
Uma situação que deveria trazer solução acabou gerando revolta, transtornos e prejuízos para moradores da Rua C, Caminho 9, no bairro Tancredo Neves, em Juazeiro. Após quase dois meses de espera por uma simples ligação de água, a intervenção realizada pelo Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) deixou um cenário de destruição na via, afetando diretamente vizinhos — inclusive uma família que cuida de um jovem PCD.
Segundo relato da moradora que solicitou o serviço, o problema começou com a demora no atendimento - mesmo após o pagamento da taxa. A ligação só foi realizada depois que ela ameaçou recorrer às redes sociais e a blogs para denunciar a situação. Já em relação à demora para reparo dos danos causados pela obra, a moradora informa que acionou a ouvidoria do município, assim como outro vizinho que teve seu carro atolado.
Mas, de acordo com a moradora, o que mais chamou atenção foi a forma como o serviço foi executado. “Quebraram aqui, quebraram aquela boca de lobo, quebraram aqui; aqui era o relógio da vizinha. Primeiro eles tinham quebrado aqui onde estava o meu registro. Aí eu acho que não deu certo. Aí eles saíram dali com o trator pra virem quebrar aqui, na porta da vizinha”, lamentou.
De acordo com a denunciante, o local onde foi feita a intervenção não tinha relação direta com o pedido, atingindo a calçada de uma senhora. “Aqui tudo era cimento. Velho, mas era, né? […] resolveram quebrar na porta da vizinha, que não tinha nada a ver”.
Conforme a denúncia, a situação se agrava ainda mais porque duas moradoras da rua dividem a responsabilidade pelos cuidados de um neto de 18 anos, pessoa com deficiência, que depende de cadeira de rodas para locomoção.
“Aqui a gente tem uma senhora que mora, tem um neto que é guarda compartilhada com a outra avó, e eles fazem esse percurso todo dia. […] É um rapazinho que tem 18 anos, é PCD e são duas senhoras, né, que fica compartilhando a guarda dele. E aí é uma dificuldade muito grande, tá passando aqui”, explicou.

Com o calçamento destruído e buracos deixados após a obra, a mobilidade na rua ficou comprometida, dificultando ainda mais o deslocamento da família. “Depois que o SAAE fez essa bela obra aqui, ficou pior a situação”.
A moradora reforça que aguardou quase dois meses pelo serviço e que a execução ocorreu apenas após cobrança mais incisiva. “Fiz esse pedido há quase dois meses atrás, fiz o pagamento da taxa do SAAE […] e só vieram porque eu ameacei que ia entrar em contato com as redes sociais, com blog, aí mandaram no mesmo dia”, disse.
Apesar da ligação de água ter sido concluída, o cenário deixado pela obra segue causando indignação. A comunidade agora cobra providências urgentes do SAAE para recuperação da via e garantia de acessibilidade, especialmente diante da presença de pessoas com dificuldades para se locomover.
“Ficou o buraco aqui, a ligação foi feita, mas fora isso deixaram um buraco, uma zona enorme aqui no meio do caminho. A gente queria só pedir que fosse resolvido isso”, conclui a moradora.



1 comentário
31 de Mar / 2026 às 16h47
O calçamento do bairro João 23 está acabado e ninguém faz nada