.jpg)
O senador baiano Jaques Wagner (PT) foi a bola da vez e a notícia do dia nesta quinta-feira (18) após a aprovação, no senado, do PL da dosimetria, que reduz pena para condenados pelos ataques do 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso e condenado a uma pena de mais de 27 anos.
A polêmica em torno do baiano, que é líder do Governo no Senado Federal, versa sobre um possível acordo para aprovação do PL da dosimetria, em troca da aprovação de texto que reduzia benefícios fiscais federais e aumentava a tributação de bets e fintechs, aprovadas na mesma sessão, nesta quarta (17).
“Não me envergonho do que fiz, estou muito tranquilo na condução da minha liderança e acho que o que a gente fez foi simplesmente colocar em votação aquilo que estava para ser votado”, declarou o senador, que se manifestou contrário à aprovação, no mérito, do projeto da dosimetria.
De acordo com Wagner a matéria já tinha maioria para ser aprovada e que não havia motivos “para empurrar com a barriga”, admitindo que fez o acordo apenas de procedimento, para acelerar aprovações que interessam ao governo, sem consultar o Palácio do Planalto”.
O posicionamento de Wagner gerou muita polemica entre governistas, incluindo a ministra Gleisi Hoffmann, que fez duras críticas à ação do líder nas redes sociais: "A redução das penas de Jair Bolsonaro e demais golpistas, aprovada agora à noite no Senado, é um desrespeito à decisão do STF e um grave retrocesso na legislação que protege a democracia. A condução desse tema pela liderança do governo no Senado na CCJ foi um erro lamentável, contrariando a orientação do governo que desde o início foi contrária à proposta. O presidente Lula vetará esse projeto. Condenados por atentar contra a democracia têm de pagar por seus crimes”, escreveu.
Wagner respondeu à ministra também nas redes sociais: "Lamentável é nos rendermos ao debate raso e superficial. É despachar divergências de governo por rede social", rebateu.
A proposta vai agora à sanção de Lula, que pode vetá-la. Se isso acontecer, o Congresso terá de decidir se mantém ou derruba o veto do presidente. A proposta ainda pode sofrer contestações judiciais.
Nos bastidores do PT o assunto segue em alta, com manifestações em diversos tons.
Redação Rede GN



2 comentários
19 de Dec / 2025 às 06h53
O país só tem duas propostas para serem apresentadas nas próximas eleições: ou vc vota no presidiário ou no ex presidiário. De qualquer maneira o sistema prisional estará sempre em evidência.kkkkk
19 de Dec / 2025 às 11h28
Tá ai o novo tríara da democracia, minha gente, esse sujeito sempre teve a intenção de pertencer a ditadores, ele percebe agora que Lula, é um democratico, estadista, por isso quer pular do barco quem sabe se unindo aos ditadores da direita e extrema direita. Nunca votei nesse sujeito, nunca votarei