No Sertão, estiagem de quase 6 meses compromete abastecimento de água e lavouras

No início deste mês de setembro a REDEGN destacou reportagem-Veja Aqui-Seca Severa Juazeiro e Petrolina: Operação Carro-Pipa em Juazeiro e Petrolina é esperança para famílias de agricultores. O Sol deve continuar abrasador e sem previsão de chuva para os próximos dias. Na zona rural de Juazeiro e Petrolina a situação é de calamidade. 

No ínicio do mês de outubro a REDEGN mostrou que a Seca Persistente: Território do São Francisco enfrenta Risco Máximo até maio/26. Na noite de terça-feira (14), o Jornal Nacional, através da jornalista Lucilene Santos, TV Grande Rio, teve matéria exibida revelando no Sertão Pernambucano, o céu limpo virou motivo de preocupação.

Quase seis meses sem chuva significativa. A estiagem prolongada compromete o abastecimento de água e as lavouras. A Caatinga está cinza e o pasto sem vida. O cenário se repete em várias cidades do interior de Pernambuco, em uma das secas mais severas dos últimos anos.

Em 2024, a seca afetou 604 mil pessoas. Em 2025, o número de atingidos ultrapassa 1,5 milhão. O estado decretou emergência em 107 municípios. A agricultora Maria do Socorro da Silva gasta cerca de R$ 300 por mês para comprar água:

“A gente está nessa rotina de depender de carro-tanque, pagar. Tira do sustento para poder botar na cisterna, para ter água, para a gente, para os bichinhos”, conta.

Segundo o governo federal, a Operação Carro-Pipa está atuando em mais de 300 municípios do semiárido. E só em Petrolina, em 2025, foram investidos mais de R$ 2 milhões na distribuição de água à população.

Sem pasto, o mandacaru queimado e triturado vira ração. “Dá para comer um bocado de dias, dá para comer, passar uns 30 dias para frente”, afirma o agricultor Jenivaldo da Silva.

A última chuva boa na caiu em abril. Com a estiagem prolongada, os reservatórios estão em situação crítica. Em um barreiro, a pouca água que resta vai matar a sede dos animais só por mais alguns dias. Previsão de chuva no sertão Pernambucano só a partir dezembro.

“A gente tem essa fé que daqui para dezembro ela chegue. Ninguém sabe se chega ou não, mas essa fé a gente tem, em Deus, que ela venha”, diz um agricultor.

redegn Foto Ney Vital arquivo redegn