Juazeiro e Petrolina não tem registros de intoxicação por metanol até o momento

A Bahia segue um fluxograma rigoroso para a condução de casos suspeitos de intoxicação por metanol, elaborado pela Sesab e validado pelos centros de toxicologia e vigilância estadual. O protocolo orienta os profissionais de saúde sobre a coleta laboratorial específica e o acionamento imediato do Ciatox-BA. O documento também determina o início precoce do tratamento com antídotos, como o etanol farmacêutico ou o fomepizol, e prevê a possibilidade de hemodiálise em situações graves.

O fluxograma reforça ainda a importância do suporte clínico intensivo, do monitoramento neurológico e oftalmológico, e da comunicação entre as unidades hospitalares e a Central Estadual de Regulação (CER). O protocolo tem aplicação imediata em toda a rede estadual, municipal, filantrópica e privada, garantindo uma resposta integrada diante de possíveis casos de risco.

Questionados pela REDEGN, as secretarias de saúde de Juazeiro dizem que "até o momento não existe nenhum registro de intoxicação nos municipios.

FISCALIZAÇÃO: No campo da fiscalização, Felipe Freitas destacou que o Procon-BA, vinculado à Secretaria da Justiça e Direitos Humanos, vem ampliando o número de investigações e operações para coibir a venda de bebidas adulteradas. “Reforçamos campanhas de orientação junto aos consumidores e estabelecimentos, com apoio do Ministério Público e das associações de bares, restaurantes e supermercados”, afirmou. Ele também reforçou a importância da participação popular, tanto ao evitar produtos suspeitos quanto ao denunciar locais de comercialização irregular.

O Procon Juazeiro, consciente dos recentes casos de intoxicação e morte por metanol em bebidas alcoólicas em diversos estados do país, principalmente em São Paulo, alerta a população sobre os riscos do consumo desse tipo de bebida.

De acordo com o órgão, a adulteração dessas bebidas representa grave ameaça à saúde, já que algumas delas contêm substâncias tóxicas, como o metanol, composto altamente perigoso, que pode provocar sintomas como náuseas, dores abdominais, tontura, confusão mental, visão turva, cegueira, falência renal e até à morte.

O diretor executivo do Procon de Juazeiro, Egídio Felizardo, destacou a importância dos consumidores redobrarem os cuidados na hora da compra. "É importante que a população se atente a pequenas alterações que podem indicar adulteração. Observar preços muito abaixo do mercado, rótulos que apresentem erros de impressão, lacres violados, embalagens de aparência descuidada, ausência de nota fiscal. Também é importante se atentar a algum cheiro ou sabor diferente do habitual", destacou.

 

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