
Em Juazeiro, Bahia, assim como no resto do Brasil, os "orelhões" (telefones públicos) estão em processo de extinção, com retirada gradual até 2028, sendo substituídos por investimentos em banda larga, mas alguns poucos podem permanecer onde não há outra alternativa de telefonia, segundo a Anatel.
A mudança ocorre porque os cartões telefônicos sumiram e o uso diminuiu drasticamente devido aos celulares, tornando-os obsoletos e alvo de vandalismo, com as operadoras focando em redes móveis.
A Bahia possui cerca de 1.019 orelhões ativos e outros 550 em manutenção, segundo dados recentes. Pesquisa da REDEGN nas redes sociais Não foi especificado um número exato de orelhões para a cidade de Juazeiro (BA) isoladamente.
Os 17 orelhões que ainda existem nas ruas de Petrolina estão com os dias contados. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os 38 mil aparelhos que restam no país serão retirados das ruas até 2028.
Segundo a Anatel, Petrolina é a cidade pernambucana com maior número de orelhões. Pernambuco tem ao menos 233 orelhões em 78 cidades.
Durante muito tempo, os orelhões desempenharam um papel fundamental nas comunicações. Em uma época em que os celulares não eram tão populares, os telefones instalados nas ruas eram o caminho mais fácil para ligar para outras pessoas, seja por meio de fichas, depois cartões, ou com as Chamadas a cobrar, quando os usuários não tinham como pagar pela chamada e a conta ia para a linha de quem recebia a ligação.
Um dos 17 aparelhos que resistem ao tempo em Petrolina fica na praça ao lado da Igreja Matriz, no Centro da cidade. Os sinais de desgaste são visíveis, assim como a ação de vândalos. Os outros orelhões espalhados pela cidade vivem situações semelhantes.
Criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira enquanto trabalhava em uma companhia telefônica, o orelhão surgiu em 1971. Inicialmente, o aparelho tinha outros nomes, como Chu I e Tulipa.
Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação da arquiteta se tornou icônica pelo design, reproduzido em países como Peru, Angola, Moçambique e China. O formato tinha uma justificativa funcional: a qualidade acústica. O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegendo quem falava do barulho externo.
Durante décadas, os orelhões foram fundamentais para a comunicação dos brasileiros, especialmente entre os anos 1970 e o início dos anos 2000.
Facilitavam contatos urgentes, ajudavam a construir histórias, serviam como ponto de encontro e, muitas vezes, eram o único meio de falar com alguém fora de casa, fazendo muita gente esperar até cair a ficha para completar a ligação — principalmente após ouvir o clássico "chamada a cobrar".
Redegn com informações G1 Petrolina Foto Emerson Rocha



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