
No chapéu de espuma branca
A água dá um empurrão
Sai fazendo burburão
No galope da enchente
Tudo fica diferente
Quando chove no sertão.
Gosto de ti, ó chuva, nos beirados,
Dizendo coisas que ninguém entende!
Da tua cantilena se desprende
Um sonho de magia e de pecados.
O Nordeste se Enche de Alegria com a Chegada da Chuva no Sertão...O dia de chuva é exatamente o dia oferecido de graça pela natureza...Os versos acima refletem a comemoração do empresário, cantor e compositor Luiz do Humaytá, morador dos Sertões de Curaçá, Bahia comemorando dia de chuva neste sábado, 28 de fevereiro e chegada do mês de março.
A comemoração da chuva no Nordeste brasileiro é um tema central na poesia popular e na literatura de cordel, simbolizando vida, renovação, fartura e alívio após a seca. Poetas como Patativa do Assaré e cordelistas contemporâneos utilizam versos para descrever o cheiro da terra molhada, o som dos trovões e a alegria dos agricultores.
Tá chovendo no Sertão...
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