Crônica - Ser ou não ser? "O inquietante questionamento"
Ontem à noite, em sonho, viajei para Stratford-upon-Avon, na velha Albion, e ali encontrei o bardo inglês, William Shakespeare. Em meio às sombras do teatro imaginário, perguntei-lhe o que tinha em mente ao colocar nos lábios do príncipe Hamlet a célebre indagação: “To be or not to be?” — no contexto sociopolítico da Dinamarca, sob o reinado de Cláudio, que ascendeu ao trono após assassinar o próprio irmão, o rei Hamlet.
A frase, tão repetida ao longo dos últimos séculos, reflete a angústia existencial de um homem diante da vida, da morte e da moralidade, tudo permeado por intrigas políticas e disputas de poder. Hamlet hesita entre suportar o peso da existência ou sucumbir ao descanso da não-vida...
