
Unir a produção da agricultura familiar à garantia do direito à alimentação saudável continua sendo um dos caminhos mais eficazes para o combate à fome e para a construção da justiça climática e social no Semiárido.
Para debater os rumos dessas políticas na região, foi realizado na quinta-feira (21), no Colégio Paulo VI, o Seminário “PNAE e PAA: avanços e desafios em Juazeiro-BA”.
Os debates giraram em torno da necessidade de garantir que o alimento que chega às escolas respeite a cultura alimentar local e seja livre de agrotóxicos, ampliando as metas mínimas de compra da agricultura familiar estabelecidos por lei.
O paradoxo da alimentação escolar: entre o discurso e a realidade das salas de aula
A superintendente da Secretaria de Educação e Juventude (Seduc), Renata Gouveia, destacou o esforço institucional: “A Seduc de Juazeiro visa atender os pré-requisitos de uma alimentação saudável, porque a gente sabe que não adianta ter bons materiais pedagógicos, se o estudante não estiver bem alimentado”.
Porém, o cenário real ainda enfrenta contradições: algumas escolas do município continuam fornecendo biscoitos e achocolatados aos estudantes. Além disso, os participantes apontaram a urgência de proporcionar uma alimentação contextualizada à realidade dos alunos, respeitando as especificidades do campo, da periferia e das áreas centrais da cidade.
Nesse contexto, o papel da fiscalização e do controle social foi pautado como um elemento crítico para que o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) funcione, de fato, como uma política pública de segurança alimentar e nutricional, e não apenas como entrega de mantimentos. O vice-prefeito de Juazeiro, Tiano Félix, destacou o peso político dos espaços de controle: “Os conselhos têm um papel fundamental na disputa política que a gente vive para consolidar escuta de legislação e de orçamento”
Eixo Educação e Comunicação do Irpaa



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