Carlos Brito diz que candidatura foi “acidente de percurso” e revela como decisão surgiu

Durante entrevista no Café com Blog da Rede GN nesta quarta-feira (1), o comunicador Carlos Brito surpreendeu ao afirmar que nunca planejou entrar na política. Segundo ele, a pré-candidatura a deputado federal nasceu de forma inesperada, após incentivos de lideranças políticas e resultados de pesquisas.

Conhecido pela atuação na comunicação regional, Carlos Brito abriu o jogo sobre sua entrada no cenário político e tratou de desfazer qualquer ideia de planejamento antigo para disputar um cargo eletivo.

Com bom humor, ele contou que a possibilidade de ser candidato nunca foi algo estruturado em sua trajetória. “Uma vez na vida, claro que pensa, e se eu fosse prefeito de Petrolina. Mas assim… você acredita que eu nunca pensei em ser prefeito? (…) Eu penso, logo desisto", conta.

Brito foi além e classificou a própria pré-candidatura como algo completamente fora do roteiro inicial. “Aliás, isso aqui é um acidente de percurso. Eu ser candidato".

Durante a conversa, ele também fez questão de afastar interpretações de que estaria entrando na disputa para dar algum tipo de resposta política, especialmente após o rompimento com o grupo do ex- senador Fernando Bezerra Coelho. “A gente não rompeu porque eu sou candidato. Talvez eu seja candidato porque a gente rompeu. É diferente”, esclarece.

Segundo Carlos Britto, o movimento começou a ganhar forma quando lideranças políticas de peso passaram a incentivá-lo a disputar um cargo. “Quando começaram os rumores de afastamento, o pessoal do Recife começou a falar comigo: ‘Brito, por que você não é candidato?’ (…) Eu estou lhe falando de Raquel Lira, de Marília Reis, de Anderson Ferreira".

O comunicador revelou ainda que decidiu encomendar uma pesquisa após perceber a insistência dos convites. “Eu disse, rapaz, esse povo está vendo alguma coisa que eu não estou vendo. E eu mandei fazer a pesquisa”, explica.

O resultado, de acordo com Brito, foi determinante para que ele passasse a considerar seriamente a possibilidade.

“83% de aprovação do meu trabalho. (…) E tinha a pergunta: ‘E se Carlos Brito fosse candidato, você votaria nele?’ E eu fiquei surpreso com a indicação.”

Encerrando o raciocínio, Britto reforçou que sua decisão não tem como objetivo provar nada a terceiros. “Eu não tenho que dar resposta a ninguém”, finaliza.

Assista a entrevista aqui:

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