grande preocupação para a classe artística juazeirense que não tem voz. A semana findou-se com artistas sendo barrados de entrar no Centro de Cultura João Gilberto – deparados com as portas trancadas – por falta de pagamentos dos servidores (mesmo que terceirizados) por três meses. Isso acontecendo em um dos espaços mais importantes para a promoção da arte e da cultura do Território do Sertão São Francisco. Inibindo o fomento da criatividade, logo agora, tema tão explorado mundialmente. É como sucatear a arte e desdenhar do amor dos artistas pela cultura. Esperamos mais por nossa cidade, esperamos a porta aberta para assistir a encenação do nosso outro “eu”.

Nós queremos uma gestão que saiba escutar os artistas e que reveja o conceito de cultura e a lei que defende o acesso à cultura para todos. É preciso exercer, sem limites, a inteligência para que todos àqueles que vivem da arte sintam-se compreendidos e satisfeitos. O descaso e o desinteresse na classe artística local estimula que talentos sejam colocados de lado ou esquecidos. É podar sonhos e grandes espetáculos...