Flamengo planeja ampliar fatia de 25% da torcida nordestina? Diretor explica estratégia

Clube de maior torcida nacional, o Flamengo lidera no Nordeste com a preferência de 25% dos torcedores da região. Uma fatia relevante, não há duvida, mas o que o Rubro-negro pensa a respeito dos seus fãs nordestinos? Em entrevista ao podcast Embolada, o vice-presidente de comunicação e marketing do clube, Ricardo Hinrichsen, explicou a estratégia do Fla sobre o assunto.

A estatística veio da última pesquisa O Globo/Ipsos-Ipec, que, inclusive, mostrou um aumento da penetração do clube no Nordeste em relação a 2022. Ampliar ainda mais essa porcentagem é um objetivo do Flamengo? Segundo Hinrischsen, não.

- O torcedor nordestino é muito importante para o Flamengo, porque a gente tem 15 milhões de torcedores aqui, dentro de uma base de 45 milhões, aproximadamente. Então eu tenho um terço da minha torcida no Nordeste - iniciou Hirichsen.

"Hoje eu não tenho foco em aumentar isso, porque eu acho que, nesse momento, o que eu preciso é me aproximar dessas pessoas, porque o clube nunca fez nenhum esforço, historicamente, no sentido de ter alguma coisa voltada para esse torcedor que mora longe do Rio de Janeiro", acrescentou.

Segundo o diretor, a relação do torcedor nordestino com o Flamengo sempre foi unilateral. E que o clube iniciou em 2025 uma tentativa de mudança de estratégia para amenizar isso.

- Fizemos o relançamento do sócio-torcedor em abril e lançamos um plano que se chama Sem Fronteiras, voltado especificamente para o torcedor do Flamengo que quer ser sócio-torcedor, mas não tem a mesma possibilidade do pessoal que mora no Estado do Rio de Janeiro ou que tem condição financeira de frequentar o Maracanã.

Ricardo Hinrichsen diz que o principal problema dos programas de sócio-torcedor no Brasil é que estão muito vinculados à ida ao estádio de futebol. O Sem Fronteiras, plano que custa menos de R$ 20, tem como principal ponto benefícios de convênios, que estão sendo construídos. Um dos objetivos é ter benefícios que possam ser usufruídos fora do Rio de Janeiro.

- De abril para cá, já estamos com 30 mil sócios nesse programa, e o objetivo é crescer bastante agora neste ano (2026). Não aprendemos a vender ainda bem; isso é um trabalho de casa que a gente tem que fazer dentro do departamento de marketing, porque é um produto muito novo. Normalmente, quando você tem outros clubes, você tem um benchmarking: você olha o que funcionou no Fortaleza, no Corinthians, e tenta adaptar. Esse é um produto que não tem — até onde eu sei — nenhum outro clube no Brasil com esse tipo de proposta específica. Então a gente está tendo que aprender na marra como fazer.


"Então, meu objetivo agora é muito mais melhorar a qualidade do relacionamento que eu tenho com os 15 milhões que eu já tenho do que ficar me preocupando em aumentar para 20 ou 25. Já tem muita gente que eu não atendo; eu preciso começar a atender", finalizou Hinrichsen.
 

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