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Uma das ironias mais cortantes de Millôr Fernandes — humorista, escritor e olho clínico sobre as contradições humanas — foi observar que a violência global nos deu uma geografia prática: fronteiras desconhecidas viraram manchetes, mapas escolares se transformaram em mapas de sofrimento, e aprender a localizar um povo passou a ser também aprender onde alguém foi expulsado, massacrado ou esquecido.
Essa lição amarga serve de ponto de partida para pensar o que a história antiga nos diz — e o que ela não pode dizer — sobre as disputas que hoje consumem o Levante.



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