
Administrar uma rede com 155 escolas e cerca de 38 mil estudantes exige decisões diárias e a consciência de que nem sempre será possível agradar a todos. Durante entrevista ao Café com Blog desta quinta-feira (16), a secretária de Educação de Juazeiro, Maéve Melo, falou sobre os desafios da função, agradeceu a confiança do prefeito Andrei Gonçalves e afirmou não se arrepender de ter aceitado o convite para comandar a pasta.
“Uma rede com 155 escolas, sabe, com quase 38 mil estudantes, tem muitos problemas. Tem hora que eu digo: ‘Meu Deus, eu tava no meu canto na Univasf, tô quietinha’, mas fico feliz de poder estar. Não tenho arrependimento, não. Eu agradeço muito ao prefeito Andrei por ele ter me dado essa oportunidade aqui em Juazeiro, na Educação”, afirma Maéve.
Ao recordar sua trajetória profissional, a gestora destacou a ligação com a área educacional e disse que encontrou na secretaria a oportunidade de contribuir diretamente com o município.
“Eu já tinha trabalhado em Juazeiro na área da administração e na educação com Plínio, lá atrás, antes de eu passar na Univasf. Mas o que eu gosto mesmo é educação, né? É o que eu sei fazer. Eu já trabalhei, já dei consultoria para municípios, então poder contribuir para a educação da nossa cidade, isso me deixa muito feliz”, explica.
A secretária também comentou as críticas recebidas em relação à participação dos estudantes na Juá Literária e defendeu que a visita ao evento faz parte do processo de aprendizagem, caracterizando-se como uma atividade pedagógica prevista no contexto escolar.
“Eu recebi ainda crítica de professor achar que… acho que é preocupação de não querer levar o aluno pra vir pra feira, entendeu? Eu digo: ‘Gente, como se não fosse função do professor’. Mas é. Professor dá aula de campo. (…) Você vai pra um museu, é uma aula de campo; vai pra um teatro, é uma aula de campo; vai pra uma biblioteca, isso é aula de campo. O Juá Literária é um dia letivo, é uma aula de campo. Ele traz o aluno, vem pra essa aula de campo e depois leva pra escola”, pontua.
Segundo Maéve, o interesse pelo evento tem sido tão grande que escolas particulares também demonstraram interesse em participar, mas a prioridade é atender os estudantes da rede municipal.
“Eu tenho escolas particulares querendo vir e eu não consigo ter espaço pra colocar as escolas particulares. Eu tenho que ficar organizando e administrando, porque não tem como botar todo mundo e eu tenho que privilegiar primeiramente os nossos”, esclarece.
RedeGN



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