Espaço do Leitor: A situação do transporte coletivo entre Juazeiro e Petrolina ultrapassou o limite da tolerância.

Não estamos falando de um simples problema administrativo. Estamos falando de trabalhadores impedidos de chegar ao emprego. De estudantes prejudicados. De pacientes que dependem da travessia diária.

A empresa JOFRA tentou transferir irregularmente a operação da linha. A Agência Nacional de Transportes Terrestres vetou. Mas, depois disso, o serviço simplesmente deixou de funcionar de forma regular.

E agora vem a pergunta que a população faz todos os dias: Quem vai resolver? Porque Juazeiro e Petrolina não são cidades isoladas. São uma região integrada. O que acontece de um lado da ponte impacta imediatamente o outro.

Por isso, faço aqui uma chamada direta:
À Prefeitura de Juazeiro.
À Prefeitura de Petrolina.
Às Câmaras Municipais das duas cidades.
À bancada federal da Bahia e de Pernambuco.
E ao Ministério Público Federal.

É preciso agir. Não basta dizer que é competência federal.
Quando o povo sofre, a responsabilidade é de todos.

É necessário: Cobrar formalmente a ANTT.
Exigir posicionamento público.
Solicitar autorização emergencial para outra empresa operar.
E, se for o caso, provocar judicialmente a retomada do serviço.
O que não pode continuar é o jogo de empurra.

A população não pode ser refém de impasse empresarial nem de morosidade regulatória.
Estamos falando da principal artéria de circulação do Vale do São Francisco.
Interromper esse transporte é comprometer a economia regional.
Se a empresa não cumpre, deve ser substituída.
Se há irregularidade, deve ser punida.
Mas o transporte precisa funcionar.
Porque mobilidade é direito.
E direito não se negocia — se garante.

Luiz Alves