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Operação com apoio da Polícia Militar e Guarda Civil gera críticas de moradores; Secretaria afirma que área é pública e nega remoção de imóveis ocupados
Uma ação da Prefeitura de Juazeiro para demolição de construções consideradas irregulares no bairro Argemiro, nesta terça-feira (7), gerou revolta entre moradores da comunidade e levantou questionamentos sobre a condução da operação.
Em áudio enviado ao Blog, o morador Wilson relatou que a intervenção ocorreu com presença da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal, e afirmou que famílias estariam sendo surpreendidas pela chegada das máquinas.
“Meu nome é Wilson, sou morador aqui da Rua da União, no bairro Argemiro. Hoje a prefeitura, juntamente com a Polícia Militar e a Guarda Civil, chegaram lá com máquinas para derrubar nossas casinhas. A gente está aí nessa área desde 2015. Já passou a gestão de Paulo Bonfim, a gestão de Suzana Ramos e agora esse prefeito está aí derrubando as nossas casas, querendo derrubar a casa da gente com nossos filhos dentro de casa",lamentou.
O morador também destacou a presença de pessoas em situação de vulnerabilidade e cobrou diálogo por parte do poder público.
“Existem tantos idosos, crianças, mãe e pai de família nesse lugar, lutando tanto para conseguir para tentar fazer sua casinha. E agora esse prefeito está querendo derrubar a casa de todo mundo".
Segundo ele, moradores teriam buscado a Secretaria de Ordem Pública anteriormente, mas não houve retorno. “Tivemos na secretaria há dois meses atrás, o secretário ficou de marcar uma reunião com a gente até hoje, nunca marcou. E hoje ele mandou foi o maquinário lá derrubar, juntamente com a polícia militar", afirma.
Por outro lado, o secretário de Ordem Pública e Habitação de Juazeiro, Giovanni Silva, afirmou que a ação segue a legislação municipal e tem como objetivo preservar áreas públicas que estariam sendo ocupadas de forma irregular.
“Eu tenho apenas lamentar que infelizmente Juazeiro ainda possui muitas áreas públicas sendo invadidas. A nossa obrigação enquanto município, enquanto Secretaria de Ordem Pública, é garantir que as áreas públicas sejam preservadas e assim possamos ter destinação correta do que é área pública. Equipamentos da saúde, equipamentos para a educação, equipamentos para o social, como qualquer outro equipamento necessário do município", explica.
De acordo com o secretário, a operação seguiu critérios legais previstos no Código de Polícia Administrativa do município (Lei nº 018/2016) e contou com acompanhamento institucional. "Hoje a operação no Argemiro, como também realizamos no bairro da Aliança, foi seguindo estritamente o que é previsto dentro do nosso Código de Polícia Administrativa. Dentro do entendimento que nós construímos com o Ministério Público da preservação das áreas públicas para destinação correta.Tivemos total cuidado para que nenhum imóvel com famílias residindo, imóveis consolidados, passasse pelo processo da desapropriação ou da derrubada da construção irregular. Então, toda a nossa atenção e nosso zelo foi nisso", garantiu Giovanni.
Apesar disso, o secretário não descartou novas ações futuras e reforçou o posicionamento da gestão.
“Isso não quer dizer que no futuro possa acontecer, mas estamos construindo sempre com diálogo, sempre aberto ao entendimento público e geral. Mas nós não podemos permitir que a coisa errada torne-se a coisa comum", finaliza.
O caso evidencia o conflito recorrente entre a necessidade de ordenamento urbano e a realidade social de famílias que ocupam áreas públicas por falta de alternativas habitacionais — um tema sensível que segue exigindo diálogo entre poder público e comunidade.
Redação RedeGN/Fotos reprodução vídeo/WhatsApp



7 comentários
07 de Apr / 2026 às 21h22
Em Juazeiro tem várias construções irregulares e a prefeitura finge que não ver. Tem um bar lá no João 23 em frente ao antigo cafona ,que quase invade a BR e ninguém disse nada
07 de Apr / 2026 às 21h25
Verdade,aquela construção daquele bar em frente ao antigo cafona é um absurdo,ao lado da pista .agora eu faço uma pergunta: se eu chegar lá ao lado desse bar e construir um bar também,a prefeitura vai poder falar alguma coisa?
07 de Apr / 2026 às 21h29
Não vou perder tempo lendo o texto todo . Eles invadem terras pública em Juazeiro porque Paulo. Bonfim e Suzana não foram Prefeitos de verdade, permitiu o crime, vocês sabiam que não era de vcs, vcs não compraram, tá correto o município, tem que tomar de volta, certamente a justiça já expediu a ordem. Mas tem que derrubar outras também.
07 de Apr / 2026 às 23h19
Tem tantas coisas para esse secretário se preocupar com esse prefeito tiktok,agora olha o que eles estão tentando fazer ,derrubar a moradia de pessoas sensíveis pessoas vulneráveis que apenas querem sobreviver,ver se eles estão em suas casas boas com seus altos salários ,as custas do povo , é desumano o que estão tentando fazer com essas famílias tomem vergonha deixem o povo em paz seus arrogantes
08 de Apr / 2026 às 08h11
O correto é derrubar mesmo... Parabéns ao Secretário e à Prefeitura de Juazeiro... Virou cultura em Juazeiro invadir terreno alheio... terreno público, que é de todos e deve ser usado para todos, sendo invadido e utilizado para particulares. Muitos invadem e depois vendem, fazendo desse golpe um negócio. No entanto, as famílias que realmente precisam, devem ser encaminhadas para o Programa Minha Casa Minha Vida e devem ter prioridade na ocupação das novas casas. E também os colegas dos outros comentários possuem razão: tem que desocupar todas as áreas invadidas, inclusive nas margens das BRs
08 de Apr / 2026 às 10h56
PETRO, tem outro bar e restaurante na esquina da avenida Américo tanury, ao lado do CSU! fizeram um puxadinho na frente do restaurante tomando a calçada, TRANSEUNTES tem que passar na pista e na lateral da avenida Américo tanury fizeram uma cobertura, tomando o passeio público? DUVIDO QUE A PREFEITURA, FISCAIS E CIA NÃO SAIBAM DESTAS IRREGULARIDADES DEVE SER DE ALGUM CONHECIDO DOS MANDANTES EM JUAZEIRO? isso não se vê na Bahia, somente em Juazeiro.
08 de Apr / 2026 às 12h09
Só observando, só é não construir em espaço que não é dono.