Paulo Lima afirma que rotatórias, semáforos e sinalização fazem parte de um mesmo planejamento e anuncia reforço na fiscalização em Juazeiro

O diretor-presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes, Paulo Lima, voltou a defender que o maior problema do trânsito em Juazeiro não é a ausência de regras, mas a dificuldade de cumprimento por parte dos condutores.
Em entrevista ao Programa de Geraldo José, na tarde desta terça-feira (3), ele afirmou que mobilidade urbana não pode ser tratada de forma isolada e que semáforos, rotatórias e sinalização fazem parte de um mesmo planejamento estratégico.
“A questão semafórica e as rotatórias trabalham unidas. Mobilidade urbana exige planejamento. O grande desafio é a obediência à legislação”, destacou.
Rotatórias exigem cultura de uso
Ao comentar comparações frequentes entre Juazeiro e Petrolina, o gestor discordou da ideia de que as rotatórias da cidade vizinha seriam mais eficientes.
Segundo ele, não basta implantar a estrutura física — é preciso que a população compreenda a dinâmica correta de utilização.
“Não é só ter a rotatória, você precisa ter cultura de utilização. Tem rotatória que comporta dois veículos, mas só passa um, porque cada um acha que tem prioridade.”
Ele reforçou que a regra é clara: a preferência é de quem já está dentro da rotatória — algo que, segundo ele, ainda gera conflitos no dia a dia.
Sinalização e fiscalização mais rígidas
Paulo Lima também anunciou que a gestão municipal vai investir na ampliação da sinalização vertical e horizontal, medida que permitirá fortalecer a fiscalização.
“É importante que a cidade esteja toda sinalizada para que haja fiscalização. Mas, acima de tudo, é preciso obedecer.”
Ele voltou a citar a situação da Ponte Presidente Dutra como exemplo de desrespeito às normas. Mesmo com restrições claras para determinados veículos, caminhões continuam tentando atravessar o equipamento.
Os órgãos federais responsáveis pela fiscalização no trecho — o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) — realizam notificações, mas, segundo o presidente da AMTT, isso não tem sido suficiente para impedir condutas irregulares.
“Não é questão de norma, é questão de obedecer à restrição. Só notificar não impede o condutor desobediente.”
Ele citou casos de veículos de grande porte que chegaram a retornar na contramão após avançarem irregularmente em direção à ponte.
Desafio estrutural e cultural
Para o novo presidente da AMTT, o trânsito de Juazeiro enfrenta um desafio que vai além da infraestrutura: trata-se de uma mudança cultural.
Com grandes obras em andamento na região e aumento do fluxo entre Juazeiro e Petrolina, a gestão aposta em três pilares: planejamento integrado da mobilidade, reforço da sinalização e intensificação das ações educativas.
A meta, segundo Paulo Lima, é transformar organização viária em rotina — e não apenas reação a problemas.
Redação RedeGN



2 comentários
03 de Mar / 2026 às 21h34
Disse tudo
03 de Mar / 2026 às 23h02
Vocês deveriam providenciar PASSARELAS em alguns trechos? Exemplo, ali no colégio LOMANTO JUNIOR / rodoviária, colégio modelo outra da UPA até a reformadora de pneus, próximo do verdao? Povo precisa fazer travessia, muitos motoristas param, mas os imprudentes que andam em cima de motos não param, não respeitam mesmo passando nas faixas de pedestres.