Pescadores artesanais de Juazeiro, Petrolina e região realizam protesto na Ponte Presidente Dutra. Engarrafamento provoca transtornos aos motoristas

Pescadores artesanais de Juazeiro, Petrolina e região realizam protestona Ponte Presidente Dutra. Os trabalhadores cobram o pagamento do seguro-defeso, benefício destinado a garantir renda durante o período em que a pesca é proibida para preservação das espécies. De acordo com informações houve uso de bomba de efeito moral durante o protesto.

Conforme fotos a Policia Rodoviária Federal e Policia Militar foram acionadas.

Segundo os trabalhadores, o atraso no pagamento tem causado dificuldades financeiras, já que o benefício é a principal fonte de renda durante o período de paralisação da atividade pesqueira. O seguro defeso é pago pelo Governo Federal a pescadores que exercem a atividade de forma artesanal e que atendem aos critérios exigidos por lei.

Presidente da Associação de Pescadores da Ilha do Fogo, Tadeu Reis lamenta a situação vivida pelos beneficiários e destaca que o seguro defeso é a única forma de renda dos moradores que vivem da pesca.

"É muito difícil para os pescadores, porque eles sobrevivem da pesca, não tem outra atividade. Ele não pode fazer outro trabalho que não seja da pesca. Então, vai completar três meses sem seguro defeso e as pessoas dependem desse benefício".

O período de defeso ocorre em épocas específicas do ano e tem como objetivo proteger a reprodução dos peixes. Durante esse intervalo, a pesca é suspensa, e o seguro defeso funciona como uma compensação financeira para os profissionais.

Apesar de entender a importância da política ambiental, seu José Augusto é um dos pescadores que cobra a regulamentação do seguro defeso, direito garantido, mas que vem deixando famílias desamparadas.

O Ministério do Trabalho e Emprego assumiu o pagamento do seguro defeso iniciado no dia 1º de novembro e afirmou que todos os defesos do país iniciados nessa data devem receber em fevereiro, como é o caso dos pescadores de Petrolina.

O Ministério também justificou o atraso, informando que todos os recursos de 2025 foram gastos antes do fim do ano devido a fraudes que já estão sendo investigas pela Polícia federal. O órgão ainda declarou que instituiu novas regras para evitar esse tipo de desvio.

redegn Foto Milena Pacheco redegn e foto site PMJ