
Um tema ganhou destaque nas redes sociais, conforme destacou a REDEGN, o texto: Veja Aqui-Qual o motivo de Juazeiro ainda não ter aderido a verticalização, construção para as alturas? questiona o doutor em Geografia Urbana
A REDEGN buscou ampliar o debate.
O professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Sérgio Motta Lopes, mestre e doutorando em Arquitetura e Urbanismo, Professor do Colegiado de Engenharia Civil, defende que antes da verticalização, construção para as alturas de prédios, aconteça em Juazeiro a necessária retomada de uma agenda efetiva de planejamento urbano que inclua a mobilidade urbana, o transporte público, a revitalização do canais urbanos, com a necessária revisão e implementação do Plano Diretor.
"Juazeiro possui questões primeiras a tratar. O adensamento horizontal deve vir antes do vertical: os vazios urbanos devem ser ocupados e deve-se evitar esse modelo de urbanização por espraiamento descontínuo do tecido existente — e, principalmente, o que isola trechos viários da malha urbana, comum na região —, que só aumenta as distâncias sem mobilidade proporcional e encarecem a provisão de infraestrutura básica. É preciso considerar que a verticalização também satura os serviços, sobrecarrega o tráfego imediato e ainda gera ilhas de calor. Verticalização antes dessas questões, eu discordo, não é boa", diz Sergio Mota, ressaltando a necessidade de fortalecer a adoção de uma "nova boa arquitetura", com construções mais inclusivas, resilientes e sustentáveis no Brasil, em especial nestes sertões de Juazeiro e Petrolina, onde o impacto do calor precisa ser levado em consideração de forma primordial.
redegn Foto redes sociais



1 comentário
09 de Oct / 2025 às 17h28
Concordo tb. Desejaria Juazeiro, uma cidade sustentável, com parques densos de sombras de árvores, mobilidade coletiva viável, recuperação do velho Chico, e da caatinga, etc, etc