Petrolina: "pacientes voltam a alertar autoridades para a situação de superlotação no Hospital Universitário"; HU responde

No mês de julho a REDEGN destacou a aflição de familiares de pacientes do Hospital Universitário-Univasf, devido a superlotação. Pessoas nos corredores em condições parecidas com "situação de guerra. Não há leitos para internação.

"É fato que a maioria dos acidentes que levam super lotação dos hospitais, acontecem entre sexta feira a noite e domingo a noite, grande parte motivados por motociclistas e motoristas. Minha sugestão: que todas as forças de segurança, municipais, estaduais e federal, intensifiquem blitz's neste período, por certa iriam tirar muitos imprudentes de circulação.  "As autoridades, forças políticas, não estão nem ai para a crise da saúde em Petrolina".

Naquele mês os comentários de internautas com relação a superlotação do Hospita Universitério/Univasf chamaram a atenção.

Nesta segunda-feira (03) de novembro, a REDEGN obteve a informação que "a situação vem se agravando a cada dia".

Omar Torres membro do Conselho Universitário (Conuni) da Univasf-Universidade Federal do Vale do São Francisco, alerta as autoridades do setor de saúde. De acordo com Omar Torres é urgente a necessidade de criar novos mecanismos de assistência, novas opções para atendimento hospitalar.

Omar Torres cita, por exemplo que Petrolina "não possui umA OUTRA opção de Hospital Público, que não seja ao Hospital Universitária para o atendimentos de pessoas que precisem de um acolhimento".

SEM OPÇÃO: Pacientes de Juazeiro Petrolina e região afirmam que o "hospital já não consegue internar pacientes e que há superlotação". Uma acompanhante de paciente, que prefere não ser identificada questiona o que as autoridades,, prefeitos das cidades que fazem uso do Hospital estão fazendo, visto que "é notório os esforços dos médicos e trabalhadores do Hospital Universitário.

"O problema não está só no Hospital Universitário. É um tema que precisa da união de todos. Os pacientes sofrem é verdade, mas é um problema que se arrasta há anos". De acordo com a denuncia muitos "pacientes estão nos corredores do Hospital devido falta de leitos"

Em julho em resposta a REDEGN, a assessoria do Hospital Universitário/Univasf, confirmou que a superlotação é constante. A demanda continuava alta, sobretudo por acidentados no trânsito que chegam ao acolhimento do HU a todo momento.

A assessoria ainda informou que é importante ressaltar que o HU-Univasf é unidade de porta aberta, referenciada para média e alta complexidade em traumato-ortopedia e neurocirurgia, entre outras especialidades, para uma extensa região que abrange 53 municípios, com elevados índices de internação e atendimentos de urgência e emergência.  As equipes se esforçam diariamente para fornecer resolutividade a todos os casos, avaliando os riscos e tipos de abordagens para cada paciente.

O hospital, com apoio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), tem empreendido diversas ações para melhoria contínua da capacidade de atendimento, entre elas:
Aumento do número de profissionais; 
Melhorias na estrutura dos setores assistenciais;
Aquisição de equipamentos de ponta;
Aprimoramentos dos fluxos de atendimento;
Ampliação de leitos de internação e de turnos de realização de cirurgias;
Mutirões para agilizar a realização de diversos procedimentos.

Em nota, o Hospital Universitário da Univasf esclarece que a superlotação é uma realidade complexa que reflete um problema maior da rede de saúde regional. Há um déficit assistencial importante na região de saúde, e essa falta de estrutura em outros pontos da rede termina por fazer com que o HU receba uma demanda muito além da sua capacidade física.

A gestão do HU-Univasf tem trabalhado diariamente para mitigar os efeitos da superlotação e qualificar o cuidado prestado. Nos últimos dois anos, foram mais de 450 vagas liberadas, possibilitando contratações estratégicas e oportunas de profissionais em áreas críticas. Também foram contratualizados serviços essenciais, como o de neurocirurgia, fundamental para atender uma demanda regional reprimida, e o de anestesiologia, que tem contribuído diretamente para manter o ritmo e a segurança da produção cirúrgica.

Em setembro, foi alcançado o recorde histórico de 580 cirurgias realizadas em um único mês, resultado direto do comprometimento das equipes e das ações de mutirões cirúrgicos aos fins de semana, que já se tornaram parte da rotina do hospital. Destaca-se também que a capacidade operacional dos leitos de UTI foi duplicada, garantindo mais segurança e qualidade no cuidado aos pacientes críticos.

Além disso, a governança do HU mantém diálogo constante com a Administração Central da Ebserh, buscando soluções concretas e articulações junto aos governos federal, estadual e municipais, e também com a Central de Regulação Interestadual de Leitos, além de entidades representativas como conselhos profissionais e o Ministério Público. Este último já realizou, em outubro, duas reuniões sobre o tema da superlotação e organizou uma audiência pública a ser realizada em breve, com a presença dos entes federativos e do hospital. Esses espaços de diálogo têm sido fundamentais para que o problema seja enfrentado de maneira compartilhada e integrada, reconhecendo que as soluções dependem da atuação coordenada de toda a rede de atenção à saúde.

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