Curaçá: Falta de chuva na zona rural prejudica economia local. Famílias de agricultores enfrentam seca prolongada

Conforme destaque na REDEGN, a falta de chuvas, a seca severa é sentida na região do Distrito de Patamuté, São Bento, Mundo Novo, Poço de Fora, comunidades localizadas no município de Curaçá, Bahia. Veja Aqui=REDEGN=Curaçá: Famílias de agricultores do Distrito de Patamuté, Mundo Novo, São Bento sofrem com a falta de água.

Quase seis meses sem chuva significativa. A estiagem prolongada compromete o abastecimento de água e as lavouras. A Caatinga está cinza e o pasto sem vida. O cenário revela uma das secas mais severas dos últimos anos.

A REDEGN obteve a informação que famílias de agricultores dependem "exclusivamente dos carros pipas e solicitam providências das autoridades municipais, estaduais e federais"

"Pedimos clemência por água, nossos produtores sofrem com a seca que abate o rebanho e causam prejuízos e econômicos, a sede não espera. Nossos governantes precisam olhar e atender com urgência nosso povo, não temos número suficiente de carros pipas pelo município, somos o maior Distrito em extensão territorial, S.O.S ÁGUA".

O coordenador da Defesa Civil de Curaçá, Lindomar de Carvalho Santos, afirma que apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município "todos os esforços estão sendo realizados para amenizar os efeitos da seca na região".

Neste sábado, dia 18, a REDEGN conversou mais uma vez como coordenador da Defesa Civil. "As chuvas aqui na região estão muito abaixo da média", diz Lindomar. confirmando que a Prefeitura de Curaçá decretou situação de emergência devido a longa estiagem.

Com pouco mais de 34 mil habitantes, a cidade teve a situação reconhecida pelo Governo do Estado através do decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) e assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). A medida tem validade de 180 dias.

A estiagem compromete atividades econômicas fundamentais para o município, como a agricultura familiar, também a  fruticultura irrigada, com destaque para a produção de manga e uva no projeto de irrigação Curaçá, além da produção de leite de cabra e da extração vegetal do umbu. Sem a regularidade das chuvas, a produção e a renda de centenas de famílias da região ficam ameaçadas.

Com a declaração de emergência, o município adotou medidas emergenciais para mitigar os efeitos da seca e buscar apoio estadual e federal para enfrentar o problema.

"Umas das soluções que temos expectativa é a extensão da Adutora do Forró que oferecerá uma melhor condição de vida à comunidade e pode atender as famílias de agricultores. A região é muito longa. O Exército Brasileiro abastece as famílias com carros pipas hoje, mas tem local que a água está distante pelo credenciamento oficial a mais de 130 km de Curaçá", enfatisa Lindomar. 

DADOS GOVERNO FEDERAL: Em 2025, o númeor de pessoas atingidas pela seca aumentou. Segundo o Governo Federal, a Operação Carro-Pipa está atuando em mais de 300 municípios do semiárido. 

A Previsão de chuva no sertão da Bahia e Pernambucano só a partir dezembro.

“A gente tem essa fé que daqui para dezembro ela chegue. Ninguém sabe se chega ou não, mas essa fé a gente tem, em Deus, que ela venha”, diz um agricultor.

OPERAÇÃO CARRO PIPA NO SEMIÁRIDO: Com papel crucial na vida de milhões de brasileiros que vivem na região do Semiárido, a Operação Carro-Pipa (OCP) completou mês passado 27 anos. Coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e pelo Exército Brasileiro, a OCP é uma ação emergencial do Governo Federal e tem como objetivo garantir o acesso à água potável para municípios que sofrem com a escassez hídrica.

De 2023 a 2024, mais de 500 municípios foram atendidos. Atualmente, a operação abastece cerca de 34 mil cisternas coletivas, proporcionando acesso à água potável mensalmente para mais de 1,5 milhão de pessoas. Governo Federal investiu aproximadamente R$ 500 milhões para garantir a execução da OCP. No mesmo período, foram transportados 12 milhões de litros de água para essas comunidades, reforçando o papel da operação na mitigação dos efeitos da seca.

Além do abastecimento emergencial, a operação contribui para o desenvolvimento regional ao minimizar os impactos sociais e econômicos da seca. Com a distribuição regular de água, a ação permite que as comunidades mantenham suas atividades cotidianas, fortalecendo a resiliência local frente às adversidades climáticas.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, reforça a necessidade de garantir a segurança hídrica e a proteção em períodos climáticos críticos, além de destacar o papel do MIDR na política da água e a importância que o atual Governo dedica à infraestrutura e ao abastecimento.

“Água é vida e levar esse bem para quem carece é uma prioridade do presidente Lula. O Programa Água para Todos é um dos eixos do Novo PAC, que tem como objetivo o acesso sustentável à água de qualidade e em quantidade suficiente para consumo da população”, afirmou Waldez. "Para nós, do MIDR, cuidar da segurança hídrica do País é uma motivação a mais e buscamos, dia a dia, trabalhar para garantir que os brasileiros tenham condições de enfrentar os desafios hídricos e climáticos que se apresentam”, assegurou.

redegn Foto arquivo Defesa Civil de Curaçá