
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) chamou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) de "Pateta da política brasileira" durante uma troca de farpas dos dois políticos após a confirmação do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Radicado em solo americano desde fevereiro do ano passado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu a crítica do presidenciável pela obtenção de "green card" cobrando uma posição de Caiado pela condenação de fazendeiros no que chamou de "golpe da Disney", em referência à trama golpista pelo qual o pai e aliados foram condenados no Supremo Tribunal Federal (STF).
Após o anúncio da concessão da residência permanente para Eduardo, o goiano fez um post no X de que "quem precisa" do visto "é o produtor brasileiro para entrar no mercado americano" — em nova crítica às tarifas, associadas à atuação bolsonarista junto a Washington por sanções estrangeiras como resposta a uma suposta violação de direitos de opositores após as eleições de 2022.
Agora, como Eduardo falou em "fazendeiros condenados no golpe da Disney" na resposta, Caiado abriu uma "enquete" no X e perguntou aos seguidores: "Quem é o personagem que vive nos Estados Unidos, é todo atrapalhado e sempre que abre a boca faz alguma besteira? A) Mickey B) Pateta C) Pato Donald". No post seguinte, mandou uma indireta para o ex-deputado.
"A diferença é que o Pateta da Disney é atrapalhado, mas bem-intencionado e inofensivo. Já o da política brasileira tropeça nos Estados Unidos, e a queda pode custar caro ao Brasil, atingindo a indústria, as exportações e os empregos!", escreveu o presidenciável.
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) também criticou, nesta quarta-feira (22/7), a estratégia escolhida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de questionar a veracidade das urnas eletrônicas em reunião com embaixadores na terça-feira (21).
Nesta manhã, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebateu a fala do senador e divulgou novamente um comunicado publicado em 2022, no qual afirma que a companhia venezuelana não fornece urnas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras.
O evento em que estava Flávio — realizado em Brasília e organizado pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report — contava com representantes das embaixadas no Brasil de Estados Unidos, China, Israel, Alemanha e Reino Unido — além de outros 35 países.
O Globo Foto ilustrativa Camara dos Deputados



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