UPB define teto de R$ 700 mil para cachês de bandas no São João da Bahia

Prefeitos, Ministério Público e UPB entram em consenso para conter aumentos abusivos e valorizar artistas locais

Durante reunião realizada na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), prefeitos de diversas cidades do estado, em conjunto com o Ministério Público, definiram um teto máximo de R$ 700 mil para o cachê de bandas que se apresentarem no São João da Bahia, seja em eventos promovidos por prefeituras ou pelo Governo do Estado.

A informação foi confirmada pelo prefeito de Conceição de Feira, João de Furão, que participou do encontro ao lado de gestores escolhidos para compor o conselho responsável por discutir os custos das festas juninas. Estiveram presentes, entre outros, os prefeitos Zé Cocá (Jequié) Laércio Muniz (Senhor do Bonfim), Edinaldo Oliveira (Cruz das Almas), Genival Deolino (Santo Antônio de Jesus) e Cyro Oliveira (Serrinha), além do presidente da UPB, Wilson Cardoso, e representantes do Ministério Público.

Segundo João de Furão, a decisão foi tomada por consenso e votação, com apoio da maioria dos prefeitos. Ele ressaltou que o valor de R$ 700 mil representa apenas um limite máximo, e não um valor obrigatório para todas as contratações.

“Isso não significa que toda banda vai cobrar R$ 700 mil. Bandas que receberam R$ 200 mil no ano passado, por exemplo, só poderão ter reajuste com base na inflação, inferior a 5%”, explicou o prefeito.

O acordo também estabelece que o valor total gasto por cada município com eventos festivos não poderá ultrapassar o montante do ano anterior, acrescido apenas da inflação. Além disso, parcerias público-privadas (PPPs) não poderão ser usadas para burlar as regras definidas na reunião.

De acordo com João de Furão, a medida tem como principal objetivo frear aumentos considerados abusivos, já que algumas bandas chegaram a pedir cachês de até R$ 2 milhões, além de valorizar os artistas locais e regionais, possibilitando melhores pagamentos a músicos das próprias cidades.

“Se professores e servidores tiveram reajustes limitados, não faz sentido bandas terem aumentos abusivos. Quem quiser cobrar acima desse teto, pode até cobrar, mas não vai tocar no São João da Bahia”, afirmou.

O prefeito destacou ainda a importância de que a Assembleia Legislativa da Bahia abrace a proposta, fortalecendo o movimento, que segundo ele, já começa a servir de referência para outros estados.

 

RedeGN/Foto: Vídeo/Reprodução