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Durante entrevista ao programa Café com Blog, da Rede GN, o apresentador Geraldo José questionou o diretor da AMTT sobre a interdição de uma faixa da Avenida Raul Alves, importante acesso para quem segue em direção à Ponte Presidente Dutra.
Segundo o apresentador, anteriormente o trecho permitia a passagem simultânea de dois veículos, ajudando a desafogar o fluxo de carros que seguem para a ponte. No entanto, após um afundamento no piso da via, nas proximidades da maternidade, apenas uma faixa passou a funcionar, gerando dúvidas sobre até quando a interdição permanecerá.
Ao responder, Paulo Lima explicou que a situação é mais complexa do que parece e envolve problemas estruturais antigos ligados à rede de água e esgoto da área.
“Temos registros das conexões feitas pelo SAAE, mas aquela área é muito sensível. No passado nunca houve a preocupação de mapear essas redes”, afirmou.
De acordo com ele, a região recebe grande fluxo de veículos porque concentra acessos importantes, inclusive de rodovias federais como a BR-407, que direciona tráfego para avenidas como a Raul Alves. “Hoje trabalhamos muitas vezes em situação de crise”
O diretor explicou que a falta de mapeamento das redes do Serviço de Água e Saneamento Ambiental de Juazeiro (SAAE) acaba dificultando qualquer intervenção.
Segundo ele, ao tentar realizar obras ou reparos no local, as equipes muitas vezes não sabem exatamente onde passam as tubulações e equipamentos subterrâneos, o que exige estudos técnicos antes de qualquer ação. “Todos os dias somos surpreendidos porque não sabemos como foi construída a rede lá atrás. A rede hídrica e de esgoto não está mapeada”, destacou.
Intervenção pode custar mais de R$ 20 milhões
Paulo Lima citou ainda um caso recente próximo à Associação Atlética Banco do Brasil - AABB, onde infiltrações provocaram o comprometimento do asfalto.
“A água terminou infiltrando para o asfalto e ele começou a ceder. Por isso foi necessário bloquear aquele retorno”, explicou.
Segundo ele, para fazer uma intervenção definitiva no local seria necessário um investimento superior a R$ 20 milhões, valor que não está previsto no momento.
Além disso, o diretor afirmou que obras mais profundas ficam limitadas enquanto a travessia urbana ainda não for concluída, já que mudanças estruturais poderiam impactar diretamente o fluxo de veículos.
“Se tivéssemos o histórico de todas as instalações do SAAE, seria muito mais fácil planejar essas intervenções. Hoje muitas vezes precisamos agir em situação de crise”, concluiu.
Redação RedeGN



1 comentário
12 de Mar / 2026 às 01h31
Finalmente temos um olhar técnico para nossa situação. Desejo muito sucesso a Paulo e que deixemos de ter uma cidade baseada no "achismo". Juazeiro merece olhar dos gestores pensando na grandiosidade e importância que a cidade merece.