Espaço do Leitor: O parasita, o escritor fantasma e as verdades para debaixo do tapete por Alex Tanuri

O desconhecido escrevinhador, identificado apenas como escorpião, me lembra Joseph Bandeira, um dos maiores líderes juazeirenses, que se notabilizou pelo populismo, mas também pela transparência: “O PT da boquinha”, é uma frase dele, repetida ao infinito, durante o período em que esteve de costas para a esquerda. 

E nisso Bandeira acerta. 

O PT caminhou por pouco tempo só. Entrou na primeira janela que se abriu, exatamente ao lado de Joseph; saltou rápido para Isaac e agora se deita, esplêndido, gordo e satisfeito, ao lado de Andrei. O Escorpião, provavelmente, se lambuzou em todos esses cenários. 

Então, o PT pode. Ir da esquerda para a direita, de cima para baixo. O Vereador não. O Escorpião exige coerência, mas, como é de “sua natureza”, se esconde no anonimato, no escuro, nas sombras, no aguardo da recompensa por sua ferroada.

O escrevinhador, por conveniência e para merecer o ganho, compara Política, assim mesmo com letra maiúscula, com torcida de futebol. Nasci Botafogo, tenho de viver e morrer Botafogo. Nada mais falso.

Não é preciso repisar os fatos. Só não estão à vista da população de Juazeiro: onde está a obra da nova UPA? Onde está a feira livre de Maniçoba ou as ruas calçadas? Onde está o dinheiro para os canais? Ou a reforma da Maternidade e as novas UBS?
Lembro que comecei minhas cobranças dizendo que nenhum dos meus eventuais adversários nunca colocou em dúvida meu amor à Juazeiro, diferente do PT, que ama e gruda nas benesses do poder.

Fui oposição e mantive coerência. Fui situação e mantive minha liberdade para criticar. Carrego comigo a bagagem da história de meu avô e de meu pai, carrego comigo a dignidade de poder defender, criticar e optar pelo que for melhor para Juazeiro. Diferente do PT, nunca me bandeei em busca da calmaria e do bem estar.

Juazeiro não precisa de terraplanistas, de quem joga para debaixo do tapete verdades, não precisa de quem atira no mensageiro porque a mensagem não lhe agrada. 

Juazeiro precisa de coragem, de quem possa fazer frente ao falatório vazio e cobre realizações. Juazeiro não é bando, não é gado, não é silêncio.
Se hoje meu nome é indignação, amanhã poderá ser reconhecimento; se hoje meu nome é cobrança, amanhã poderá ser agradecimento. O que não farei será acomodar-me, nos vãos, no escuro e de “boquinha” ficar silencioso e satisfeito.

Para voltar ao escrevinhador: Uma ovelha dessedentava-se no riacho, logo abaixo de um leão. O leão, todo poderoso, volta-se para a ovelha e diz: “Você se atreve a beber nesse riacho? Está sujando a água que vou beber!”

A ovelha, pacata, porém firme, retruca: “Senhor Leão, estou abaixo do senhor. A água que estou bebendo já passou pelo senhor”
“Ora” – ruge o Leao – “Você ousa me criticar? Diz que minto? Diz que erro?” – E, sem pestanejar, ataca a ovelha e a devora. 

Poderei ser devorado pelo silêncio cúmplice de quem apanha as migalhas do banquete do poder, poderei ser caluniado pelos escorpiões; porém, deixo de ser apenas Alex Tanuri, o inconformado, para ser História na boca, na lembrança e na coragem do Povo de Juazeiro.

Vereador Alex Tanuri