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A REDEGN destacou a aflição de familiares de pacientes do Hospital Universitário-Univasf, devido a superlotação. Pessoas nos corredores em condições parecidas com "situação de guerra. Não há leitos suficientes".
A REDEGN obteve a informação que "a situação vem se agravando a cada dia".
Omar Torres membro do Conselho Universitário (Conuni) da Univasf-Universidade Federal do Vale do São Francisco, alerta as autoridades do setor de saúde. De acordo com Omar Torres é urgente a necessidade de criar novos mecanismos de assistência, novas opções para atendimento hospitalar.
Omar Torres cita, por exemplo que Petrolina "não possui uma opção de Hospital Público, que não seja ao Hospital Universitária para o atendimentos de pessoas que precisem de um acolhimento".
Através de nota enviada a REDEGN, o Hospital Universitário da Univasf esclarece que a superlotação é uma realidade complexa que reflete um problema maior da rede de saúde regional. Há um déficit assistencial importante na região de saúde, e essa falta de estrutura em outros pontos da rede termina por fazer com que o HU receba uma demanda muito além da sua capacidade física.
A gestão do HU-Univasf tem trabalhado diariamente para mitigar os efeitos da superlotação e qualificar o cuidado prestado. Nos últimos dois anos, foram mais de 450 vagas liberadas, possibilitando contratações estratégicas e oportunas de profissionais em áreas críticas. Também foram contratualizados serviços essenciais, como o de neurocirurgia, fundamental para atender uma demanda regional reprimida, e o de anestesiologia, que tem contribuído diretamente para manter o ritmo e a segurança da produção cirúrgica.
Em setembro, foi alcançado o recorde histórico de 580 cirurgias realizadas em um único mês, resultado direto do comprometimento das equipes e das ações de mutirões cirúrgicos aos fins de semana, que já se tornaram parte da rotina do hospital. Destaca-se também que a capacidade operacional dos leitos de UTI foi duplicada, garantindo mais segurança e qualidade no cuidado aos pacientes críticos.
Além disso, a governança do HU mantém diálogo constante com a Administração Central da Ebserh, buscando soluções concretas e articulações junto aos governos federal, estadual e municipais, e também com a Central de Regulação Interestadual de Leitos, além de entidades representativas como conselhos profissionais e o Ministério Público.
Este último já realizou, em outubro, duas reuniões sobre o tema da superlotação e organizou uma audiência pública a ser realizada em breve, com a presença dos entes federativos e do hospital. Esses espaços de diálogo têm sido fundamentais para que o problema seja enfrentado de maneira compartilhada e integrada, reconhecendo que as soluções dependem da atuação coordenada de toda a rede de atenção à saúde.
redegn Foto redes sociais



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