Cidade sustentável é desafio para política habitacional, diz urbanista

A precariedade habitacional não se configura apenas pela falta de moradia, mas também pela escassez de estruturas que garantam serviços básicos próximos dos moradores. A conclusão é do professor franco-colombiano Carlos Moreno, da Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, que esteve no Brasil, em evento promovido pelo Instituto Motiva. “Esse é o elemento mais sério de viver na América Latina”, destacou.

O professor trabalha com o conceito urbano, que visa à organização de bairros para que os moradores possam ter suas necessidades diárias – como saúde, comércio, lazer e educação – garantidas a uma distância próxima da sua residência. A proposta tem o objetivo de reduzir a dependência dos carros e a poluição, além de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar e promover a resiliência das comunidades.

Professor franco-colombiano Carlos Moreno, morar longe das regiões centrais e sem acesso a serviços é sinônimo de exclusão - Foto: Charles Trigueiro/Divulgação
“Mesmo que tenhamos boas intenções e construamos prédios de habitação social, se esses prédios forem caixas de fósforos, longe do centro, se a cidade se comportar como uma centrífuga que manda as pessoas com menos recursos cada vez mais para longe, estamos distanciando-as da vida por estarem nesses lugares sem serviços”, disse o urbanista, no painel A Cidade de 15 Minutos.

Moreno defende que morar longe das regiões centrais e sem acesso a serviços é sinônimo de exclusão.
 

Agencia Brasil