“Meu espaço começou a ficar diminuído”: Carlos Brito detalha afastamento do grupo Coelho após 26 anos

Em uma das falas mais aguardadas da entrevista no Café com Blog, Carlos Brito detalhou os bastidores do seu afastamento do grupo político do ex-senador Fernando Bezerra Coelho, com quem manteve relação por mais de duas décadas. Segundo ele, o rompimento foi resultado de um desgaste gradual e não teve relação com interesses financeiros.

Durante a entrevista, Carlos Brito foi direto ao comentar o fim da longa relação com o grupo político dos Coelho, iniciada no ano 2000 e que se estendeu por cerca de 26 anos.

Apesar da ligação duradoura — que incluiu, inclusive, relações comerciais, como a negociação envolvendo a Rádio Grande Rio AM — ele fez questão de afastar qualquer interpretação de que o rompimento tenha sido motivado por negócios. “Na verdade não passou pelos negócios, não. Eu falo isso com muita tranquilidade", disse.

Brito ainda explicou que sempre manteve uma relação próxima com o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e também com o deputado Federal Fernando Filho, mas apontou que o cenário mudou com a ascensão de Miguel Coelho dentro do grupo. “Miguel chegou e minha relação com o Miguel nunca foi de proximidade. Eu nunca fui próximo dele.”

Ainda segundo o radialista, o distanciamento começou a se tornar mais evidente ao longo dos últimos anos, inclusive durante processos eleitorais. “Há oito anos, por exemplo, eu não fazia campanha com eles. Eu achei que meu espaço começou a ficar diminuído”, esclarece.

A percepção de perda de espaço, de acordo com Brito, acabou gerando reações que intensificaram o desgaste na relação. Ele também avaliou que houve divergência sobre o reconhecimento de sua trajetória dentro do grupo. “Quando apertam você, você grita. E quando você grita, às vezes você incomoda. Eu achei que eu tinha tamanho e tinha uma trajetória para exigir algum respeito profissional. Acho que ele achou que não”, disse.

Ao final, Carlos Brito indicou que o rompimento se tornou inevitável diante do cenário interno.

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Redação RedeGN