Exu: Joquinha Gonzaga recebe livro 'A Obra de Luiz Gonzaga e o Direito'

O juiz, escritor e pesquisador, atual desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba, Onaldo Rocha de Queiroga, participou das festividades dos 113 anos do nascimento de Luiz Gonzaga, em Exu, Pernambuco. Na oportunidade foi entregue a Joquinha Gonzaga, sobrinho de Luiz Gonzaga, o livro 'A Obra de Luiz Gonzaga e o Direito'. 

A obra inédita no Brasil propõe uma análise da interligação entre as canções do Rei do Baião e os princípios da doutrina jurídica. A capa e as ilustrações do livro foram elaboradas pelo designer e arquiteto Antônio Cláudio Ximenes Massa.

O livro traça um paralelo entre a música de Luiz Gonzaga e diferentes áreas do Direito. Exemplos dessa interseção incluem a canção 'Morte do Vaqueiro', que remete ao Direito Criminal; 'Testamento de Caboclo', associada ao Direito de Sucessão; 'Casamento Improvisado' e 'Casamento Atrapaiado', vinculadas ao Direito de Família; e 'Xote Ecológico', que dialoga com o Direito Ambiental.

"Comecei a analisar as canções e percebi que diversos trechos se encaixavam perfeitamente nos conceitos jurídicos", comentou Queiroga.

A professora, chefe do Departamento CCJ-Universidade Estadual da Paraíba, afirma que o livro é inovador. "Nesta obra doutor Onaldo captou com uma sensibilidade impar a verdadeira voz de Luiz Gonzaga, aquela que ansiava ser ouvida e que ecoa até hoje como um pedido de justiça e igualdade social".

A experiência de Onaldo Queiroga com a literatura teve início em 1992, quando, ainda juiz na cidade de Sousa, Paraiba vivenciou um momento marcante. Durante uma visita ao Sousa Ideal Clube, encontrou um homem simples tocando pistom nos escombros de um antigo colégio. A cena inspirou seu primeiro texto, 'Lições de Vida', marcando o início de sua jornada como escritor. "Aquele homem, apesar da adversidade, possuía um dom divino: suavizar a dor e a fome com a música", relembra o autor.

"Com uma carreira dedicada ao Direito e à literatura, Onaldo Queiroga segue unindo suas paixões e trazendo novas perspectivas tanto para o universo jurídico quanto para a cultura brasileira", diz o jornalista Kubitschek Pinheiro.